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Estado de Minas AUDIOVISUAL

Série da Netflix revela universo de Sherlock Holmes às gerações mais novas

Em 'Os irregulares de Baker Street', o infalível detetive é ajudado por jovens. Produção com elementos sobrenaturais está entre as 10 mais vistas do streaming


30/03/2021 04:00 - atualizado 30/03/2021 07:24

Billy (Jojo Macari), Bea (Thaddea Graham), Jessie (Darci Shaw) e Spike (McKell David) investigam mistérios cheios de elementos sobrenaturais que abalam Londres(foto: Matt Squire/netflix)
Billy (Jojo Macari), Bea (Thaddea Graham), Jessie (Darci Shaw) e Spike (McKell David) investigam mistérios cheios de elementos sobrenaturais que abalam Londres (foto: Matt Squire/netflix)
O universo de Sherlock Holmes, criado pelo escritor britânico Arthur Conan Doyle (1859-1930), já rendeu centenas de filmes e séries. Seja em produções hollywoodianas protagonizadas por Robert Downey Jr., ou interpretado por Benedict Cumberbatch em uma história ambientada no século 21, o personagem está sempre acompanhado de seu fiel escudeiro Watson, e cumpre a missão de desvendar mistérios aparentemente insolúveis. Mas o que acontece quando uma mente brilhante – como a do investigador – está tão debilitada a ponto de ele não conseguir trabalhar?

É aí que entra em cena a gangue de jovens com habilidades especiais de ''Os irregulares de Baker Street'', novidade no catálogo da Netflix. Moradores de um porão na famosa rua onde Holmes mora, no número 221B, Bea (Thaddea Graham), Jessie (Darci Shaw), Billy (Jojo Macari) e Spike (McKell David) são recrutados por John Watson (Royce Pierreson) para investigar uma série de acontecimentos bizarros que têm abalado Londres. A escolha dos quatro não é aleatória. Por serem órfãos e pobres, Watson considera que eles passarão despercebidos pela sociedade britânica – o que de fato acontece.

Ao longo de oito episódios com cerca de 50 minutos cada, a série apresenta diferentes mistérios a serem resolvidos pelo quarteto – que mais tarde se torna quinteto com a chegada de Leopold (Harrison Osterfield), que na verdade é um príncipe cuja realidade é bastante diferente dos outros.

Em todos os casos misteriosos, que se complicam com o avanço da temporada, há a presença de algum elemento sobrenatural decisivo para a solução. Ao longo da história, eles vão se mostrando partes de um todo que culminam em uma resolução final.

O suspense que marca a série flerta com o terror ao apresentar elementos liberados por meio de uma fenda aberta entre o mundo dos vivos e dos mortos – recurso já visto em outras produções de sucesso da Netflix, como ''Stranger things'', ''Umbrella academy'' e ''Dark''. Essa 'falha na Matrix' é o que ocasiona uma série de acontecimentos estranhos como o sequestro de bebês, roubos de dentes de crianças e assassinatos.

O que diferencia a série de qualquer outra produção baseada em histórias de Sherlock Holmes, até mesmo da ótima ''Elementary'', da CBS, protagonizada por Jonny Lee Miller e Lucy Liu, são os elementos sobrenaturais. E essa abordagem fantasiosa não está só na narrativa, mas também em um dos personagens. Jessie tem o poder de ler mentes, além de entrar em contato com outras pessoas com a mesma condição através de sonhos.

A personagem, apesar de não ser a líder do bando – papel ocupado pela sagaz Bea –, é a que mais se destaca ao longo dos episódios. É ela quem enfrenta os principais desafios ao se deparar com o dilema de salvar a própria mãe, Alice (Eileen O’Higgins), ou a humanidade. A jovem também é constantemente confrontada com o passado e com o que é capaz de fazer com os próprios poderes.

AGENTES DE INTELIGÊNCIA

Criada por Tom Bidwell, ''Os irregulares de Baker Street'' reprisa a tentativa de traduzir Sherlock Holmes para as gerações mais jovens, movimento que a Netflix fez em ''Enola Holmes'' (2020), filme de Harry Bradbeer protagonizado por Millie Bobby Brown. Enquanto a irmã de Sherlock é uma personagem criada pela escritora norte-americana Nancy Springer, os jovens de Baker Street pertencem ao universo criado por Conan Doyle. Eles aparecem em dois livros e um conto. Na versão original, o grupo é composto apenas por garotos empregados por Holmes como agentes de inteligência.

O que a série da Netflix faz é adaptá-los para um contexto mais interessante, atualizando sua formação e dando a eles uma narrativa própria – o que coloca Watson e Holmes como coadjuvantes, apesar de os dois aparecerem na série.

O resultado não foge de fórmulas já testadas pela plataforma de streaming, e é justamente por isso que tem agradado tanto. Não à toa, os roteiristas criaram um enlace amoroso entre Bea e Leo, mesmo num ambiente tão adverso. A reação é imediata: desde que foi lançada, a série figura entre as 10 mais assistidas da Netflix no Brasil.

“OS IRREGULARES DE BAKER STREET” 
• Primeira temporada. 8 episódios. Netflix


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