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Estado de Minas Varizes

Varizes: por que os riscos da alteração vão muito além do incômodo estético

Vasos dilatados podem indicar doenças mais graves, como úlcera e trombose. Saiba como se cuidar


04/10/2020 12:00 - atualizado 04/10/2020 12:17

A angiologista Luisa Assis, do Hospital da Baleia, explica que diagnóstico do problema é indolor e importante para indicar o tratamento correto(foto: Comunicação Hospital da Baleia/Divulgação )
A angiologista Luisa Assis, do Hospital da Baleia, explica que diagnóstico do problema é indolor e importante para indicar o tratamento correto (foto: Comunicação Hospital da Baleia/Divulgação )
Marcas grossas, aparentes, tortuosas e salientes. Essas são algumas das características resultantes do dilatamento de veias nas pernas, alterações mais conhecidas pelo nome genérico de varizes, que podem causar desconforto a muitas pessoas. No entanto, muito além da questão estética, essas manifestações podem indicar complicações no organismo e risco aumentado de desenvolver doenças mais graves.
Isso porque, como explica a angiologista Luisa Assis, do Hospital da Baleia, essas veias se tornam ineficientes, uma vez que não conseguem mais exercer, de forma satisfatória, a função de conduzir o sangue, que chega por meio das artérias, de volta para o coração. Em razão disso, a especialista explica que o fluxo sanguíneo se torna mais lento.

“Temos, então, uma estase venosa (estagnação do sangue) que, junto com o refluxo, predispõe ao inchaço e à sensação de dor e peso nos membros inferiores, o que tende a progredir ao longo do dia, à medida que o paciente se mantém longos períodos com as pernas para baixo. Com o passar do tempo, essa sobrecarga, além de causar o escurecimento das pernas, pode aumentar o risco de úlcera e trombose. Além disso, as varizes podem sangrar, ocasionando um quadro de varicorragia, o que pode levar à perda de um elevado volume sanguíneo, que deve ser tratada de imediato”, destaca.

Por isso, a especialista destaca a importância de que um diagnóstico correto seja feito, a fim de evitar danos mais graves e aumentar as chances de eficácia do tratamento. A constatação do problema, segundo Luisa, se dá por meio de uma avaliação clínica minuciosa do histórico do paciente e de suas queixas, combinada com um exame físico.

“O método de testagem mais utilizado é o doppler colorido vascular, ou duplex scan, que é um exame não invasivo e indolor. Ele permite avaliar a anatomia e a função dos vasos estudados, mapeando o acometimento das varizes, o refluxo e a presença de trombose”, explica a médica.

A angiologista afirma que a constatação da doença varicosa é essencial para que o tratamento adequado seja planejado, a partir da análise criteriosa de cada caso e suas particularidades. De acordo com Luisa, os métodos mais eficazes de tratar a doença são por meio da escleroterapia, ou aplicação, cirurgia clássica ou ablação (uma espécie de cauterização por calor) por laser ou radiofrequência.

No entanto, a especialista esclarece que, apesar de poder eliminar as varizes completamente, o tratamento não impede que novas varizes apareçam com o passar do tempo, sendo capaz de somente desacelerar esse processo.

CUIDADOS 

A angiologista explica que a doença varicosa é multifatorial, ou seja, sofre interferência de diversos fatores, todos eles capazes de influenciar e interferir no aparecimento de marcas na pele, em função do dilatamento das veias. “Alguns desses aspectos são a hereditariedade, ou fator familiar, o sexo feminino, o número de gestações ou o uso de hormônios, o sobrepeso, o tabagismo e os hábitos de vida sedentários ou que predispõem a longos períodos de pé ou sentado.”

Por isso, a médica destaca que é necessário repensar hábitos que possam ser mudados e que são influenciadores no aparecimento das varizes. “A prática de atividade física regular é um dos aspectos que podem ser implementados na vida do paciente, a fim de melhorar essa condição. Além disso, manter o peso, parar de fumar, usar meias de compressão, quando indicadas, não permanecer longos períodos de tempo parado ou sentado e manter o acompanhamento médico com um especialista também podem contribuir para manter as veias saudáveis.”

O QUE SÃO? 

A especialista explica que a origem do nome varizes é grega e significa “semelhante a uvas”, em referência ao aspecto apresentado nas pernas. Ainda segundo ela, as veias varicosas ocorrem porque têm o diâmetro aumentado, são mais calibrosas, e suas válvulas são insuficientes, o que resulta no chamado refluxo, em que o sangue retorna em direção aos pés em vez de seguir em direção ao coração.

“A dilatação das veias pode ser classificada com base no calibre do vaso, que é apresentado desde pequenos traumas semelhantes a teias de aranha até varizes calibrosas, que estufam nas pernas como ‘cachos de uva’. Os vasinhos mais fininhos e azulados ou avermelhados são chamados de telan-giectasias. Aqueles um pouco mais calibrosos, mais grossinhos e esverdeados, são chamados de vasos reticulares ou nutridores, e costumam estar próximos às telangiectasias, nutrindo-as. Por fim, as realmente nomeadas de varizes, que são as veias mais grossas, dilatadas e estufadas e que geralmente são operadas”, detalha.

Mantenha a circulação

A doença varicosa é multifatorial, ou seja, há vários fatores que influenciam e contribuem para o seu aparecimento. Fique atento as atitudes que podem diminuir a chance de que essas indesejadas marcas apareçam:

» Praticar atividades físicas regulares;
» Manter o peso;
» Parar de fumar;
» Usar meias de compressão, quando indicadas;
» Não permanecer longos períodos de tempo parado, de pé ou assentado;
» Manter o acompanhamento médico, com um angiologista e/ou cirurgião vascular em dia.

Fonte: Luisa Assis, angiologista da Clínica Mais Baleia, do Hospital da Baleia
 
*Estagiária sob supervisão da editora Teresa Caram 


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