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Estado de Minas ECOLOGIA EM ALTA

Um Bonito exemplo de turismo sustentável

Como o município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, se destaca pela forma como executa as práticas de turismo sustentável


20/07/2021 06:00 - atualizado 19/07/2021 18:00

Nascente do Rio Olho d'Água no Recanto Ecológico Rio da Prata(foto: Márcio Cabral)
Nascente do Rio Olho d'Água no Recanto Ecológico Rio da Prata (foto: Márcio Cabral)
A gente tem mania de vez ou outra soltar a frase: “Nossa, brasileiro é muito mal-educado e não sabe ser respeitoso no destino dos outros”, ou então: “Ahh, aqui na nossa cidade não tem jeito não, os turistas sujam tudo e são muito mal-educados”!

Mas sorte a nossa que existem destinos extremamente organizados que deixam claro que, se existe organização de todo o setor do turismo, o visitante acaba não tendo outra alternativa senão respeitar as regras locais e mais, se apaixonar pelo destino. Afinal, às vezes, os adultos são como crianças, que mesmo fazendo birra, estão implorando por limites. E é assim que trago hoje um belo exemplo de turismo sustentável: a cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Bonito, já foi eleita diversas vezes como o melhor destino de ecoturismo do Brasil. E há anos vem se consolidando com esse tipo de experiência, onde numa cidade de pouco mais de 21 mil habitantes, é capaz de receber turistas do país inteiro e do mundo, garantindo experiências incríveis para os visitantes e realizando o sonho de tantos destinos turísticos, que é viver economicamente do turismo. 

O que mais chama a atenção por lá, é a capacidade de organização das pessoas, normalmente o elo mais frágil e o mais necessário da cadeia produtiva do turismo. Por lá eles não pensam de maneira individualizada, ou seja, cada um no seu próprio empreendimento. Por isso, eles conseguem garantir que a atividade turística se distribua de uma maneira lucrativa para todos que resolvem empreender em Bonito. Cada um tem seu papel bem definido. O que é papel do poder público cabe a ele, e o que é papel do setor privado é executado com louvor. O resultado? Experiências de altíssima qualidade para os turistas.

Para garantir que o turismo seja mesmo sustentável nos três pilares – ambiental, social e econômico – o destino em primeiro lugar entende as preciosidades que tem em forma de atrativo. Quem nunca ouviu falar da Gruta Azul ou não ficou morrendo de vontade de arrumar as malas e ir direto flutuar naquelas águas cristalinas, como Rio da Prata ou o Aquário Natural, que vemos nas fotos. Além das águas, Bonito é uma cidade que possui grutas, cachoeiras, trilhas, vegetação e fauna deslumbrantes.

Mas as visitações são todas guiadas e orientadas, e existe um limite máximo de visitação por dia, que são transformadas em verdadeiras experiências. Isso garante, que mesmo que você não consiga fazer o passeio que queria hoje, o lugar vai estar lá, disponível, ainda por muitos e muitos anos, para você ir e até voltar. Afinal, isso é sustentabilidade ambiental. Usar o meio ambiente como parte do que vivemos, e não exaurir até a última gota. 

Outro ponto importante por lá, é fazer com que as pessoas que moram em Bonito sejam aquelas que atuam no setor. Assim, além de grandes entendedores do destino, é possível também gerar empregos e desenvolvimento para a comunidade, e não apenas para meia dúzia de afortunados. Isso é sustentabilidade social. E por fim, colocar um valor em toda essa movimentação, e não apenas preço.

Muita gente já comentou que os preços de Bonito são salgados, mas quando a gente entende o que há por traz de cada experiência entende também que não é preço, mas sim um valor justo pelo que é oferecido. Que além dos lucros, gera desenvolvimento para quem vive ali, gera qualidade de vida e utiliza o meio ambiente a nosso favor. Isso é sustentabilidade econômica!

Cada vez mais esse tipo de experiência agrada aos turistas, que como já falei em outras ocasiões, já não são meros expectadores, mas sim pessoas que estudam e entendem antes de chegar ao destino. O turista da atualidade já começa sua viagem quando está planejando, e felizes são os destinos que estão prontos para recebe-los. Aos que não estão, nunca é tarde, hein! Sempre é tempo de organizar e pensar coletivamente, ao invés de lamentar o que poderia ter sido.

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