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Estado de Minas Em dia com a política

Minas com JK volta na visita de Bolsonaro a Goiás

Bolsonaro caminhou envolvido por uma multidão, quando aproveitou para cumprimentar e tirar foto com os apoiadores que o esperavam ansiosos


30/08/2020 04:00 - atualizado 30/08/2020 06:55

Presidente Bolsonaro no discurso de inauguração da usina de energia em Goiás(foto: Marcos Corrêa/PR Fotovoltaica)
Presidente Bolsonaro no discurso de inauguração da usina de energia em Goiás (foto: Marcos Corrêa/PR Fotovoltaica)

“Não será R$ 600, mas também não será R$ 200. Pretendemos prorrogá-lo até o final do ano e com isso fazer que a economia volte à normalidade.” Assim destacou ontem, usando o meio-termo, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), em Caldas Novas (GO), onde inaugurou uma usina de energia solar.

E fez carinho ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que desembarcou do helicóptero junto com Bolsonaro. Surfando em sua boa posição nas pesquisas de opinião pública, o presidente caminhou envolvido por uma multidão, quando aproveitou para cumprimentar e tirar foto com os apoiadores que o esperavam ansiosos.

E teve a devida retribuição: “Depois de Juscelino Kubitschek, Bolsonaro é o presidente que mais investiu no estado de Goiás”. Caiado começou assim, trazendo um pouco de Minas Gerais para o evento goiano. E Bolsonaro não perdeu a caminhada. Sem citar JK propôs a mudança de seu slogan: “Brasil acima de tudo, Goiás acima de todos, e que Deus abençoe”.

O presidente percorreu toda a grade em que estavam concentradas as pessoas e se dirigiu para o palco. Lá, destacou que “àqueles que recebem o auxílio-emergencial, eu quero dizer que os primeiros prejudicados foram os informais, conhecidos como invisíveis. Eles não tinham mais como vender, nos grandes centros, o churrasquinho na praça ou vender o biscoito na praia”. Ele ficou por cerca de três horas em terras goianas.

A propósito, vale um detalhe. A deputada federal Magda Mofatto (PR-GO) é a proprietária do empreendimento inaugurado ontem por Bolsonaro. Tratava–se de placas solares. Ela afirmou que o benefício “foi e continua sendo o que sustenta a população”. Só para lembrar, ela é aquela que coleciona e guarda em sua casa em Caldas Novas, interior de Goiás, várias armas de fogo.

Já que teve JK em Goiás, melhor voltar a Minas Gerais. Afinal, nada menos que 12 horas foi o que durou o debate, sexta-feira, na Assembleia Legislativa (ALMG). Tudo para discutir a reforma previdenciária apresentada pelo governador Romeu Zema (Novo). Os números falam por si. 

Foram apresentadas 72 emendas parlamentares. O presidente Agostinho Patrus (PV) rejeitou regimentalmente 30 delas e encaminhou 42 à Comissão de Administração Pública, para emitir os devidos pareceres. 

A oposição, óbvio, deu trabalho e ficou se revezando em discursos que duraram, cada um deles, uma hora totalizando 12 horas debatendo. A novela, pelo jeito, promete novos capítulos. Ah! E teve ainda tribuna para tratar da COVID–19.



Ex-presidenta


Para a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o então deputado Jair Bolsonaro tinha a prerrogativa, como parlamentar, já que a imunidade prevê que ele não poderia ser processado criminalmente por se expressar por meio de suas opiniões, palavras e votos.

É o que está no artigo 53 da Constituição Federal. E foi por isso que a ministra suspendeu até o fim do mandato presidencial a queixa-crime feita pela ex-presidente Dilma Rousseff contra ele. Registro: o crime é de injúria, aquele que prevê ofensa, honra, dignidade ou decoro.


