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Estado de Minas Saúde

Especialista explica diagnóstico tardio da endometriose

Mesmo com o aprimoramento dos exames de imagem, o diagnóstico é difícil e demora em média sete anos


23/09/2021 13:36 - atualizado 23/09/2021 14:31

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(foto: DoizUm comunicações/divulgação )


Estima-se que 10% das mulheres em idade fértil sofrem de endometriose. A principal complicação oriunda dessa doença é a infertilidade, que ocorre em mais de 30% das pacientes. A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao revestimento interno do útero (endométrio) é encontrado em outros órgãos do corpo da mulher, principalmente os órgãos pélvicos.

 

Dores durante a relação sexual, cansaço extremo, dores pélvicas, infertilidade e alterações urinárias e intestinais ao longo do período menstrual, são sintomas indicativos da patologia. “O que pode parecer uma simples cólica menstrual pode ser, na verdade, um sinal de endometriose. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, melhores são as chances de tratamento”, explica a ginecologista Fabyulla Fernandes, membro do corpo clínico da Awor Mulher.

 

Existem casos, entretanto, que esse distúrbio é assintomático e, muitas vezes, só identificado durante testes de avaliação de infertilidade. “Por isso, fazer os exames de rotina é tão importante. Mesmo sem dores, o especialista pode descobrir que há algo errado até pelo exame clínico”, ressalta a médica.

 

A causa da endometriose mais aceita é a teoria de Sampson da menstruação retrógada, na qual o sangue menstrual reflui pelas tubas uterinas durante a menstruação, dessa forma o tecido endometrial cai na cavidade abdominal e pélvica, implantando-se nos tecidos. Normalmente, isso acontece nos ovários, nas tubas uterinas, na bexiga, no intestino e podem ser encontrados até no pulmão e no diafragma, em casos raros. Também é válido ficar atenta ao seu nível de testosterona, pois um outro  estudo associou o baixo nível de testosterona à endometriose.

 

Todas as mulheres estão sujeitas a desenvolverem a doença, contudo, mulheres que têm vários filhos e que amamentaram se encontram no grupo de menos risco. Deve-se atentar aquelas mulheres que possuem histórico familiar de endometriose, ausência de filhos, malformações no útero e idade precoce na primeira menstruação. A procriação tardia também aumenta as chances de desenvolver o problema e ter infertilidade associada.

 

As principais formas de diagnosticar a endometriose é a partir de exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética da pelve e videolaparoscopia, pois permitem explorar a região e verificar se há algum distúrbio. Lembre-se de que, independentemente de apresentar sintomas ou não, é de extrema importância manter um acompanhamento ginecológico anual.

 

*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram  


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