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Estado de Minas MÚSICA

Orquestra Ouro Preto faz concerto com releituras da banda A-ha

O encontro da música erudita com os sintetizadores que revolucionaram a cultura musical da década de 1980 marcam os 21 anos da orquestra


29/04/2021 16:46 - atualizado 29/04/2021 18:43

O concerto será no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte e não estará aberto ao público, sendo transmitido ao vivo no canal da orquestra no Youtube(foto: Reprodução/Orquestra Ouro Preto)
O concerto será no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte e não estará aberto ao público, sendo transmitido ao vivo no canal da orquestra no Youtube (foto: Reprodução/Orquestra Ouro Preto)

Quem curte a musicalidade dos anos 1980 certamente já cantou o sigle “Take On Me”, da banda norueguesa A-ha, e agora terá a oportunidade ouvir uma releitura da música e de vários outros hits ao som da Orquestra Ouro Preto (OOP).
 
Do new wave e do pop rock aos violinos, violas ou violoncelos, a produção musical da orquestra, que completa 21 anos de atividades ininterruptas, se reafirma na vanguarda. De acordo com o regente e diretor artístico, o maestro Rodrigo Toffolo, "o encontro da música erudita com os sintetizadores que revolucionaram a cultura musical da década de 80 foi idealizado por mim e teve arranjos do compositor e arranjador, Fred Natalino".
 
O multi-instrumentista e compositor Paulim Sartori explica que foi um desafio montar o concerto porque não é comum uma orquestra de cordas ser acompanhada pelo som de sintetizadores.
 
“Nossa proposta é resgatar os sons que compõem o universo sonoro do A-ha, característico desse repertório dos anos 80, tocando os sintetizadores ao vivo para transportar a memória das pessoas através da música”, disse.
 
Alcançar a memória afetiva do público é uma das propostas da Orquestra Ouro Preto e, segundo o maestro Rodrigo Toffolo, o A-ha marcou a história de uma geração que curtiu a vida a todo o vapor, sem telefone celular, sem redes sociais, mas com muita música, cores, personalidade e estilo.
 
“Queremos tocar a memória afetiva das pessoas, num clamor pelos bons momentos que ficaram para trás. Além disso, é importante homenagear não só o sucesso avassalador feito pelo trio como também fazer justiça a algo que é muito pouco falado: a extrema qualidade musical do grupo”, destaca Toffolo.

A-ha no Brasil em 2022

Em 2020, o grupo musical de Oslo, na Noruega formado por Morten Harket, nos vocais, Magne Furuholmen, nos teclados e Pål Waaktaar, na guitarra, estava com uma turnê extensa em território brasileiro em comemoração aos 35 anos de "Hunting High and Low", primeiro disco do A-ha, responsável pelo hit absoluto "Take On Me". Devido à pandemia do coronavírus, a turnê foi cancelada.

O A-Ha anunciou, nessa terça-feira (27/04), em suas redes sociais que a passagem de sua turnê Hunting High and Low pela América do Sul vai ocorrer em 2022.


Segurança

Em relação às medidas de prevenção à COVID-19 não haverá presença de público no concerto. Todos os protocolos de saúde e segurança serão seguidos e toda a equipe de músicos e produção será testada com o exame RT-PCR, padrão ouro.
 
O concerto, patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do governo federal, será no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte.

Solidariedade 

Durante o espetáculo, um QR code ficará disponível para a plateia virtual e quem acessar poderá também participar da parceria que une música e solidariedade, iniciada em 2020 com o Mesa Brasil Sesc. 

O público poderá contribuir com o programa nacional de segurança alimentar e nutricional, que distribui alimentos para famílias carentes, dedicado ao combate à fome e ao desperdício.
 
Agenda OOP 

Na agenda de 2021, além da homenagem ao A-Ha, a Orquestra Ouro Preto apresentará espetáculos que vão desde uma parceria inédita com João Bosco, uma homenagem ao músico mineiro Vander Lee, passando pelo jazz de Duke Ellington até o rock grunge do Nirvana. 

“Queremos levar experiências memoráveis ao público. Há alguns anos, estamos modernizando o conceito de orquestra. Orquestra pode, sim, ser uma coisa jovem, uma coisa massa, legal de assistir. Não precisa ser chata”, finaliza Toffolo.


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