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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Não gostar de Lula, como não gosto, não me impede de elogiar o que diz

Quem me conhece ou me acompanha no UAI, Estado de Minas, Istoé e Rádio Itatiaia sabe que, entre Lula e Bolsonaro, escolho o nulo. Ambos não prestam para mim


21/10/2022 21:18 - atualizado 21/10/2022 21:18

Lula da Silva
Talvez seja menos pior, mas não conte com meu voto (foto: Reprodução/Facebook)
Não gosto de Lula, o político, a quem chamo de meliante de São Bernardo. Não gosto de Lula, o ex-presidente, a quem reputo líder do maior esquema de corrupção do mundo. Não gosto de Lula, o homem, a quem, pela história, considero péssimo exemplo de vida. Contudo, não reconhecer, hoje, que perto de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, o petista é, em todos os quesitos acima, menos pior, seria muita cegueira ou fanatismo.

Nunca votei em Lula e no PT em toda a minha vida, e provavelmente jamais votarei. Nem agora, que a mera possibilidade de reeleição deste delinquente moral me arrepia os inexistentes fios de cabelo, consigo admitir tal hipótese. Petistas me dizem que, assim, estou ajudando o patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias compradas com panetones e dinheiro vivo. Não creio. E mesmo que verdade fosse, sinto muito.

Acabo de assistir à entrevista do chefão do mensalão ao, muito mais que editor e amigo, competentíssimo jornalista, Benny Cohen, no Jornal da Alterosa, emissora do Grupo Diários Associados, um dos maiores conglomerados de comunicação do País, que gentilmente me abriga, já há seis anos, em seus sítios eletrônicos (Estado de Minas Digital e Portal UAI), e em breve, se nenhum evento catastrófico impedir, na própria TV Alterosa.

Não reconhecer como verdade, ainda que, aqui ou ali, digamos exagerada, os dados e fatos apresentados pelo candidato do PT; não elogiar sua postura cordial e democrática em relação ao governador de Minas, Romeu Zema, e ao próprio estado; não enxergar muito mais consistência em suas palavras (até porque não só ofensas e agressões) do que nas de Bolsonaro, como disse acima, seria cegueira ou fanatismo.

Não vou falar sobre promessas, pois nunca acredito no que um político promete. E nunca me arrependi, aliás, de não ter acreditado. Nunca me senti injusto por isso. Também não vou falar sobre a falta de perguntas diretas sobre corrupção e outros temas espinhosos na entrevista, pois já é tudo sabido e devidamente explorado na campanha e nos debates. Achei acertada a linha editorial: focar nas propostas para Minas Gerais.

Assisti, igualmente, à entrevista do presidente Bolsonaro ao não menos competente Ricardo Carlini, também na Alterosa. Chamou-me a atenção fatos negativos, como a necessidade de ter o governador Zema a tiracolo e as costumeiras grosserias desmedidas. Carlini, a meu ver, foi igualmente generoso com o amigão do Queiroz, poupando-o de assuntos que seriam, como direi?, deselegantes tratar - é obrigação ser cortês com o convidado.

Quem me conhece ou me acompanha no UAI, Estado de Minas, Istoé e Rádio Itatiaia sabe que, entre Lula e Bolsonaro, escolho o NULO. Ambos representam tudo aquilo que não quero para mim e meu País. Na segunda-feira, dia 1 de novembro, vestirei preto em sinal de luto, vença a porcaria que vencer. Mas torço, sim, pela derrota do monstro que aí está, ainda que signifique a vitória de quem jamais gostaria de ver presidente do Brasil.
 
 

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