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Estado de Minas SAÚDE

A solução para prisão de ventre é a mudança de hábito

Constipação intestinal ou prisão de ventre acomete cerca de 20% da população mundial, sendo mais comuns nas mulheres e idosos


05/12/2021 04:00 - atualizado 03/12/2021 10:48

mulher com dor
A pessoa que tem constipação geralmente apresenta desconforto abdominal e retal, empachamento, inchaço e dor no abdômen, muitas vezes com impacto importante em sua qualidade de vida (foto: Anastasia Gepp/Pixabay)


Prisão de ventre. Constipação intestinal. Intestino preso. Não importa o nome, todos significam a mesma coisa e trazem o mesmo transtorno: dificuldade de evacuar, mesmo sentindo vontade intensa de ir ao banheiro. Quadro que causa muito incômodo e tem diversas causas, desde alimentação pobre em fibras até o sedentarismo. Quem vive o problema está sempre à procura de uma solução. Se for natural, melhor ainda, caso a medicação não seja necessária.

O médico José Carlos Cardoso Júnior, gastro-hepatologista do Corpo Clínico do Biocor Instituto, antes de mais nada, explica que a constipação intestinal, ou prisão de ventre, como é conhecida, é uma condição em que a pessoa evacua menos de três vezes por semana ou tem dificuldade para evacuar, podendo apresentar fezes endurecidas, esforço excessivo no ato evacuatório e sensação de evacuação incompleta.

Acomete cerca de 20% da população mundial, sendo mais comum nas mulheres e idosos. É provocada, na maioria das vezes, pelo consumo insuficiente de fibras e água e também pela ausência da prática de atividade física, sendo denominada nesses casos de constipação funcional.
 
No entanto, José Carlos alerta que a constipação intestinal também pode ser causada por outras doenças ou medicamentos que afetam a função intestinal, o que chamam de constipação secundária. “Em relação aos medicamentos, as principais drogas que podem causar constipação são analgésicos, antidepressivos, anti-hipertensivos e drogas psiquiátricas. A constipação pode, ainda, ser um sintoma associado a doenças de gravidades variadas. Em combinação com outras manifestações como perda de peso, perda do apetite, dor abdominal intensa, sangramento nas fezes, anemia ou mudança brusca no funcionamento do intestino, é fundamental uma avaliação médica adequada”, alerta.

O gastro-hepatologista destaca que a pessoa que tem constipação geralmente apresenta desconforto abdominal e retal, empachamento, inchaço e dor no abdômen, muitas vezes com impacto importante em sua qualidade de vida. Devido ao esforço frequente para evacuar e aumento da pressão na região do reto, a constipação pode causar hemorroida, fissura anal e até mesmo fecaloma (impactação de fezes no reto ou intestino). Este último ocorre, principalmente, em pessoas idosas e com pouca mobilidade. Não há comprovação que a constipação possa levar ao câncer do reto e do intestino ou a outras doenças intestinais graves.

José Carlos Cardoso Júnior
(foto: Biocor Instituto/Divulgação )

"Em combinação com outras manifestações como perda de peso, perda do apetite, dor abdominal intensa, sangramento nas fezes, anemia ou mudança brusca no funcionamento do intestino, é fundamental uma avaliação 
médica adequada”


José Carlos Cardoso Júnior, 
médico gastro-hepatologista



LAXANTES E O LADO EMOCIONAL 

José Carlos enfatiza que os principais cuidados envolvem a necessidade de uma dieta rica em fibras, em especial vegetais, hidratação adequada, prática de atividade física frequente e tentar ir ao banheiro em um horário regular todos os dias. “É importante também que sejam excluídas causas secundárias de constipação, como doenças e medicamentos. A cura nem sempre é possível, embora dependa da causa, gravidade e duração da 'prisão de ventre'. Mas na maioria dos casos, mudanças nos hábitos de vida ajudam a aliviar significativamente os sintomas.”

Para o gastro-hepatologista, os laxantes podem ser úteis em alguns casos, mas seu uso deve ser considerado como terapêutica complementar, podendo ser associado às medidas dietéticas e comportamentais. Isoladamente, os laxantes não têm efeito curativo e alguns tipos podem até agravar o problema a longo prazo. O uso abusivo pode ser prejudicial ao paciente, devendo portanto, ser utilizados sob prescrição médica.

José Carlos confirma que a prisão de ventre tem relação com o estado emocional: “O aparelho digestivo é o que mais sofre interferência da parte emocional. Isso ocorre porque há uma conexão entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o entérico (localizado no intestino). Portanto, o estresse, a ansiedade e a depressão podem influenciar no funcionamento do intestino, e em parte, contribuir para a constipação”. Assim como tem relação com outras doenças como diabetes, hipotireoidismo, depressão e doenças neurológicas, como a doença de Parkinson.




Algumas causas da 
prisão de ventre

» Alimentação pobre em fibras (grãos, frutas 
    frescas e vegetais folhosos em geral)

»  Beber pouco líquido

»  Não fazer atividade física, sedentarismo

»  Não ir ao banheiro quando sentir vontade

Entre os sintomas, 
pode-se destacar:

»  Dificuldade de ir ao banheiro,
    ligada a um forte  esforço na 
    hora de eliminar fezes

»  Vontade de fazer força ao eliminar fezes

»  Sensação de fezes presas dentro do corpo

»  Sensação de barriga pesada

»  Distensão abdominal

»  Gases

» Cólicas

»  Desconforto abdominal e 
    eliminação de fezes  pequenas e menores   
    do que o  normal, além de terem a   
    aparência de estarem secas 
    e/ou  endurecidas

Fonte: Rede D’Or São Luiz


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