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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Diretoria soberba do Atlético e Sampaoli sofrem segunda derrota seguida no Brasileiro

A carente torcida, que acha que Sampaoli é o cara que vai resolver os problemas de 50 anos sem o bi da competição, vai ter que se conformar com mais um fracasso


22/08/2020 21:22 - atualizado 23/08/2020 00:28

Internacional venceu Atlético por 1 a 0 no Beira-Rio(foto: Ricardo Duarte/Internacional)
Internacional venceu Atlético por 1 a 0 no Beira-Rio (foto: Ricardo Duarte/Internacional)
O Atlético perdeu a segunda partida consecutiva, desta vez para o Internacional de Porto Alegre, líder do Brasileirão. A carente torcida, que acha que Sampaoli é o cara que vai resolver os problemas de 50 anos sem o bi da competição, vai ter que se conformar com mais um fracasso. Eu venho dizendo que Sampaoli não é dono do Atlético, que Keno, trazido por Alexandre Mattos, o diretor de futebol que quebrou o Cruzeiro e deixou o Palmeiras em péssima situação financeira, não pode ser a cereja do bolo. 

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O Inter fez o gol aos 7 minutos do primeiro tempo, manteve seu padrão de jogo, sem ter nenhum craque, mas com um time muito bem treinado pelo argentino Coudet. Quando o Galo perdeu para o Botafogo, no meio da semana, mostrei os defeitos do time, mas os torcedores doentes e que não aceitam críticas, me criticaram, dizendo que o Galo estava fantástico e que Sampaoli não merecia críticas. 

Como disse na minha última coluna, critico e elogio no mesmo tom. Não visto a camisa de clube quando estou trabalhando, mesmo porque todos sabem que sou Flamengo. Procuro analisar o futebol mineiro, desejando sempre o melhor, mas, ao contrário da crônica viciada, alguns que nem formados são, e que usam o camisa do Galo por baixo da roupa com a qual trabalham, querem fazer média. 

O Atlético é um time bem limitado, com um técnico argentino que se acha acima do bem e do mal, que só quer engordar sua conta bancária. Saiu do Santos escorraçado porque queria mandar mais que o presidente e que chegou no Galo dando as cartas, já que só conheceu o presidente depois de quatro reuniões com Rubens Menin e Renato Salvador. Sampaoli manda no Galo e será assim até que ele encha o saco dos que hoje dirigem o clube.

O jogo contra o Inter mostrou um Galo sem objetividade, com muitos defeitos que os torcedores insistem em não enxergar. Eu já disse: Sampaoli é melhor que a maioria dos técnicos brasileiros, mas não é isso tudo que a carente torcida imagina. Sampaoli escalou o Galo com três zagueiros. Ele mexe na escalação a cada partida. Quer mostrar que é o craque, o dono do pedaço. Mesmo com 60% de posse de bola, não conseguiu mostrar superioridade na hora de finalizar.

Não há um camisa 10, um cara que crie e, dessa forma, os atacantes sofrem. Hyoran, destaque contra o Corinthians, é uma invenção. O atleticano achar que ele é a solução para os problemas do time, é muita pretensão. Os laterais não foram competentes, mas é sabido que Arana é um dos melhores jogadores do time. Mariano chegou há pouco e não pode ser cobrado. Nem mesmo a entrada do estreante Eduardo Sasha resolveu o problema. 

A melhor chance do Galo foi com Hyoran, que chutou forte, mas Zé Gabriel salvou em cima da linha. Sasha ainda pegou o rebote, mas a bola passou raspando a trave. Claro que o Atlético precisa de reforços. Os R$ 85 milhões gastos mostram que o diretor de futebol é fraco e que privilegia ex-jogadores do Palmeiras.

O Atlético tem em Rubens Menin um mecenas que empresta dinheiro, sem juros, que doa e que quer ver seu clube entre os melhores do país. Porém, quando se tem um diretor de futebol fraco, que só pensa em jogadores que trabalharam com ele no Palmeiras, fica difícil. 

Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, já disse que está buscando documentos e investigando algumas transações feitas no período em que o diretor de futebol do Palmeiras trabalhava lá. Há um promotor, em São Paulo, que também investiga negociações suspeitas. Em breve, teremos novidades. 

O Atlético pode até sair do G-4, o que não significa dizer que a equipe é a pior do mundo, ou que está abaixo do nível técnico da maioria dos clubes do Brasil. O único problema é o torcedor entender que Sampaoli, embora melhor que a maioria dos técnicos brasileiros, não é nenhum fora de série, que erra e que inventa demais. Começa com 3 zagueiros, toma um gol, muda o sistema, e não dá certo. Sim, como já escrevi outras vezes, ele erra e muito. 

Outro dia um idiota me criticou dizendo que “bom é o Geninho”. O cara é tão imbecil que não sabe que Geninho foi campeão brasileiro com o Atlético-PR, em 2001, enquanto Sampaoli nada ganhou aqui e na Espanha. Campeão no Chile, qualquer um de nós pode ser. Eu já disse que o atleticano tem um complexo que precisa ser tratado no analista. O futebol premia quem é mais competente, que monta um time em condições de ganhar a taça. É assim, desde a competição foi regida pelos pontos corridos. Os mais competentes, chegam na frente. Sampaoli até é realista sobre isso, pois já disse que não tem time para ser campeão. Quer reforços. Nesse quesito, Rubens Menin tem que entrar em ação, pois é ele que comanda o Atlético, financeiramente, contratando e entregando os contratados ao novo treinador.

 A diretoria atual é peça decorativa numa engrenagem que parece que vai funcionar, que começa com 3 vitórias, mas, que, em pouco tempo, volta à sua realidade normal. O Galo não é pior nem melhor que seus pares. Apenas quem o comanda se acha soberbo e acima do bem e do mal. O poder é fogo. Não é para qualquer um. Só mesmo para os vencedores, coisa que a diretoria atual não é. O Galo vira a chave. Vai disputar a final do Mineiro com o Tombense. É nesse título, pequeno, que a diretoria atual tem que se agarrar, já que, até aqui, passou em branco.

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