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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Ministro Alexandre de Moraes proíbe bolsonaristas de divulgarem fake news

Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral diz que apoiadores do presidente estão proibidos de divulgar informações falsas


19/07/2022 04:00 - atualizado 19/07/2022 09:33

Alexandre de Moraes
''A liberdade de expressão não permite a propagação de discursos de ódio e ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado de direito'', disse Moraes (foto: NELSON JR/SCO /STF)

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), voltou a falar a respeito do pedido de manifestação feito pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente em exercício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a respeito das denúncias de discurso de ódio.

Em aparição surpresa para conversar com a imprensa no Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo disse que não sabia se a ação havia sido respondida e questionou a postura do ministro. “O que ele está buscando?”

Já que foi ele quem buscou, Alexandre de Moraes atendeu ao pedido do presidente da República.

A veiculação de propaganda eleitoral antecipada negativa por meio de notícias falsas, descontextualizadas ou sem qualquer demonstração de provas, por meio de redes sociais e veículos de comunicação que divulgam matérias tendenciosas e parciais tem evidente propósito de desincentivar os cidadãos brasileiros a votarem no ex-presidente Lula, afirma a ação.

Uma das postagens com fake news relaciona o PT e Lula ao crime organizado. Outra associa o partido ao fascismo e ao nazismo.

“A liberdade de expressão não permite a propagação de discursos de ódio e ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado de direito, inclusive pelos pré-candidatos, candidatos e seus apoiadores antes e durante o período de propaganda eleitoral.”

“O sensacionalismo e a insensata disseminação de conteúdo inverídico com tamanha magnitude pode vir a comprometer a lisura do processo eleitoral, ferindo valores, princípios e garantias constitucionalmente asseguradas, notadamente a liberdade do voto e o exercício da cidadania.”

Tudo isso partiu do ministro Alexandre de Moraes.

A propósito, começou ontem, nas emissoras de rádio e televisão, a nova campanha da Justiça Eleitoral direcionada especialmente a eleitoras e eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral no dia das eleições. A ideia é mostrar que essas pessoas podem participar da votação normalmente, desde que avisem a Justiça Eleitoral com antecedência para votar em trânsito.

O prazo para solicitar o voto em trânsito começou ontem e vai até 18 de agosto. Ah! E é importante lembrar que a medida não se aplica a quem estiver no exterior.

Fogão a lenha

“Passam um bom tempo dizendo fome, fome… As pessoas estão cozinhando em fogão a lenha e aí, quando você faz a transferência de renda, que é a medida correta para quem tá comendo a lenha voltar a usar o botijão de gás, para quem tá comendo a lenha voltar a poder comprar bens no supermercado, é eleitoreiro, eleitoreiro. Então, deixa a pessoa morrer de fome? Eleição não tem nada a ver com as transferências de renda que nós temos e nós já tínhamos feito com a ocasião da doença e fizemos agora com a ocasião da guerra.” 

Guedes na CVM

As declarações da nota à esquerda são do ministro da Economia, Paulo Guedes, na posse do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o advogado João Pedro Barroso do Nascimento, que também é professor. E o ministro Guedes continuou: “O Brasil está dessincronizado do resto do mundo”. Segundo ele, a economia brasileira estaria em ascensão, enquanto a mundial, em trajetória descendente. E fez questão de deixar claro que os erros de previsão em relação ao Brasil, na prática, decorrem de “um pouco de militância e um pouco de despreparo”.

Teve telefonema

O presidente Jair Messias Bolsonaro e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversaram por telefone, ontem, informou o governo ucraniano. Zelensky disse ter informado Bolsonaro sobre a situação no front e sobre o bloqueio à saída de grãos da Ucrânia. O país é um dos principais fornecedores de grãos para o mundo, ao lado da Rússia. Ao presidente brasileiro, o seu par ucraniano reforçou o pedido de maiores sanções contra a Rússia. O governo brasileiro não divulgou sobre a ligação.

MDB rachado

Lideranças do MDB de 11 estados se reuniram ontem com o ex-presidente Lula (PT), em São Paulo, e declararam apoio a ele para derrotar Jair Bolsonaro (PL). O MDB apresentou a pré-candidatura da senadora Simone Tebet, mas os presentes no encontro admitiram que defenderão na convenção nacional do partido, em 27 de julho, a aliança com Lula. “Representamos 11 estados e lideranças das bancadas do MDB para dizer da nossa decisão de apoiar a candidatura Lula já no primeiro turno.” Quem disse foi o senador Eduardo Braga.

Insônia presidencial

“Eu queria estar na praia uma hora dessas do lado de vocês, é lógico. Eu entendo que o que acontece comigo é uma missão, cumprir essa missão. Não dormi a noite toda, febre, gripe...” O presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) relatou, ontem, a apoiadores na entrada da residência oficial do Palácio da Alvorada que não dormiu à noite, porque passou mal. Ele mesmo deu a informação sobre a noite ruim que teve ao comentar com seus simpatizantes que ficam sempre de plantão.

Pinga-fogo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Edson Fachin, reafirmou, ontem, a integridade do sistema eleitoral brasileiro e, mesmo sem citar diretamente Jair Messias Bolsonaro (PL), fez críticas a declarações proferidas pelo presidente da República.

“É hora de dizer basta à desinformação. É hora também de dizer não ao populismo autoritário, que coloca em xeque a conquista da Constituição de 1988.” A declaração de Fachin ocorreu em evento de combate à desinformação, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná.

Minas tem histórico de votos “mistos”, como o Lulécio, Lula presidente e Aécio Neves governador em 2002 e 2006, e o Dilmasia, Dilma Rousseff presidente e Antonio Anastasia governador em 2010. O Novo sonha em conseguir o “Lulema”. Mas, com Kalil com a agenda cada vez mais próxima do ex-presidente, fica mais difícil.  

O Brasil ainda está abaixo da meta de vacinação contra o sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, 47,08% das crianças receberam o imunizante em 2022, sendo que a meta de cobertura vacinal é 95%.

O jeito é vacinar também contra a corrupção e outras más políticas. FIM!
 

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