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Estado de Minas

A vitamina D tem papel importante no combate à depressão

Hormônio regula a produção de dopamina e serotonina, importantes no controle do humor e das emoções


19/10/2020 04:00


Como tenho resistido bravamente a toda essa tentativa de acabar com a ração humana, que vai muito além da COVID-19, receitando reclusão, perigo e todo tipo de ameaças que fazem parte do diálogo atual de qualquer pessoa, acreditei que minha depressão estava numa boa, não mais do que o normal, uma vez que sigo religiosamente o uso de pílula receitada por meu neurologista Francisco Cardoso.

Não sabia da missa a metade. Dor e drama familiar me jogaram em dois climas que não conheço há muito tempo: minha pressão subiu, o que nunca acontece, e a depressão me jogou na buraco, sem nenhum sinal aparente de doença, só depressão mesmo. E esse estado que me pegou é um risco que atinge sobretudo pessoas de mais de 60 anos. Como avalia Juliano Burckhardt, médico geriatra e cardiologista.

“Sensação de abandono, de impotência perante os problemas da vida são bem importantes. Como pensamentos nocivos e frequentes entre idosos, que, além do sofrimento emocional, aumentam os problemas físicos, como cardíacos. O motivo não é apenas a mudança de vida com a aposentadoria, com os filhos que se tornaram ocupados ou a morte de amigos de longa data, é também físico. Um dos motivos é a falta da vitamina D, alerta o médico, que é também nutrólogo.

“As pessoas idosas costumam ter heliofobia, a aversão ao sol. Além disso, por diversas questões, muitos saem pouco de casa, principalmente nesta quarentena, o que agrava ainda mais a falta de vitamina D”, explica. 

Essa substância, que na verdade é um hormônio, regula centenas de atividades no organismo, entre elas a produção de dopamina e serotonina, que mudam as emoções. “A vitamina D tem papel fundamental na parte cognitiva e emocional”, de acordo com o geriatra. “O idoso por si só já tem em média de 50% a 55% mais chances de ter transtornos depressivos. Isso o faz isolar-se e, ficando recluso, toma ainda menos sol e, com isso, ativa menos a vitamina D”, diz.

Se não bastasse esse ciclo, há mais agravantes, entre eles, a depressão sazonal. “Estudos mostram que idosos expostos a pouco sol se tornam mais suscetíveis à depressão sazonal. A pesquisa foi realizada nas serras catarinense e gaúcha e mostrou que entre 40% e 60% dos que já têm tendência a depressão têm ou tiveram quadros depressivos mais acentuados no inverno”, ressalta Burckhardt.

Portanto, o hábito de sair pouco para caminhar e tomar sol em qualquer época do ano pode prejudicar a produção dessas substâncias responsáveis pelo bom humor. A recomendação do médico é sair para tomar sol diariamente, entre 15 e 20 minutos são suficientes. Ainda é importante ter alguma atividade física, que pode ser uma caminhada ao ar livre, e alimentação balanceada.

“O idoso precisa comer de tudo, todos os grupos de alimentos, principalmente vegetais e alimentos ricos em cálcio, como folhas escuras e laticínios”, aconselha o médico. Sem contar os estímulos emocionais, como conversas com amigos e familiares, leituras e risadas, “manter a mente ativa é fundamental para o cérebro receber estímulos positivos e não adoecer”.

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