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Coleção literária estimula a imaginação e a criatividade das crianças

'Dentro da história' tem quatro narrativas cheias de elementos que contribuem para a formação socioemocional dos pequenos


26/09/2021 06:00 - atualizado 24/09/2021 16:25

Flávia Muniz, escritora infantojuvenil, diz que a imersão na fantasia traz quase que um choque de realidade carinhoso
Flávia Muniz, escritora infantojuvenil, diz que a imersão na fantasia traz quase que um choque de realidade carinhoso (foto: bcbiz/Divulgação)
Contos de fadas vão muito além de histórias cheias de conteúdos visuais. A fantasia, como é chamada, pode ser e é grande aliada da vida real, principalmente no desenvolvimento da imaginação e criatividade infantil. E é o que a nova coleção autoral “Universo encantado”, da “Dentro da história” traz nas páginas de seus livros e em cada linha de sua história. Ao todo, são quatro narrativas que compõem essa coleção, cheia de elementos que contribuem para a formação socioemocional dos pequenos.

Isso porque, segundo a consultora pedagógica da “Dentro da história” Cláudia Onofre, as histórias são como ferramentas de apoio para as crianças no que tange às dificuldades e obstáculos de desenvolvimento. Elas auxiliam a criança a compreender o mundo, a enfrentar sentimentos de alegria, tristeza e medo, além de proporcionar, de forma leve e divertida, um olhar de como aceitar as diferenças, se alegrar com a felicidade do outro e questionar, ou seja, contribuir diretamente para ensinar as crianças a lidarem com as dificuldades e prazeres do dia a dia.
 
Conforme a especialista, se uma família consegue transformar essa ferramenta em hábito, ela estará contribuindo diretamente para que a criança reflita sobre os acontecimentos e, assim, tenha noção das situações apresentadas e passe a ter sua própria opinião, além de despertar a imaginação e a criatividade. “A família estará ensinando a criança a pensar ‘fora da caixinha’, a ir além e não concordar com tudo o que ouve. Esse hábito é fazer com que a criança abra horizontes com confiança e na vida adulta tenha repertório para lidar com os desafios e as adversidades impostos pela sociedade”, completa Cláudia Onofre.

Mas, todos as histórias são ideais para esse crescimento infantil? Depende. É que, de acordo com a consultora pedagógica, é de suma importância que a criança tenha interesse. Portanto, toda leitura deve ser adequada ao nível de desenvolvimento das crianças, além de estar conectada com os princípios familiares. 

Além disso, segundo ela, é sempre bom ter em mente que o conhecimento é a porta de entrada para o mundo. Por isso, oferecer para as crianças um material rico em aprendizado, memórias e diversidade é proporcionar um desenvolvimento socioemocional feliz e saudável.

ESCOLHA CUIDADOSA  

“Eu diria que o bom senso deve prevalecer e que o olhar familiar na escolha dos livros e narrativas sempre deve ser cuidadoso e acolhedor”, recomenda. E os elementos usados na narrativa podem ajudar muito nesse cenário, pois enredo, personagens, protagonismo, tempo, espaço, ação, ilustração e moral da história são elementos capazes de florescer o pequeno leitor. A imaginação é estimulada, sua criatividade é colocada à prova ou quando a criança entra em ação contribuindo para o desfecho da história.

“Tudo isso é possível, porque os contos transmitem valores, têm crenças, imprimem atitudes e regras. Por meio dessas percepções e sensações que são passadas pelos personagens é que as crianças aprendem a se comportar, pensar, agir e a se colocar no lugar do outro.”

Flávia Muniz, escritora infantojuvenil e autora dos títulos “Uma história dorminhoca” e “Em busca do unicórnio perdido”, da coleção “Universo encantado”, entende bem isso. Não à toa, ela acredita que “histórias são caminhos para o coração”. Ela também destaca que, além dos elementos da história, a curiosidade influencia e muito no que as crianças absorvem. “As histórias conseguem manter a conexão com a criança por meio de sua natural curiosidade, do desejo de aventura, de experienciar a magia, aceitar o desafio, a luta, o risco da perda e da vitória, que são capazes de realizar a magia da boa leitura.”

A linguagem também é importante, afirma a escritora, pois deve refletir o padrão estético usual sem esquecer da comunicabilidade com o leitor e seu esperado repertório vocabular. Para ela, a imersão na fantasia traz quase que um choque de realidade carinhoso, daqueles que deixam o coração quentinho. 

“Atuando na realidade do leitor ou nos locais imaginários das aventuras, as histórias podem trazer uma renovada visão de mundo aos pequenos. E, ao escrever, busco colocar traços disso em meus livros. Mas, essa decisão é cerebral e intuitiva ao mesmo tempo”, diz.

Ela conta que escolhe temas que julga importantes para as crianças, como vida em família, relacionamento com colegas, autonomia, transgressão e obediência e enfrentamento de situações de conflito ou temidas. 

