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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Globo diz não ter dinheiro para pagar a Fifa

"Esse negócio de uma emissora ter exclusividade sobre um determinado produto, impedindo as outras de comprarem também, é um absurdo. O correto é um pool de emissoras, dividindo a fatia e transmitindo os eventos"


postado em 25/06/2020 13:48 / atualizado em 25/06/2020 14:11

A Rede Globo deve à Fifa a parcela de R$ 463 milhões pelo direito de transmissão de eventos como a Copa do Mundo de 2022(foto: Reprodução )
A Rede Globo deve à Fifa a parcela de R$ 463 milhões pelo direito de transmissão de eventos como a Copa do Mundo de 2022 (foto: Reprodução )

A Rede Globo entrou na Justiça para não pagar à Fifa a parcela de R$ 463 milhões pelo direito de transmissão de eventos como a Copa do Mundo de 2022. A emissora conseguiu liminar no Brasil que proíbe a Fifa de executar uma carta de fiança emitida por um banco brasileiro. São os novos tempos, principalmente depois da pandemia. É sabido que com a chegada do governo Bolsonaro a coisa mudou, e para pior, na Globo. Programas que eram patrocinados por órgãos do governo tiveram a verba retirada. Todos se lembram, quando ainda candidato, Bolsonaro falou na cara de Willian Bonner e Renata Vasconcelos, no Jornal Nacional, que cortaria os privilégios e patrocínios da emissora, e que isso significaria uma derrocada grande na empresa. Os apresentadores negaram, mas o que temos visto de lá para cá são cortes e mais cortes, demissões e mais demissões na emissora. Sinal de que Bolsonaro cumpriu a promessa. Não quero aqui fazer qualquer juízo de valor, mas acho um absurdo empresas estatais patrocinarem programas em televisões, principalmente no futebol, tirando recursos que poderiam ser usados em prol da população. Outra medida acertada do governo foi a de tirar a Petrobras da Fórmula-1. Aquilo era um absurdo. Por consequência, patrocinava também a TV.

Esse negócio de uma emissora ter exclusividade sobre um determinado produto, impedindo as outras de comprarem também, é um absurdo. O correto é um pool de emissoras, dividindo a fatia e transmitindo os eventos. O consumidor deve ter o direito de escolher onde irá assistir. Os tempos estão mudando e já não há mais a hegemonia de outrora. Se os outros governos favoreceram determinadas emissoras, isso acabou. É muito fácil fazer programas, pagar fortunas a apresentadores com dinheiro público. É uma desigualdade muito grande. Nos Estados Unidos, isso não existe e as emissoras dividem em fatias iguais os eventos e também a audiência. Não há essa disparidade que existe no Brasil. Já houve casos em que determinada emissora comprou os direitos de eventos, não os transmitiu e não permitiu que ninguém transmitisse. Como o dinheiro era fácil, não se importava com isso. Com o corte nas propagandas estatais, nada feito. Agora é na conta do chá – ou até mesmo faltando dinheiro para chegar nessa conta.

 

Os clubes não perceberam até hoje o poder que têm. Eles não precisam ficar reféns de emissora nenhuma. Podem vender seu próprio produto, ou transmitir seus jogos em seus canais. Segundo nota lida no Jornal Nacional, os clubes terão que honrar os contratos assinados, sob pena de a Globo entrar na Justiça contra eles. Ok, se está assinado, que cumpram. Mas que ao término de tal contrato, entendam que eles não precisam de ninguém para intermediar suas negociações. E mais: eles mesmos podem vender o produto futebol para seus torcedores, tendo receita exclusiva. Desde que surgiu o streaming, que é a distribuição digital da imagem, as TVs vêm perdendo audiência significativa. É o novo caminho. Nossos filhos não veem TVs, exceto alguma série na Netflix. Chega de os governos gastarem dinheiro público, comprando eventos e enchendo os cofres de emissoras de dinheiro. O povo não aceita mais isso. Dinheiro público tem que ser usado na saúde, educação, segurança. A pandemia do coronavírus nos mostrou o que já sabíamos há tempos: que a saúde no Brasil, principalmente para os pobres, é um caos.

 

Parceria com o Google

Os Diários Associados e a Google fazem parceria inédita, através dos jornais Estado de Minas e Correio Brasiliense. A parceria será no desenvolvimento de uma ferramenta jornalística pioneira, que permitirá navegar com mais segurança pelo mar de notícias que circulam na internet. Nossos jornais foram os únicos convidados a participar do projeto no Brasil. O projeto será implantado primeiramente na Alemanha, Austrália e Brasil. A ferramenta será lançada entre o fim deste ano e o começo do ano que vem. Nosso diretor-executivo, Geraldo Teixeira da Costa Neto, nosso Zeca, destaca que “nosso grupo atua há 92 anos no mercado e tem um projeto de internet maduro, iniciado há mais de 20 anos. Colocamos nossa credibilidade e espírito de inovação a serviço dessa iniciativa, que não é a primeira, e, certamente não será a última com a Google. Temos uma relação já de alguns anos. Essa parceria só aumenta nossa responsabilidade e demonstra nossa relevância no cenário jornalístico”, afirma nosso diretor executivo. Parabéns aos Diários Associados por mais essa parceria. Credibilidade é tudo. 

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