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Estado de Minas CORONAVÍRUS

COVID-19: médicos e pacientes relatam experiências com telemedicina

Plataforma de atendimento remoto permite o acompanhamento médico à distância, para evitar o risco de contágio pelo novo coronavírus


postado em 06/05/2020 11:00 / atualizado em 06/05/2020 16:44

Simulação de acesso ao iMedicina mostra como funciona o agendamento de consultas online(foto: Luciano Gonçalves)
Simulação de acesso ao iMedicina mostra como funciona o agendamento de consultas online (foto: Luciano Gonçalves)
 
De acordo com a portaria 467, publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Saúde, atendimentos médicos à distância poderão ser feitos, no Brasil, até o fim da pandemia. Mesmo com prazo determinado para o fim da regulamentação, na opinião de especialistas, esse método deixará um legado à área médica. 

A medida, que tem como intuito reduzir o contato humano e, consequentemente, a propagação do novo coronavírus, ocorre por meio de plataformas on-line. A do iMedicina é uma delas. De forma gratuita, consultas em mais de 30 especialidades diferentes são oferecidas pelo portal, que conta com cerca de 10 mil profissionais da saúde registrados, em 22 estados brasileiros. 

O médico psiquiatra Conrado Pires, um dos especialistas que utilizam a plataforma do iMedicina, afirma que o atendimento remoto surgiu como um facilitador no contato médico-paciente, bem como um otimizador de relações já pré-existentes. “Esse instrumento nos possibilitou manter um contato mais próximo com os pacientes, garantindo agilidade no auxílio. Além disso, conseguimos passar tranquilidade e confiança a eles, nos colocando à disposição sempre que necessário.” 

Do ponto de vista médico, Pires ressalta que as consultas à distância se tornam essenciais neste período para a continuidade de tratamentos e acompanhamentos regulares.

Segundo ele, com o atendimento via plataforma digital, nenhuma assistência precisa ser interrompida, permitindo ao paciente que continue recebendo auxílio clínico mesmo de longe, no conforto e segurança de sua casa, cumprindo o isolamento social e evitando futuros problemas ou patologias que impossibilitem o prosseguimento terapêutico.

O psiquiatra, que deu início aos atendimentos remotos há cerca de um mês, conta que, além dos benefícios diretos da consulta, a possibilidade de continuar a atender seus pacientes trouxe uma sensação de “dever cumprido” também para si próprio.

“Comecei a utilizar a telemedicina assim que os conselhos reguladores autorizaram o uso deste método. E, durante o isolamento social, a fermenta me permitiu continuar a acompanhar meus pacientes, evitando que eles se sintam desamparados em um momento cheio de incertezas.” 

Pires destaca alguns pontos positivos em relação a esse novo tipo de atendimento médico, como a praticidade de realizar o atendimento, a possibilidade de o paciente escolher onde se sente mais confortável de ser atendido e a agilidade da plataforma, principalmente em momentos que se é necessário resolver questões urgentes. 

No entanto, Pires acredita que alguns aspectos precisam ser ajustados, a fim de otimizar o atendimento. “A curto e a médio prazo, acho importante que seja de conhecimento das farmácias esse novo método, visto que a partir disso receitas digitais serão disponibilizadas. Até o momento, tenho encontrado dificuldades em utilizar este recurso com meus pacientes.” 

Gabriela Pimentel, médica neurologista, também adotou o método de atendimento à distância pela iMedicina durante a pandemia. Este foi um meio que a especialista encontrou de manter o contato e acompanhamento de seus pacientes, já que o consultório onde atendia foi fechado temporariamente, em uma decisão conjunta da médica e seus sócios. 

“Dessa forma, posso ajustar medicamentos e dar suporte terapêutico neste momento de crise, em que há fases de ansiedade, depressão ou até enxaqueca devido ao aspecto emocional do paciente”, relata. 

Segundo Gabriela, o contato, mesmo de forma digital, não tem dificultado a percepção comportamental em torno de seus pacientes. “Eles já são meus pacientes e eu já os conheço. Então, olho no olho deles e consigo perceber. Como primeira consulta, em que o contato presencial é bem mais importante, tive até o momento apenas uma paciente, mas foi um quadro de ansiedade, mais fácil para tratar.” 

A engenheira Adriana Milagres, de 40 anos, uma das pacientes de Gabriela, conta sua experiência em torno do atendimento digital e o denota como “ótimo”. 

“Essas consultas on-line são superpráticas, principalmente agora, momento em que precisamos evitar sair de casa. A única diferença é que você não está frente a frente com o seu médico e ele não pode te examinar. Por isso, acredito ser importante que o médico já conheça o paciente. Iniciei o acompanhamento por causa da pandemia, pois estou sendo acompanhada pela minha médica. Então, assim ela pôde fazer a consulta comigo, olhando para mim, e saber como estou. Só tenho elogios, pelo menos, para consultas rotineiras”, conta. 

Legado 


Mesmo com o uso da telemedicina restringido pelo Ministério da Saúde ao período de isolamento social, durante a pandemia, especialistas acreditam que aspectos utilizados neste método podem ser herdados. Para o médico oftalmologista e CEO do iMedicina, Raphael Trotta, certamente pós pandemia, esse método surgirá de forma mais forte e poderá, inclusive, ser homologado para uso contínuo.

No entanto, o especialista ressalta que será necessário um melhor desenvolvimento da classe médica, para que uma regulamentação adequada seja feita, a fim de evitar futuros prejuízos

Trotta pontua, ainda, que a telemedicina pode ser positiva e gerar resultados benéficos, mas que precisa de atenção para que não se transforme em um problema, tanto para o médico, quando para o paciente. “Se não houver uma discussão profunda sobre o tema, no âmbito médico, certamente poderá haver malefícios. Então, é importante haver um debate entre os médicos e o Ministério da Saúde para que decisões possam ser tomadas.” 

O oftalmologista ressalta que a tecnologia sim, deve ser o maior legado deste método pós pandemia. “Os médicos estão se atentando muito para este ponto e temos visto uma crescente demanda neste quesito em geral. O que nos coloca em uma ótica interessante. Pós pandemia, acredito que que a área médica vai estar bem mais preparada no que diz respeito a tecnologia. Acho, também, que o legado principal que esse período está trazendo para os médicos é a ciência tecnológica e a sua utilidade como aliada e não somente como algo bom, mas não necessário. A tecnologia será vista como uma solução médica.” 

Segurança 

 
Para a criação do módulo de telemedicina, o iMedicina reuniu mais de 70 desenvolvedores que elaboraram, de forma solidária, a plataforma, incluindo práticas de mercado como certificação digital e criptografia de dados. O CEO da plataforma destaca que, além de seguro, o portal atua em conformidade com a lei e oferece, de forma gratuita, o espaço digital para todos os médicos do Brasil. 

“A plataforma é segura e criptografada. Além disso, seu acesso facilita o contato médico-paciente, visto que o atendimento pode criar e ser feito em um ambiente propício para a consulta e o conforto de ambos.” 

Para ter acesso e oferecer atendimento on-line a seus pacientes, o médico precisa apenas se cadastrar na plataforma do iMedicina

 

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram
 

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