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Estado de Minas NOVO ROL

Planos de saúde vão cobrir novos tratamentos a partir de abril; veja quais

Rol da Agência Nacional de Saúde (ANS) foi atualizado e novos procedimentos foram incluídos; pacientes de todo o Brasil serão contemplados


01/03/2021 17:57 - atualizado 01/03/2021 18:25

Com a ampliação da cobertura, será possível a utilização de meios modernos e tecnológicos para o tratamento dos pacientes(foto: Reprodução/Pixabay)
Com a ampliação da cobertura, será possível a utilização de meios modernos e tecnológicos para o tratamento dos pacientes (foto: Reprodução/Pixabay)

 
A partir de abril deste ano, planos de saúde passarão a cobrir novos tratamentos e procedimentos, de acordo com o novo rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualizado no fim de janeiro. Com a cobertura mais ampliada, será possível utilizar as tecnologias modernas aprovadas pela Anvisa que, até então, eram praticamente inacessíveis.
 
 
O Rol não era atualizado desde 2018. Agora, das 185 tecnologias que serão avaliadas pela ANS, sendo 75 medicamentos, 46 já foram inseridas na lista. São 19 novas tecnologias voltadas para doenças onco-hematológicas e 17 imunobiológicos. A entrada desses medicamentos no sistema de saúde suplementar possibilita novas alternativas de tratamento para pacientes.

Confira alguns tratamentos aprovados e que estão no novo 


Câncer de próstata

Anteriormente, pacientes diagnosticados com câncer de próstata sem metástase recebiam apenas tratamentos intravenosos, os únicos que eram inseridos automaticamente no Rol da ANS após a aprovação da Anvisa e comercialização no país. Em abril, novas terapias orais para esses casos serão incluídas. Assim, espera-se atrasar o desenvolvimento da doença metastática e aumentar a expectativa de vida dos pacientes.

O Projeto de Lei 10.722/18, que visa ampliar o acesso da população às terapias orais, foi aprovado pelo Senado Federal e aguarda votação na Câmara dos Deputados. Se aprovado, dependerá da assinatura do presidente Jair Bolsonaro.
 
A expectativa é favorecer mais 50 mil pacientes oncológicos que são atendidos pelos planos de saúde do Brasil. 

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens acima de 60 anos. Nos casos sem metástase, a doença pode não apresentar sintomas. No entanto, se surgir metástases, pode ocorrer dor ósseas, fraturas ou até mesmo compressão da coluna.

Psoríase 

Ao todo, sete novos medicamentos foram integrados ao Rol da ANS. Alguns desses já são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas será a primeira vez que a rede privada receberá esses medicamentos para tratamentos de casos moderados a grave de psoríase.

As tecnologias permitirão o acesso dos pacientes a terapias modernas e inovadoras que trazem bons resultados e reduzem de forma parcial ou total as lesões causadas pela doença. Cerca de três milhões de pessoas no país têm psoríase e, para alguns, o único método de tratamento é o uso de imunobiológicos. 
 
Retocolite ulcerativa (RCU) 

Três imunobiológicos passarão a ser utilizados pelos médicos para o tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DIIs), que incluem a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. Os procedimentos vão impedir o agravamento dos sintomas e a necessidade de uma possível cirurgia.

As DIIs são doenças crônicas que causam inflamações no trato gastrointestinal. Os adultos e jovens são os mais atingidos. Nos casos mais graves, causam sangramentos e/ou muco nas fezes, perda excessiva de peso e anemia. A retocolite ulcerativa já possuía algumas opções disponíveis de imunobiológicos no SUS,  mas nenhuma no Rol da ANS.

Leucemia

O uso de terapia-alvo, tratamento avançado no combate da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC), foi um dos tratamentos aprovados. A ampliação da obrigatoriedade também será feita para pacientes com doença recaída ou refratária.

A cobertura desse tratamento beneficia os idosos e/ou pessoas com comorbidades.
Os pacientes poderão realizar terapias mais toleradas para as fases iniciais da doença, com respostas positivas.

A LLC é um câncer do sangue, de crescimento lento, que surge a partir de células B, um tipo de glóbulo branco (linfócito) que se origina na medula óssea. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 10.810 novos casos de leucemia
em 2020.


Linfoma

Quimioterapias já estavam disponíveis para o tratamento do Linfoma de
Células do Manto (LCM), mas agora a terapia-alvo oral faz parte do Rol da ANS. Entretanto, só pacientes que já realizaram outros procedimentos poderão usufruir da novidade.

A ideia é melhorar a tolerabilidade e comodidade no tratamento. A doença é mais frequente em idosos acima de 60 anos e, quando não tratada, pode atingir outras partes do corpo. Em 2020, foram 12.030 casos de Linfoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).


Outros procedimentos

Os planos também vão cobrir as cirurgias sem internação, como a cirurgia endoscópica da coluna, que exige pouco tempo de recuperação. Vale ressaltar que as dores de coluna são uma das principais causas de afastamento de trabalhadores e pagamento de auxílio doença.

Além do mais, ocupa a terceira posição na lista de causas de aposentadoria por invalidez. Portanto, a inclusão desse tipo de cirurgia movimenta a economia no país, visto que o tempo de recuperação dos pacientes seria menor e não haveria a necessidade de prolongar o auxílio doença.

Por outro lado, também viabiliza o acesso a esse tipo de tratamento que, antes da atualização do Rol, custava caro e só podia ser feito em rede particular. 
 
 


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