“Meus personagens são muito próximos das crianças e de seus comportamentos de curiosidade, medo, coragem, resiliência, ainda que travestidos de animais ou seres mágicos. Também procuro sempre trazer a magia do faz de conta, usando o pensamento mágico e a ludicidade para desenvolver as histórias. Considero importante oferecer hipóteses na resolução de conflitos do enredo, nem sempre com finais tão felizes, mas que sempre apontem para uma possibilidade, uma solução, entre outras possíveis.”
 
Fantasia e realidade
 
Confira alguns títulos da coleção 

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(foto: Dentro da História/Divulgação)
» “Em busca do unicórnio perdido”

Depois de passar um dia divertido no parquinho, a criança percebe, na hora de ir embora, que perdeu seu melhor amigo, o unicórnio que ganhou de aniversário. Em seguida, inicia-se uma grande aventura investigativa pelo parque, até que o tão esperado reencontro termine em um abraço mágico.

» “Uma história dorminhoca
Quando de repente a luz acaba no bairro, a criança é visitada por Drago, o Mago, que a leva para uma aventura incrível no mundo invertido. Juntos, precisam enfrentar a maligna Bruxa de Bigode, que está fazendo coisas terríveis. Durante a narrativa, o pequeno se depara com diversas criaturas místicas e clássicos personagens de contos de fadas, como a Chapeuzinho, o Lobo Mau e o Príncipe Encantado. Com uma ideia brilhante, o protagonista salva os contos de fadas, evitando que eles acabem para sempre.

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(foto: Dentro da História/Divulgação)
» “O dragão da Lua”
 
Nesta história, a criança é apaixonada por admirar o céu, e enquanto observa as estrelas através de seu telescópio percebe que a constelação de Dragão brilha mais forte, o que significava que naquela noite o temido Dragão Quensu sairia de sua casa na Lua e visitaria a Terra. Na narrativa, o pequeno se encontra com tudo aquilo que dá medo, como fantasmas, o escuro e monstros debaixo da cama, faz novos amigos e passa a compreender o sentimento do medo, descobrindo que não se pode julgar ninguém pelas aparências.

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(foto: Dentro da História/Divulgação)
» “Visita às fadas”

Ao encontrar uma curiosa maçaneta no tronco da árvore preferida, a criança conhece as incríveis fadas da Terra, da Água, do Fogo e do Ar, grandes protetoras da natureza. Com a fada da Terra, a criança germina uma plantinha; com a fada da Água, aprende todas as funções da água na natureza e na sociedade, e a importância de mantê-la sempre limpa; com a fada do Ar, entende como a poluição tem sido prejudicial para os animais e para os humanos; e com a fada do Fogo aprende que sem ele não seria possível fazer muitas coisas, como comer comida quentinha!

*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram

Criando o hábito

É muito importante que a família tenha o hábito da leitura e faça a inserção desse hábito na vida dos pequenos, como em momentos de leitura sozinha ou compartilhada. Mas, como fazer isso? Confira dicas da consultora pedagógica Cláudia Onofre:

* Esse momento deve ser prazeroso para as crianças e para as famílias. De acordo com a idade das crianças, crie um espaço acolhedor. Se as crianças forem bem pequenas, é de responsabilidade do adulto. Mas, a partir de 3 anos, devem ser inseridas nesse processo, escolhendo o espaço, decorando, deixando-o o mais aconchegante possível para que as próprias crianças possam sozinhas aproveitar esse momento.

* A leitura compartilhada é muito prazerosa e uma boa ideia, porque mesmo que as crianças não sejam alfabetizadas, por meio das ilustrações podem ler e dar vida às histórias. Os adultos, por sua vez, devem explorar ao máximo os tons, 
sons e caretas.

* As crianças amam o novo e ser desafiadas. Por isso, é importante fazer a leitura do livro com as crianças, mas nunca estabelecer o limite de repertório e aprendizagem. Estimule que ela reconte a história, seja oralmente ou por meio de um desenho. Ela pode recriar várias histórias, finais, personagens do mesmo livro de acordo com o momento que esteja vivendo ou a idade que esteja. Estimule-a!

Apresente o mesmo livro em diferentes faixas etárias, faça o registro das ações, reações e atitudes. Poderá observar o seu crescimento cognitivo e emocional.

SERVIÇO

Seu filho na história
 
Assim como os outros títulos da “Dentro da história”, as crianças podem vivenciar uma verdadeira aventura cheia de magias nos livros da coleção “Universo encantado”. Para isso, as famílias deverão criar um avatar personalizado de acordo com suas características físicas, como tom de pele, cabelo, olhos, roupinhas e sapatos. Basta acessar a plataforma ( https://www.dentrodahistoria.com.br/ ), selecionar o título e iniciar a personalização. 
A coleção está disponível no site por R$ 69,90 cada livro


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