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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Galo e Flamengo em dose dupla hoje, no Mineirão

O clássico de hoje não tem nenhum craque. Longe disso. Tem bons jogadores, com destaque para Hulk e Arrascaeta


19/06/2022 04:00

Imagem geral do Mineirão
Mineirão estará lotado hoje para o jogo entre Atlético e Flamengo, pelo Brasileiro (foto: Ramon Lisboa/EM/D. A Press)
Quando se fala em Atlético x Flamengo o que me vem à cabeça são os grandes confrontos na década de 1980, que transformou esse clássico numa das maiores rivalidades do país. Como não lembrar do gênio Reinaldo, que Zico em entrevista a mim, em Istambul, em 2007, disse que imaginou que "estava surgindo um novo Pelé, quando, em 1973, o Rei deixou meio time do Flamengo caído e marcou um golaço no Maracanã".

Como não lembrar de Zico, decisivo em tantos desses confrontos. Luizinho, Éder, Cerezo, Paulo Isidoro, Palhinha e tantos outros craques. Adílio, Andrade, Raul, Leandro, Júnior. Enfim, craques era o que não faltava naquela época.

O ex-árbitro José Roberto Wright, demitido, recentemente pela CBF, foi o principal vilão do clássico pela Libertadores em 1981, ao expulsar meio time do Atlético. Ele conseguiu estragar um grande jogo, em que o Atlético estava bem melhor.

Era sabido que o time que passasse seria o campeão da Libertadores tamanha a qualidade das duas equipes. 

Eram dois gigantes, e o Atlético, sem dúvida, teve o time mais espetacular da sua história. Não fossem os erros de arbitragem, no Brasileiro e Libertadores, aquele timaço alvinegro teria levantado os dois troféus. Diga-se de passagem, Zico e companhia não têm a menor culpa. Os árbitros foram os grandes vilões.

Mas esses erros fizeram os atleticanos odiarem o Flamengo. E nos tempos atuais, em que o mundo anda doente, o ódio aumentou. O clássico de hoje não tem craque. Longe disso. Tem bons jogadores, com destaque para Hulk e Arrascaeta. Os demais são apenas bons, inclusive Gabigol, que foi um fracasso na Europa, mas que no Flamengo tem correspondido. 

Ambos são apontados como candidatos a tudo o que vão disputar. Vejo o Galo melhor, embora sua torcida esteja doida para se livrar do técnico Mohamed. Porém,  vitória hoje coloca tudo no devido lugar. Derrota, entretanto, a casa pode cair. Tem gente que diz que Renato Gaúcho já está contratado.

Perguntei a uma fonte do Galo, e ela me garantiu que não trabalha de forma desonesta. "Se há um técnico empregado, jamais poderia ter alguém contratado para o lugar dele. Nossa política é a de manter o treinador. Aqui no Galo, torcida não vai demitir treinador. Se entendermos que o Turco não serve mais, ele será comunicado e aí iremos ao mercado. Mas um cara que ganhou os dois títulos que disputamos até aqui, não pode e não deve ser demitido. Seria uma incoerência da nossa parte", afirmou.

Acredito e confio na minha fonte, mas, a gente sabe que no futebol não há verdade que dure uma hora, e a pressão da torcida derruba, sim, técnico e jogadores. Não vejo essa crise toda que estão tentando implantar no Galo. Vejo um time equilibrado, com alguns jogadores que perderam a forma técnica do ano passado, mas nada assustador.

Exceto o Palmeiras, que tem confirmado tudo o que dele se espera, até aqui o Brasileiro está embolado, e a distância do Z-4 para o G-4 é de apenas duas vitórias. 

Não comparem Turco com Cuca. Cada um tem sua filosofia de trabalho. Vale lembrar que Cuca só engrenou no Brasileirão, pois no Mineiro o Galo e Hulk foram muito mal, lembram-se? Claro que não. O torcedor só lembra o que lhe é conveniente.

Quem sabe hoje o Galo desabrocha e faz uma grande partida, diante de um Mineirão lotado e de uma torcida ávida por comemorar mais taças.

O Galo defende o título brasileiro e da Copa do Brasil, e a dose dupla do título desta coluna é justamente por isso. Hoje é pelo Brasileirão. Quarta-feira, pela Copa do Brasil. Duas vitórias seguidas acalmarão os ânimos e devolverão o Galo ao seu curso normal, que é de buscar taças. 

Já o Flamengo, sem Bruno Henrique, que corre o risco de não jogar mais na temporada por problemas no joelho, vive grave crise e chegou a flertar com o rebaixamento. Com folha mensal de R$ 35 milhões, que é o orçamento do Cruzeiro para o ano todo, o rubro-negro precisa sair da crise, e nada melhor do que vitória sobre o maior rival estadual para que as coisas fiquem mais calmas pelos lados do Ninho do Urubu. 

Que tenhamos um grande clássico, quem sabe um 3 a 2, de preferência para o Galo, desejo dos atleticanos, para revivermos, pelo menos em parte, os grandes clássicos do passado. Bom jogo aos torcedores do bem, e que o público seja o grande vencedor.


Agressão


Na semana passada, bandidos travestidos de torcedores invadiram o CT do Botafogo para cobrar resultados. Quinta-feira foi a vez de torcedores do Fortaleza invadirem o aeroporto, chegando a agredir um atleta do clube, cobrando melhor desempenho.

As autoridades brasileiras estão esperando a morte de um jogador, dirigente ou técnico, para tomar providência enérgica e séria contra esses grupos, que de torcedores não têm nada?

Cadeia nesses bandidos, penas severas e uma resposta à sociedade de bem! As cenas são recorrentes, a cada semana em um clube diferente. Esse ódio tem que acabar.

O futebol só tem razão de ser como amor e paixão, sem jamais perder a razão. Se continuar do jeito que está, é melhor fecharmos as portas deste futebol que anda tão maltratado dentro de campo e pior ainda fora dele.

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