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Estado de Minas SAÚDE

Mamografia deve ser adiada por 30 dias após vacina contra a COVID

Em alguns casos, reações ao imunizante podem gerar falsas interpretações no exame e ser confundidos com um tumor


28/07/2021 18:54 - atualizado 28/07/2021 19:48

Mamografia deve ser adiada por até 30 dias após vacinação da COVID-19(foto: Sesc DF/Reprodução )
Mamografia deve ser adiada por até 30 dias após vacinação da COVID-19 (foto: Sesc DF/Reprodução )
Exames de mamografia devem ser adiados por até 30 após a vacina contra a COVID-19. O alerta é de médicos especialistas do Instituto Mineiro de Mastologia (IMMA). Segundo eles, não é incomum a aparição de ínguas ou gânglios na axilas após receber a dose do imunizante. Os sintomas são facilmente confundidos com os de um possível tumor.

Tomei a vacina, e agora? 


Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), nas últimas semanas foram registrados números significativos de exames de mamografia que registravam a presença de linfonodos nas pacientes. Também conhecidos como gânglios ou ínguas, eles podem sugerir doenças que deveriam ser investigadas, como o câncer de mama

Os dados são um reflexo de um sintomas de reação à vacina da COVID-19. Para evitar falsas interpretações, especialistas recomendam que o exame seja agendado de duas a quatro semanas após tomar a segunda dose do imunizante

 “O ideal é que a mulher agende a mamografia após duas a quatro semanas da segunda dose [da vacina], isso se ela estiver, obviamente, com os exames de rastreamento em dia e puder postergar o prazo de avaliação”, reitera o mastologista Henrique Lima Couto, coordenador do IMMA. 

Não é incomum a aparição de ínguas ou gânglios na axilas após tomar a vacina da COVID-19, sintomas se confundem com o de um possível tumor (foto: Correio Braziliense/reprodução )
Não é incomum a aparição de ínguas ou gânglios na axilas após tomar a vacina da COVID-19, sintomas se confundem com o de um possível tumor (foto: Correio Braziliense/reprodução )
O médico enfatiza que as vacinas contra o coronavírus não causam câncer de mama, tampouco outras doenças. “Qualquer injeção ou imunizante pode provocar reações inflamatórias, como se fosse uma febre. A presença do gânglio após a aplicação não significa um nódulo maligno”, pontua. 

Depois desse período, de duas a quatro semanas, os linfonodos voltam ao normal, na grande maioria das vezes. Se isso não acontecer, é recomendada uma investigação por biópsia. 

No caso das mulheres que precisam, obrigatoriamente, fazer o exame, porque já estão investigando algum nódulo ou caroço suspeito na mama, a recomendação de Couto é informar ao médico que tomaram vacina há menos de 30 dias. 

Diagnóstico precoce que salva vidas 

O diagnóstico precoce do câncer de mama  ainda é um dos maiores aliados na cura da doença. De acordo com o Instituto Fernandes Figueira (IFF), de saúde da mulher, quando descoberta no início, a doença tem 95% de chance de cura

Por isso, mamografias periódicas a partir dos 40 anos, exames clínicos e auto-exames são importantes.  “Estamos falando de um tumor que pode ser agressivo, representa quase 21% de todas as neoplasias que acometem o sexo feminino, segundo o INCA, porém, se detectado precocemente, tem mais de 90% de chances de cura”, conclui o mastologista. 



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