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Estado de Minas SAÚDE

Unicamp confirma caso de hepatite medicamentosa por uso de kit COVID

Paciente, de 50 anos, terá que se submeter a um transplante de fígado em razão do uso de medicamentos como azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina


24/03/2021 10:22 - atualizado 24/03/2021 11:17

O paciente fez uso de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, além de zinco e vitamina D(foto: Gladyston Rodrigues/EM)
O paciente fez uso de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, além de zinco e vitamina D (foto: Gladyston Rodrigues/EM)

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, confirmou na terça-feira (23/3) o primeiro caso de hepatite tóxico-medicamentosa relacionada ao uso de medicamentos que compõem o chamado kit COVID – azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina. 

O paciente, de 50 anos, é morador de Indaiatuba, e não tem histórico de doenças de base. Ele teve COVID-19 e, segundo relatos, cerca de três meses depois de se curar da doença, teve sintomas de peles e olhos amarelados. O paciente fez uso de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, além de zinco e vitamina D. 

As lesões causadas pelo uso do kit COVID foram graves e, agora, o paciente terá que se submeter a um transplante de fígado. Ainda, segundo informações da Unicamp, duas pessoas com quadros clínicos semelhantes morreram antes dos estudos clínicos serem concluídos ou do transplante ser efetuado. 

O kit COVID ficou conhecido em razão da recomendação feita pelo governo brasileiro. Isso porque o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já defendeu diversas vezes o uso dos medicamentos do kit como tratamento para COVID-19. Esses medicamentos não apresentam eficácia comprovada e, pior, tem efeitos adversos graves à saúde.


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