É praia dele

“A ideia é reduzir de forma drástica diante de milhões das mortes que nós, seres humanos, impomos às aves.” Esta é a notícia nova do deputado federal Fred Costa (foto) (Patriota-MG). O argumento dele, sem fazer qualquer juízo de valor, é “dada a dificuldade de identificar vidros como obstáculos, ocorre grande quantidade de acidentes fatais com aves em ambientes urbanos”. E tudo isso foi por ele registrado no site oficial da Câmara dos Deputados. Só para lembrar, ainda na praia de Fred Costa, ele já havia pedido: “Queremos vira-lata caramelo na nova cédula de R$ 200”. Viralizou, tá!

Antes tarde

Mas nem tanto. Afinal, em quatro anos, todos os cinco ex-governadores do Rio de Janeiro que estão vivos já foram presos. Todos eles respondem em liberdade, exceto Sérgio Cabral – já condenado por ter sido réu confesso. Além dele, estão ainda: Pezão, Moreira Franco, Rosinha Garotinho e Anthony Garotinho. Melhor é trazer o detalhe: O nome da operação desencadeada é Tris in Idem, uma referência ao fato que três deles terem se utilizados de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas. Para que fique mais claro, o nome da operação é originado de um termo jurídico, ‘ne bis in idem’. Em tradução do latim, é algo como “não repetir igualmente”.


Fontes limpas

Um pouco mais do mesmo. “O Brasil é um exemplo para o mundo em termos de sustentabilidade na geração de energia. As fontes limpas e renováveis representam 85% da capacidade brasileira, enquanto a média do mundo é 24%, o que nos anima e enche de orgulho.” A declaração partiu do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, que é almirante de Esquadra e foi quem coordenou, entre outras tarefas, o Programa Nuclear da Marinha. Ele finalizou destacando que a nova usina inaugurada ontem serve como “referência para Goiás e o país pelo pioneirismo na inserção de tecnologias sustentáveis para produção de energia limpa e renovável”.

Agora vai?


A pauta oficial ainda não está disponível, mas 22 vetos já estão prontos para serem deliberados. O fato é que amanhã ou terça-feira, o colégio de líderes do Senado deve se reunir com o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e demais integrantes da Mesa Diretora, para definir a pauta, que, tudo indica, vai continuar sendo virtual. O fato é que o Congresso deverá ter novas sessões, ou só uma, se não houver polêmica, de forma remota, em setembro para votar vetos do presidente Jair Bolsonaro. Por falta de acordos, alguns vetos não foram votados em agosto e, se tudo correr bem, eles devem ser os primeiros itens da pauta.










Em tempo, ainda sobre a ex-presidenta petista Dilma Rousseff: foi por ter feito discurso na Câmara dos Deputados em novembro de 2014, em que Bolsonaro comparava integrantes da Comissão da Verdade a prostitutas.

R$ 3 bilhões. É isso mesmo o que sugere o senador Humberto Costa (PT-PE), autor do projeto. O seu argumento faz sentido: “O Brasil tem elevada dependência externa de produtos de saúde. Daí a baixa disponibilidade de respiradores, testes, medicamentos de UTI, entre outros.

É claro que se trata da COVID-19. O senador diz que, a preços atuais, as importações brasileiras em saúde saltaram de US$ 4 bilhões para US$ 20 bilhões. A baixa disponibilidade de respiradores, testes, medicamentos de UTI e por aí vai limitou a capacidade de enfrentar a pandemia.

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Reprodução

Por fim, tem gente querendo mostrar serviço. O vice-governador do Rio, Cláudio Castro (foto) (PSC), deu expediente no sábado, isso mesmo, ontem, no Palácio Guanabara. É claro que fez o seu comercial depois do afastamento do governador Wilson Witzel, também do PSC.

Sendo assim, já que o Rio de Janeiro, tirando a política, continua lindo, melhor ficar por aqui sem viajar para lá. Um bom domingo a todos. Aproveite a #FiqueEmCasa com a família.




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