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Regina Duarte, secretária de Cultura: Se a vida imita a arte, de ficção Brasília não tem nada

A realidade do planalto é dura e cobra caro; atriz terá de se equilibrar entre exageros presidenciais e abusos concretos de coleguinhas artistas


postado em 06/03/2020 06:00

(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A memória do brasileiro costuma ser curta e seletiva. Para quem já teve Gilberto Gil e Marta Suplicy como ministros, assistir à performance de Regina Duarte na cerimônia da própria posse como secretária de Cultura até que não foi tão difícil. Duro mesmo foi aguentar o humorista Carioca no lugar do presidente Bolsonaro. Ridículo por ridículo, prefiro o original.

A ex-namoradinha do Brasil poderá terminar seus dias como a bruxa do Brasil. Com raríssimas exceções, cargos no Executivo costumam moer boas reputações. Quando tais cargos estão associados a governos desastrosos, o resultado costuma ser ainda pior. Regina Duarte que se cuide ou acabará distribuindo bananas a jornalistas.

Jair Bolsonaro, acusado também de ser machista - e do que não o acusaram ainda? - vai colecionando figuras femininas nada frágeis no primeiro escalão de governo. As ministras Damares Alves e Tereza Cristina, que ‘valem por dez homens’, são figuras centrais e muito bem avaliadas. Nossa eterna Viúva Porcina poderá fazer parte deste time.

A pasta da Cultura é ponto crucial para Bolsonaro e seu entorno. Evangélico, conservador e paranoico, o presidente enxerga ameaça aos valores cristãos e à família e marxismo cultural até em teatrinho de escola primária no dia das mães. Regina terá de se equilibrar entre os exageros presidenciais e os abusos concretos dos coleguinhas artistas.

Para quem já foi mãe da Maria de Fátima, na novela Vale Tudo, as abjetas ofensas, desferidas por parte da esquerda brasileira, são como canção de ninar. Resta saber, contudo, se a secretária resistirá aos tuítes nada ‘friendly’ de um certo Carluxo, ou mesmo às indefectíveis piadas de mau gosto do chefe, geralmente transmitidas, ao vivo e em cores, para todo o Brasil, logo após o Jornal Nacional.

 

Boa noite!  

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