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Estado de Minas Mina$ em foco

Empresas criam vagas e buscam de balconistas a soldadores e vendedores

A volta do emprego gera esperança, mas está muito aquém da recuperação de que Minas e o Brasil precisam.Vagas estão sendo abertas num cenário de agravamento do desemprego, e quando o governo federal e os estados insistem, sem convencer, na tese de que economia apresenta reação consistente


25/09/2020 04:00 - atualizado 29/09/2020 10:15

Além das vagas abertas no comércio, há oportunidades surgindo na indústria na Grande BH e no interior do estado(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D. A Press)
Além das vagas abertas no comércio, há oportunidades surgindo na indústria na Grande BH e no interior do estado (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D. A Press)
A lista das vagas exibida na internet ou nos balcões das agências de seleção de mão de obra anima o trabalhador na batalha por uma oportunidade que mesmo antes da pandemia já era escassa. Junto da boa notícia sobre o que parece ser uma retomada da geração de vagas, a concorrência aumentou com mais gente na fila no mês passado. Em Minas, há ofertas de emprego surgindo sobretudo no comércio, nas empresas prestadoras de serviços e nas indústrias.

Nos 135 postos de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no estado, maior agência de recrutamento de pessoal em Minas, 4.823 vagas foram ofertadas neste mês até a última terça-feira. Na Grande BH, além de mais de 220 oportunidades na capital, outras 400 vagas se destacaram em Vespasiano e Igarapé.



Empresas de Uberlândia, um dos maiores municípios de Minas, buscam mais de 600 trabalhadores, enquanto em grandes cidades da Região Central do estado, a exemplo de Mariana, Congonhas e Itabirito, 760 empregos foram anunciados neste mês. Empresas especializadas em contratação detalham vagas em seus sites, como a Conape, e com diversidade de profissionais procurados.

Avaliando-se o perfil das vagas ofertadas por meio do Sine-MG, são encontradas oportunidades para balconistas, operadores de caixa, auxiliar de cozinha, mecânico, motorista de caminhão, pedreiro, auxiliar administrativo, auxiliar de produção na indústria, soldadores, auxiliar administrativo, eletricista, consultores de vendas e vendedores, entre outras funções, como pedreiros.

A volta do emprego gera esperança, mas está muito aquém da recuperação de que Minas e o Brasil precisam. Vagas estão sendo abertas num cenário de agravamento do desemprego, e quando o governo federal e os estados insistem, sem convencer, na tese de que economia apresenta reação consistente. O IBGE apurou em Minas e no Brasil, no mês passado, as maiores taxas de desemprego desde maio, de 12,3% e 13,6%, respectivamente.

Em Minas, o universo de desempregados alcançou 1,260 milhão, resultado de um ambiente de retração que já havia levado a taxa de desocupação de 10,4% em maio para 11,8% em junho e 12,2% em julho. Os brasileiros desempregados são 12,9 milhões, de acordo com a pesquisa PNAD Contínua do IBGE relativa a agosto, representando cerca de 600 mil pessoas a mais que junho sem ocupação.

A falta de trabalho se abate de forma generalizada sobre os brasileiros. Ainda segundo o IBGE, 50,2% dos desempregados no país são homens, e 49,8% mulheres. Quase dois terços das pessoas que não conseguiram uma ocupação estão em plena idade de trabalhar, entre os 18 e os 39 anos. Outros 5,5% são de pessoas com 14 a 17 anos, e 2,8% têm 60 anos ou mais que isso.

Basta observar os próprios dados oficiais para perceber que é necessário um esforço para criação de políticas de geração de emprego em lugar do discurso resignado da falta de recursos públicos. As pesquisas mais recentes do IBGE mostraram crescimento de 2,5% das vendas do comércio em julho, melhor resultado desde 2014. No entanto, grande parte desse resultado se apresenta como reação, depois da intensa queda desde o começo da pandemia.

O setor de serviços também cresceu quase ao mesmo ritmo, de 2,6%, mas não se recuperou do baque acumulado no ano. Por sua vez, a indústria elevou sua produção em 12 dos 15 locais pesquisados no país. Em Minas, o avanço foi de 9,2% frente a junho. São números nada notáveis tendo em vista que o setor já vinha trabalhando na condição de um dos mais afetados antes e após os impactos da crise do novo coronavírus sobre a economia.

Exemplo de que o fôlego do emprego ainda precisa deslanchar, o balanço parcial do número de vagas abertas nas agências do Sine em Minas neste mês significou pouco mais da metade do volume de 9.001 oportunidades abertas em janeiro, pico da oferta neste ano. Comparado ao ponto mais baixo da curva – os 2.070 empregos oferecidos em abril –, percebe-se que há urgência na criação de estímulos para responder às necessidades dos trabalhadores e das empresas. Desde janeiro, o Sine-MG fez a intermediação de 49.151 vagas.

Alerta


5,5% - Foi quanto cresceu o universo de desempregados no Brasil em agosto, frente a julho, ao passo que a ocupação subiu 0,8% no período

Estágio


A PepsiCo abriu inscrições para seu programa de estágio, First Gen, com vagas para atuação no município de Contagem, na Grande BH. Os interessados podem se cadastrar até 19 de outubro no link http://vagas.ciadetalentos.com.br//hotsite/pepsicofirstgen. São 80 oportunidades ao todo em Contagem, Curitiba (PR), São José dos Pinhais (PR), Nova Santa Rita (RS), São Paulo (SP), Itu (SP), Sorocaba (SP), Valinhos (SP), Petrolina (PE) e Rio de Janeiro (RJ). O processo seletivo será feito por meios virtuais.
 

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