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Médicos desmentem mitos e boatos sobre a saúde

Especialistas explicam dúvidas relacionadas ao câncer. É preciso estar atento para não 'cair' na rede das fake news espalhadas pelas redes sociais


postado em 30/11/2019 04:00


O país marcou o 27 de novembro como o dia dedicado nacionalmente ao combate ao câncer. Por causa disso, voltamos ao assunto com algumas explicações sobre o que é fato e o que é mito, com a colaboração de médicos do Centro Paulista de Oncologia. Confira:
Mamografia realizada anualmente aumenta o risco de mulheres desenvolverem tumores malignos. Esse é um boato recorrente, e, com as redes sociais, ganhou ainda mais força nos últimos anos. Recentemente, nova onda de fake news invadiu grupos de WhatsApp por conta de um vídeo que passou a circular e supostamente trazia dados comprovando que a realização anual do exame aumentaria o risco de mulheres desenvolverem tumores malignos. Todos os anos, cerca de 60 mil brasileiras recebem o diagnóstico de câncer de mama. É o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

“Apesar de o diagnóstico gerar preocupação, é preciso ressaltar que a doença tem tratamento e que as chances de recuperação total das pacientes, quando o diagnóstico é feito de forma precoce, superam a marca de 95% dos casos”, explica o médico Daniel Gimenes. A principal ferramenta para que isso seja possível é a mamografia, exame que deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos e consegue detectar um nódulo antes mesmo que ele se torne palpável.

Tumor reincidente não tem cura: tudo depende essencialmente do tipo e do estágio desse tumor. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento ter sucesso. “Quando descoberto tardiamente, podem surgir diversas complicações mesmo após a doença ter sido tratada. Por isso, é fundamental analisar cada caso individualmente”, explica o médico Marcelo Aisen.

O câncer antes dos 30 anos é 100% hereditário: o câncer hereditário se manifesta predominantemente em pacientes com menos de 50 anos, entretanto só 10% dos cânceres são hereditários, enquanto os outros 90% tem relação com o estilo de vida. “Conhecer o histórico familiar é essencial, mas é preciso também ter cuidado com hábitos do cotidiano. Alimentação saudável, prática de exercícios físicos e ingestão controlada de bebidas alcoólicas são atitudes que podem prevenir o desenvolvimento do câncer antes dos 30 anos”, comenta Daniel Gimenes.

Toda mulher que contrai HPV terá câncer: o vírus do HPV é a principal causa do desenvolvimento do câncer uterino. Porém, existem 40 tipos de vírus e nem todos levam à doença. “Para que esse tipo de câncer surja, há outros fatores associados, como baixa imunidade, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais”, explica Gimenes.

Hipotireoidismo e hipertireoidismo são sintomas do câncer de tireoide: a tireoide é uma glândula que produz hormônios responsáveis por diversas atividades no corpo humano e fica na parte anterior do pescoço, abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. A secreção aumentada deles provoca o hipertireoidismo, enquanto a secreção diminuída, o hipotireoidismo. “O aparecimento de nódulos não significa que seja, de fato, câncer. Em 90% dos casos, os nódulos identificados são benignos, não se trata de câncer. O recomendável é que, em caso de anormalidade, a pessoa busque ajuda médica para investigação”, recomenda Aisen.

Ingestão de leite pode causar câncer ou prejudicar o tratamento do paciente oncológico. A ingestão do leite é constantemente alvo de debates entre especialistas e também por consumidores. Conhecido como ótima alternativa para a prevenção da osteoporose, o leite é associado ao surgimento do câncer. “Não existem estudos que comprovem a relação direta na causa de tumores. Porém, a alta ingestão é associada a algumas doenças que podem aumentar o risco do surgimento do câncer, como é o caso da obesidade, por exemplo”, explica Gimenes.

Implantes de silicone podem causar câncer de mama. O câncer de mama é uma doença que acomete a glândula mamária, sobretudo dutos e lóbulos. Porém, as próteses de silicone são vistas por alguns como fator para o surgimento da doença. Apesar de ser uma questão levantada há anos, estudos comprovaram não haver relação entre o uso de próteses com o câncer de mama. “A recomendação é que tanto as mulheres com implantes quanto as que não os possuem mantenham a avaliação periódica e realizem os exames para monitoração”, enfatiza Gimenes.


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