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Estado de Minas CUIDADOS NO INVERNO

Imunidade: saiba quais são as boas armas contra o frio

Estação gelada requer adaptações do corpo à demanda maior de energia, sem deixar de lado a proteção do sistema imunológico


18/07/2021 04:00 - atualizado 16/07/2021 09:15

Escolher bebidas quentes de fontes naturais e não abusar dos chocolates com açúcar em excesso são recomendações básicas(foto: falconp4/Pixabay )
Escolher bebidas quentes de fontes naturais e não abusar dos chocolates com açúcar em excesso são recomendações básicas (foto: falconp4/Pixabay )


O embate entre aqueles que gostam do sol e dos dias quentes e os amantes das baixas temperaturas e do frio intenso ganha intensidade na estação gelada dos países tropicais.  Nessa temporada, os termômetros assustam. Melhor é saber como o organismo se adapta e deve ser protegido, principalmente diante da pandemia da COVID-19 e da incidência maior da gripe (H1N1), resfriados, rinite alérgica, sinusite, pneumonia, otite, asma e meningite.

Potencializar o sistema imunológico, adotar alimentação saudável, atividade física e hidratação são medidas decisivas. “Para ajudar o corpo a manter uma boa imunidade, é essencial que haja uma nutrição adequada, com equilíbrio entre macro e micronutrientes – o que pode ser alcançado com uma dieta variada”, recomenda Cláudia Luz, nutricionista ortomolecular e consultora da Via Farma.
 
A especialista explica que o corpo humano está constantemente produzindo calor e recebendo calor do meio externo. O organismo é capaz de manter a temperatura corporal em níveis estáveis, em torno dos 37°C, pela ação dos centros termorreguladores. “Quando o corpo é exposto a situações térmicas excessivas de calor ou de frio, que ultrapassam os limites do conforto térmico, essas ações são acionadas para que se mantenha a temperatura estável, evitando alterações funcionais prejudiciais ao organismo”, afirma.

Cláudia Luz destaca que para manter a temperatura o corpo gasta mais energia no inverno do que no verão e, consequentemente, a pessoa sente mais fome. Isso ocorre porque os dias são mais curtos durante o inverno e o corpo produz mais melatonina, o que aumenta o sono e rouba energia necessária para as atividades diárias. O lado negativo é que as pessoas tendem a buscar alimentos mais calóricos, hábito refutado pela nutricionista.

Cláudia Luz, nutricionista ortomolecular, destaca entre os nutrientes importantes à modulação da imunidade vitamina C, zinco e compostos bioativos(foto: Daniel Leal/Divulgação)
Cláudia Luz, nutricionista ortomolecular, destaca entre os nutrientes importantes à modulação da imunidade vitamina C, zinco e compostos bioativos (foto: Daniel Leal/Divulgação)
“Não é porque o corpo está precisando de mais energia que podemos descuidar da alimentação, usando isso como uma desculpa para exagerar nos alimentos altamente calóricos, cheios de carboidratos refinados e gordura. A alimentação deve ser equilibrada e natural, para fornecer todos os nutrientes essenciais”, observa Cláudia. Ela afirma que para se alimentar de forma adequada a dica é adaptar as preparações com ingredientes mais saudáveis, como, por exemplo, o chocolate quente. A receita pode ser feita com leite desnatado ou leites vegetais, com a substituição do achocolatado pelo cacau.

Se for preciso adoçar a mistura, deve ser dada preferência aos adoçantes naturais, como a estévia. “Outro exemplo são as sopas. Fuja das versões industrializadas e faça sopas e caldos naturais em casa com ingredientes frescos. Mantenha o consumo de alimentos in natura – eles são importantes fontes de fibras e nutrientes essenciais à saúde intestinal e para a geração de energia para o corpo.”

Responsabilidade 


A imunidade também está diretamente ligada aos alimentos que as pessoas ingerem. Portanto, é  responsabilidade de cada um o que escolher para comer. “O alto consumo de alimentos industrializados e calóricos, que estimulam mediadores inflamatórios, pode desencadear uma inflamação de baixo grau que, em alguns casos, torna-se crônica, levando a fatores de risco para outras doenças e queda na imunidade. Não podemos nos esquecer de consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais para aumentar a imunidade. Invista em saladas e frutas nas refeições ao longo do dia, priorizando uma alimentação variada e colorida”, diz Cláudia Luz.

