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Por que infecção urinária é comum no inverno? Saiba como prevenir

Com a ingestão de menos líquido nos dias frios, doença tende a afetar mais mulheres. Urinar após a relação sexual ajuda na prevenção


15/08/2020 04:00 - atualizado 14/08/2020 19:06

A infecção urinária é um problema muito comum entre mulheres durante todo o ano, afetando de 50% a 80% do público feminino em algum momento da vida, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia, de São Paulo. Porém, com o inverno, a incidência dessa condição em mulheres tende a ser ainda maior. “Isso porque no inverno ingerimos menos líquidos e, consequentemente, sentimos menos necessidade de urinar. E o ato de urinar é o responsável pela limpeza do canal da uretra. Logo, quando não ocorre com a frequência que deveria, as bactérias ficam retidas no local, aumentando as chances do surgimento de uma infecção”, alerta Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Além disso, a mudança brusca de temperatura afeta todo o organismo, ocasionando queda na imunidade, o que pode facilitar a instalação de micro-organismos prejudiciais.”

De acordo com a especialista, a infecção urinária, apesar de afetar também homens e crianças, é mais comum em mulheres devido às suas características anatômicas. “A uretra da mulher, além de ser mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus, o que favorece a passagem de micro-organismos para a região”, destaca. Além disso, a condição também é comum durante a menopausa, já que as taxas de estrógeno, hormônio que protege o trato urinário, diminuem. “O risco de contrair a infecção urinária também aumenta após a relação sexual, pois a uretra sofre microtraumas que a tornam mais vulnerável às bactérias.”

Por isso, é importante investir em alguns cuidados para prevenir o surgimento da doença, principalmente durante o inverno. É fundamental, por exemplo, beber bastante água, já que o líquido ajuda a limpar as bactérias da bexiga e do trato urinário, e urinar com frequência. “É especialmente importante urinar após as relações sexuais para auxiliar na eliminação de bactérias da uretra. Além disso, devemos redobrar os cuidados com a higiene íntima, mantendo a vulva e o ânus sempre limpos com água e sabão. Porém, tome cuidado para não exagerar, pois a limpeza em excesso pode prejudicar o equilíbrio da flora da região, que é responsável por proteger contra micro-organismos prejudiciais”, aconselha a ginecologista.

É interessante ainda parar de fumar e de ingerir álcool, já que são substâncias que irritam o trato urinário. “Evite também roupas muito justas e que não permitam que a pele respire adequadamente, já que o calor e a umidade facilitam a proliferação de bactérias, e troque os absorventes íntimos com frequência”, recomenda a médica.

Porém, caso você já esteja sofrendo com a condição, o mais importante é consultar um médico. “Entre os principais sintomas da doença estão dor ao urinar, febre, dor na região lombar, forte odor ao urinar e modificação da cor da urina, que se torna turva ou rosada”, alerta a ginecologista. Se não tratada, a infecção urinária pode avançar para os rins, em um quadro conhecido como pielonefrite, condição grave que pode causar complicações que incluem infecção generalizada, necrose da pelve renal e insuficiência renal crônica. Daí a importância de buscar tratamento o quanto antes, já que, quando iniciado precocemente, as chances de complicações sérias diminuem consideravelmente.

Segundo Ana Carolina Lúcio Pereira, o tratamento vai variar de acordo com a gravidade do caso. Nos mais  mais leves, por exemplo, apenas aumentar a ingestão de água é suficiente, já que o próprio organismo se encarregará de eliminar as bactérias presentes no trato urinário. Já em casos graves, o tratamento requer o uso de antibióticos específicos para o tipo de bactéria encontrado na urina. “É fundamental que o tratamento seja seguido à risca, pois, principalmente em mulheres, as recidivas da doença podem ser frequentes e graves, necessitando, muitas vezes, de um tratamento mais prolongado, que deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado”, finaliza a médica. 

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