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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Fernando Diniz e Jorge Jesus largam na frente para a Seleção Brasileira

O projeto é para após o Mundial. até o Catar, o presidente da CBF não vai mexer em nada e não vai interferir no trabalho de Tite


31/07/2022 04:00 - atualizado 31/07/2022 07:57

Jorge Jesus, treinador português
Segundo Jaeci Carvalho, Jorge Jesus é um dos favoritos para assumir a Seleção Brasileira após a saída de Tite (foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)

Publiquei no meu blog, no Superesportes, e no meu canal de Youtube, que os técnicos Fernando Diniz, do Fluminense, e Jorge Jesus, do Fenerbahce, largam na frente para a sucessão de Tite, após a Copa do Mundo do Catar. Uma fonte das mais fortes na CBF me revela que o presidente, Ednaldo Rodrigues - a quem conheço e respeito há 30 anos por sua ética, postura, caráter e competência - sonhava mesmo com Guardiola, mas, contato preliminar, há alguns meses, mostrou que o técnico do City é um projeto quase impossível por querer continuar no clube inglês.

A ideia do presidente da CBF era de revolucionar o futebol brasileiro, fazendo com que a qualidade do passado voltasse. Guardiola teria carta branca para trabalhar todas as divisões de seleções e dar padrão único.

Como não foi possível, e o presidente quer que o nosso futebol volte a ser competitivo, com qualidade e a técnica que sempre nos caracterizaram, a ideia é contratar um treinador com esse perfil. No momento, somente Fernando Diniz e Jorge Jesus têm essa característica. O projeto é para após o Mundial, e a fonte garante que até o Catar o presidente não vai mexer em nada e não vai interferir no trabalho de Tite.

"O Ednaldo é um presidente consciente, honesto e respeita as regras. Como o processo com o Tite está configurado, não há mais no que mexer até a Copa do Mundo. Ednaldo não vai interferir, até para que não digam que, em caso de derrota, ele foi o culpado por mudanças na estrutura em cima da hora. Porém, após o Mundial, a conversa será outra e aí sim o presidente tocará a Seleção da maneira como enxerga o futebol, mudando para melhor, em busca da verdadeira identidade", revela a fonte.

Questionei as presenças de Daniel Alves, que teve péssimas passagens por São Paulo e, recentemente, Barcelona (e que foi para o México só para ter um clube e justificar a convocação), e também Thiago Silva, que também veterano, já entregou o Brasil em outras situações de competições. A resposta é de que Tite continuará com autonomia para levar quem bem entender, ainda que o pensamento do presidente seja diferente. 

Ednaldo Rodrigues está mais que certo. Está fazendo uma gestão transparente, eficiente e de respeito ao torcedor. Vendeu o avião e o helicóptero, por entender que a diretoria da CBF pode andar em avião de carreira, e que esse é um luxo desnecessário. Tem sido um grande parceiro dos clubes no sentido de ouvir propostas e trabalhar em prol deles. 

O presidente da CBF quer resgatar a credibilidade da entidade e tornar a Seleção mais próxima do povo, nada melhor do que ações populares e corretas. Nesse quesito, ganhou ao contratar o melhor diretor de comunicação social do país, Rodrigo Paiva, craque no que faz, que fala seis idiomas e tem trânsito aberto no mundo inteiro. Vai agregar valor à entidade, pois a conhece como poucos, com quatro Copas do Mundo à frente do cargo de diretor de comunicação.

Ednaldo também mudou todos os diretores e trabalha com uma equipe na qual confia. É direito de todo dirigente montar sua equipe. Ednaldo quer modernizar a CBF ainda mais, investir nas divisões de base e continuar dando suporte às meninas do Brasil. O projeto é grandioso e correto.

Ednaldo é um profundo conhecedor do futebol brasileiro, sabe o que representa a Seleção para o povo, e sua ideia de ter gente que pense no futebol técnico, de alto nível e de muita qualidade, para resgatar o que sempre tivemos, é correto. Chega de técnicos retranqueiros, defensivistas, que se garantem em cima de resultados pífios, pois o que vale mesmo é Copa do Mundo.

Não adianta dizer que Tite só perdeu cinco jogos se entre eles está uma eliminação em Copa do Mundo e a derrota na Copa América, no Maracanã. 

Qualquer treinador que dirigir a Seleção Brasileira, vai perder pouco, pois em amistosos, contra equipes de qualidade duvidosa dificilmente existe derrota. O povo brasileiro nunca lotou aeroporto ou fez carreata para comemorar Copa América ou Copa das Confederações.

O que vale é Copa do Mundo e, nesse quesito, estamos atrasados há quatro edições, sendo eliminados pelos europeus numa delas, em 2014, pela Alemanha por 7 a 1, dentro de nossa casa, no maior vexame da história do time canarinho. 

Ednaldo e o povo brasileiro não querem passar por essa humilhação nunca mais. O projeto da CBF para após a Copa do Catar é grandioso e promissor, e passa pela presença de um treinador com conceitos modernos, que jogue pra frente e tenha em mente a nossa fase de ouro, quando conquistamos os cinco títulos mundiais.

Boa sorte, presidente, gosto de você, compactuo com suas ideias e tenho a certeza de que você será um vencedor, resgatando o que sempre tivemos de melhor. Vale lembrar, porém, que antes disso tudo, teremos a Copa do Catar e, como sempre digo, independentemente de quem seja o treinador ou de quem esteja vestindo a camisa amarela, sou mais Brasil.

Reestreia de Cuca

Cuca reestreia no comando do Galo sete meses após ter saído, por questões pessoais. Ele é a esperança da torcida, que teve no ano de 2021 um dos seus mais gloriosos anos. Porém, vale lembrar que se os vários jogadores que caíram de produção não voltarem a praticar o futebol da temporada passada, nada feito.

Cuca não entra em campo, não faz gols e não bate penalidades. Hoje é contra o Inter, pelo Brasileirão. Semana que vem, pela Libertadores contra o algoz, Palmeiras, que eliminou o Galo na temporada passada. Boa sorte, Cuca.

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