O alto consumo de alimentos industrializados e calóricos, que estimulam mediadores inflamatórios, pode desencadear uma inflamação de baixo grau que, em alguns casos, torna-se crônica, levando a fatores de risco para outras doenças e queda na imunidade. Não podemos nos esquecer de consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais para aumentar a imunidade. Invista em saladas e frutas nas refeições ao longo do dia, priorizando uma alimentação variada e colorida

Cláudia Luz, nutricionista ortomolecular e consultora da Via Farma



Entre os  nutrientes importantes para a modulação da imunidade estão vitamina C, zinco e compostos bioativos, como os polifenóis da própolis verde e da beta glucana, encontrada em cogumelos como o Agaricus blazei. “Esses ativos podem, inclusive, ser combinados em fórmulas manipuladas, quando há indicação do nutricionista”, enfatiza.

Cláudia Luz lembra que, como no inverno a sensação de sede é menor, é preciso ficar atento para evitar a desidratação. “Uma opção ao consumo de água seria a inclusão de chás na rotina. Prefira chás de infusão ou com as ervas frescas, evite as versões industrializadas. Os chás são importantes fontes de fitoquímicos, que têm diversos efeitos benéficos à saúde e à imunidade”, afirma.

É preciso ter cuidado com o consumo exagerado de chocolates quentes e cappuccinos, devido ao alto teor de açúcar. A nutricionista alerta ainda que nesse momento de pandemia muitas pessoas não estão praticando exercícios como antes. É importante ficar atento ao peso corporal, já que a obesidade consiste em fator de risco para a COVID-19. Além disso, o tecido adiposo produz substâncias que atrapalham o trabalho das células imunes, deixando o corpo mais propenso a infecções.

 
Imunidade fortalecida

No inverno, as pessoas tendem a buscar alimentos mais calóricos, hábito refutado por nutricionistas(foto: Engin Akyurt/Pixabay )
No inverno, as pessoas tendem a buscar alimentos mais calóricos, hábito refutado por nutricionistas (foto: Engin Akyurt/Pixabay )


Cuidados para prevenir doenças respiratórias, sob baixas temperaturas e tempo seco

» Não se esqueça da água
A hidratação deve ser reforçada nos dias mais secos. Além de ter papel essencial nas reações químicas do organismo, a água regula a temperatura corporal e ajuda na eliminação de toxinas, fatores essenciais para um sistema imunológico saudável

» Invista no poder dos alimentos
Alimentação variada e colorida é essencial para garantir a ingestão de todos os nutrientes essenciais para uma saúde fortalecida. Opte por frutas cítricas, vegetais verde-escuros, leguminosas, oleaginosas e fontes de proteínas animais e vegetais

» Fique firme nos treinos
O frio não é desculpa para burlar a rotina de exercícios físicos. Principalmente porque além de ser essencial para manter uma boa composição corporal, a atividade moderada ainda é benéfica para o sistema imunológico

» Não abra mão do descanso
É durante a noite que o organismo regula o metabolismo, liberando hormônios importantes para a reparação de tecidos e renovando as energias. Nesse processo, também é feita a manutenção do sistema imunológico, com a restauração das células de defesa

» Conte com ativos naturais 
Quando indicada por um especialista, a suplementação pode ser uma excelente opção para manter a saúde fortalecida no inverno. O nutricionista pode auxiliar na escolha de fórmulas personalizadas, com nutrientes essenciais para manter a imunidade em dia

» Tome sol
A exposição ao sol estimula a produção de vitamina D e é a principal “fonte” do nutriente para o organismo, embora ele também seja encontrado em alguns alimentos. Entre muitas funções que tornam essa vitamina indispensável ao organismo está a modulação do sistema imunológico

» Passe longe do álcool e do cigarro
O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são hábitos que afetam diretamente as defesas do organismo,  porque ambos interferem no funcionamento das células responsáveis por identificar os “invasores”, prejudicando a resposta do corpo a infecções

*Fonte: Cláudia Luz, nutricionista ortomolecular, consultora da Via Farma


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