Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas COMPORTAMENTO

Entre os cães: sinusite, num passe de mágica tudo pode mudar?

Nada como o sofrimento para nos fazer mudar


20/03/2022 04:00 - atualizado 20/03/2022 11:23

Ilustração
(foto: Pixabay)

Sofro com sinusite há mais de 35 anos, quando comecei a trabalhar em ambientes com ar-condicionado. "Fungava" nos dias úteis, de segunda a sexta-feira. "Tomava um ar fresco" nos fins de semana e era quando a situação melhorava sensivelmente, até que o círculo vicioso era retomado.

Corre daqui pra ali, sem tempo de investigar mais profundamente o que estava ocorrendo e buscar uma forma de reverter o quadro, a situação acabou se agravando. Fora o fato de que a gente sempre acredita que num passe de mágica tudo pode mudar, para melhor, obviamente. 
 
Até que o incômodo foi maior que a negação. Dez anos depois, precisei fazer cirurgia de desvio de septo e, apesar do grande avanço que experimentei, nunca mais respirei como antes. Antibióticos e líquidos próprios para colocar nas narinas tentando limpá-las e desobstruí-las deveria ter feito parte de minha rotina. Deveria, mas confesso que só recentemente passei a fazê-lo. 
 
Outro hábito ruim é achar que os médicos são exagerados ou acham que não temos mais nada pra fazer que não seguir suas instruções. Ou seja, todo dia pode ser substituído por dia sim, outro não ou quem sabe três vezes por semana que viram duas. Daí a parar de fazer é um passo. Curto e enganoso.

Há cerca de três anos, minha situação piorou muito após ter sido descoberto que me tornei altamente alérgica a caspa de cachorro. Cheguei a procurar serviço médico de urgência tão grande era minha dificuldade para respirar. Fora o cansaço, que me impedia de levantar da cama. Resultado: carrego a bombinha à base de corticoide para onde eu for, já que os peludos estão para todos os lados e dentro de tantos lares. 
 
Perguntei ao pneumologista o que eu poderia fazer. Com um riso irônico, ele me deu duas opções: parar de ir na casa de amigos ou me render aos artifícios da medicina. Claro que esqueço de tomar o antialérgico antes e depois pago o pato, mas vou vivendo entre casas pet-friendly e aviões com cãezinhos dentro ou fora da caixinha. Afinal, eles são parte da família. 
 
Ultimamente, tenho sofrido muito com o estado dos seios de minha face, que estão a um passo de sofrer nova intervenção cirúrgica. A cada tossida ou qualquer movimento que faça pressão em minha cabeça, dói tudo, como se eu tivesse em meio a uma luta de boxe. Confesso que o que mais tem me ajudado é o velho, simples e de valor acessível soro fisiológico, quando durmo e quando acordo. E eu pensava que seria difícil pegar esse hábito. Nada como o sofrimento para nos fazer mudar! 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade