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Estado de Minas

Como evitar acidentes com crianças dentro e fora de casa

Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica faz campanha para alertar os pais sobre os riscos das quedas e traumatismo na infância


postado em 21/10/2019 12:00 / atualizado em 18/10/2019 16:46

Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 3.661 meninos e meninas perderam a vida devido a acidentes dentro e fora de casa(foto: Beto Novaes/em/d.a press )
Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 3.661 meninos e meninas perderam a vida devido a acidentes dentro e fora de casa (foto: Beto Novaes/em/d.a press )
De acordo com a ONG Criança Segura, acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil, superando óbitos provocados por doenças e até mesmo violência. Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, 3.661 meninos e meninas perderam a vida devido a acidentes dentro e fora de casa, sendo que os cinco principais causadores foram o trânsito (1.190 óbitos) e situações de afogamento (954), de sufocação (777), relacionadas à queimadura (217) e a quedas (181). 

Para o presidente da Comissão de Campanhas da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), Sandro Reginaldo, esses dados poderiam ser evitados com simples cuidados. A grande maioria dessas perdas poderia ter sido evitada com medidas simples de prevenção. A criança pode brincar, mas com segurança”, afirma. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia realiza durante este mês uma campanha para evitar acidentes. 

O presidente também cita alguns cuidados para evitar os acidentes em casa. “Para quem mora em apartamento, é necessário o uso de telas protetoras em janelas e sacadas. Na cozinha, nunca deixar as panelas em cima do fogão, com os cabos voltados para fora, pois a criança pode passar distraída e derrubar o conteúdo quente nela mesma. Na área de serviço, ficar atento ao ferro de passar roupa. Outra coisa importantíssima é tampar as tomadas com protetores específicos para isso”, afirma.
 
Mergulhar em águas rasas é a quarta causa de lesão medular no Brasil e pode levar à paraplegia ou tetraplegia. "Outro ponto importante é com relação às crianças em piscinas. É preciso uma vigilância constante, principalmente em águas desconhecidas, como piscinas em outras casas, cachoeira e lagoas, pois se é em alguma casa ou local que não tem criança, não apresentará certas adaptações e qualquer deslize pode ser fatal”, finaliza.
 
* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram 


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