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Estado de Minas COMPORTAMENTO

Quando eu voltar a viajar

Sobre como a nossa expectativa em voltar a viajar pode nos dar força para enfrentar mais um pouco do caos


23/03/2021 06:00 - atualizado 22/03/2021 16:22

(foto: Pixabay/Reprodução )
(foto: Pixabay/Reprodução )

Quando eu voltar a viajar vai ser tudo diferente. Não vou mais usar máscara, e o meu banho de álcool em gel 70% será substituído pelo banho de mar, de cachoeira e de rio. Vou buscar turismo junto a natureza, para tentar resgatar o que deixei para traz nos tempos de pandemia. Vou voltar a valorizar as pequenas coisas e me lembrar do quão legal é interagir com quem está visitando uma cidade como eu, ou com quem já mora por ali e sempre tem tanta coisa legal para contar. Vou escutar “causos” e lendas locais sem precisar de uma tela na frente ou uma boa conexão com a internet. Porque a conexão mais valiosa é a que faço com as pessoas que conheço pelo caminho.


Quando eu voltar a viajar eu não vou só para a natureza, não. Quero passar uma tarde inteirinha visitando um museu, bem devagar. As moças da recepção vão me receber bem simpáticas e vão me contar sobre a nova exposição. E ao invés de um termômetro na mão, uma delas vai me entregar um folder de papel couché, com a programação. E quando minhas pernas já estiverem doendo de tanto andar pra lá e pra cá, eu vou sentar num café – não precisa ser em Paris não – e vou comer um pão de queijo quentinho e um pedaço de bolo com cobertura de chocolate. O garçom vai estar sem máscara também e vai sorrir para mim, não só com os olhos. Dessa vez vou ver seu sorriso de canto a canto da boca. 

Quando eu voltar a viajar, todo mundo que trabalha com turismo vai estar animado para voltar a receber as pessoas. A pandemia vai ser só uma lembrança triste de algo que talvez, devêssemos ter vivido para aprender alguma coisa. A essa altura, provavelmente a gente já vai entender melhor sobre isso tudo que aprendemos nesses tempos difíceis que ficaram para traz. No aeroporto e no hotel não vai mais precisar de uma marcação no chão me indicando a distância que devo manter das pessoas. Alguém vai esbarrar em mim e vai se desculpar, igual era antigamente. Acho que o álcool em gel vai continuar lá, mas já não vai ser o protagonista de todos os lugares que eu entrar.

Quando eu voltar a viajar, vai ter muita gente competente que aprendeu novas formas de me apresentar um destino, um hotel ou um restaurante, durante aquela pandemia que começou em 2020. Vai ter gente que aprendeu a lidar com a política pública de turismo e entendeu que o turismo diversifica. Diversifica a economia e diversifica a gente também. E por isso, as viagens não vão ser mais tratadas como um luxo ou algo supérfluo, mas como necessidade básica humana. Nesse ponto já saberemos que confinamento também adoece.  

Não vai ser tudo perfeito, afinal nunca foi, não é?! Mas eu vou dar mais valor a cada escapadinha para a cidade aqui perto ou para a viagem dos sonhos. E tenho certeza, que do lado de lá, vai ter alguém ansioso esperando pela minha chegada e com um sorriso enorme, que vai tomar conta do rosto. É nessa esperança que precisamos nos agarrar, e na certeza de que isso tudo vai passar e que muita gente vai se curar para poder viver tanta coisa que ainda está por vir. 

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