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Estado de Minas Comportamento

Soluções simples para os pés

Pé é funcional e ponto, mas precisa ter aparência de limpo e bem cuidado


25/10/2020 04:00 - atualizado 25/10/2020 08:07


Até alguns anos atrás, a sola de meus pés era ressecada a ponto de ficar cascorenta. Nunca chegou a rachar e ferir, muito menos doer, mas me incomodava o aspecto e o toque do excesso de pele escamando. Nunca gostei muito de usar chinelo e sandália aberta, pois a impressão que me dá ao andar descalço é de que estou suja e empoeirada. Me dou ao luxo de desprotegê-los de calçados fechados apenas quando vou à praia. Afinal, areia e sal não dão espaço para mais nada.
 
Não acho o pé um membro nem feio, nem bonito. Pé é funcional e ponto, mas precisa ter aparência de limpo e bem cuidado.  Experimentei todo tipo de creme, óleo ou extrato que prometesse ser capaz de alisá-los e nada. O efeito que se obtém ao lixar os pés pouco tempo durava, até que uma podóloga me deu a solução: passe Vick Vaporub.
 
Confesso que achei estranho, mas mal não faria, pensei. O máximo que pode acontecer é eu ficar com o cheiro de cânfora e mentol, o que não é tão mal assim. Um bálsamo indicado para relaxar os músculos e atenuar os sintomas de um resfriado não haveria de criar problemas maiores aos meus pés. E não é que enfim consegui ter os pés de meus sonhos?
 
Outro dia, me surpreendi com outra observação, desta vez da manicure que começou a fazer as unhas de minhas mãos há poucos meses. Sempre tive unhas fracas, que não conseguiam crescer e para piorar viviam quebrando e escamando. Nunca tive o hábito de roê-las e por mais que eu lave as louças, panelas do almoço e as peças de roupa que não tenho coragem de colocar na máquina, nunca depositei nos sabões e detergentes o peso de destruir tanto assim minhas unhas. Convenci-me de que era a natureza delas e não havia muito o que fazer e nem mesmo bases miraculosas conseguiriam modificá-las.
 
Desejando ter unhas longas, há alguns anos cheguei a colocar unha de gel. Não para ter garras nas mãos, mas para vê-las compridas o suficiente para aparecer. Foi a pior coisa que eu fiz. Fiquei um mês com elas e 15 meses para recuperar sua saúde. Nesse ponto me conformei e larguei pra lá. Elas são assim e ponto final.
 
“Vamos experimentar mudar o formato delas e arredondá-las em vez de deixá-las quadradas?”, sugeriu a manicure. O que vou perder com isso? Pensei. Unhas curtinhas redondas ou quadradas, pouca diferença faz. Em dois meses o aspecto é outro. Enfim, tenho também as mãos dos meus sonhos. Cresceram e estão fortes. Agora, preciso lixá-las semanalmente para que não se transformem em garras. Cortá-las em formato arredondado segue a forma natural das unhas, uma espécie de arco cuja estrutura quando respeitada distribui igualmente a pressão e a força que se faz sobre elas. Essa foi a explicação que encontrei e, enquanto eu as quiser saudáveis e bonitas, serão assim.

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