Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas MERCADO S/A

Na contramão da crise, Brasil registra expansão de livrarias

Os brasileiros estão lendo mais. Mesmo em meio à pandemia, 60 estabelecimentos foram abertos no país no primeiro semestre


01/11/2021 04:00 - atualizado 01/11/2021 07:27

Entre janeiro e setembro 36,1 milhões de livros foram vendidos: aumento de 39% em comparação com o mesmo período do ano passado
Entre janeiro e setembro 36,1 milhões de livros foram vendidos: aumento de 39% em comparação com o mesmo período do ano passado (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

A crise que sufocou grandes redes de livrarias como Saraiva e Cultura deu a impressão de que o setor estaria condenado. Não é bem assim. Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), 60 livrarias foram abertas no país no primeiro semestre, e isso em plena pandemia e com os indicadores econômicos piorando consideravelmente.

Boa parte do desempenho positivo se deve às potências emergentes do ramo, como as livrarias Leitura, de Minas Gerais, e Travessa, do Rio de Janeiro. A reabertura do comércio ajudou: as vendas em lojas físicas já respondem por 50% dos negócios – em 2020, o percentual não chegou a 30%. Os brasileiros, de fato, estão lendo mais.

Entre janeiro e setembro de 2021, 36,1 milhões de exemplares foram vendidos no país, o que corresponde a um aumento de 39% em comparação com o mesmo período do ano passado.  Segundo Marcos da Veiga Pereira, presidente da Snel, o ano de 2021 deverá superar até mesmo os resultados de 2019, antes da pandemia.

Na Bolsa, Brasil perde até para a Argentina
Na Bolsa, Brasil perde até para a Argentina (foto: CRIS FAGA/FOX PRESS PHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)


Na Bolsa, Brasil perde até para a Argentina


A Argentina e suas intermináveis dificuldades econômicas costumam ser motivo de piada no Brasil. Por mais que a situação brasileira seja difícil, a dos hermanos sempre parece pior. O economista André Perfeito mostrou que, no campo dos investimentos, isso não é verdade. Uma pessoa que tivesse colocado US$ 100 na Bolsa brasileira no dia 1º de janeiro de 2019 – quando Bolsonaro assumiu – teria hoje US$ 83. Se o mesmo valor fosse aplicado na Bolsa argentina, representaria atualmente US$ 106.


Ibovespa despenca, mas mercado continua fechado com governo


A Bolsa brasileira tem se revelado um péssimo investimento nos últimos meses. Em outubro, o Ibovespa, o principal índice acionário do país, recuou 6,74%, mais uma vez se destacando como um dos piores desempenhos do mundo. Para efeito de comparação, o S&P, índice de referência da Bolsa dos Estados Unidos, avançou 6,91% no mesmo período. O surpreendente é que, mesmo diante de resultados tão negativos, boa parte do mercado financeiro continua fechada com o governo.

Investidoras ganham mais dinheiro que homens


Apesar de sofrerem inegável preconceito no mercado financeiro, as mulheres investem melhor do que homens. Um estudo feito pela britânica Warwick Business School analisou durante três anos a performance de 2,8 mil pessoas no mundo das finanças. No período, as aplicações das investidoras tiveram rentabilidade 1,8% maior que as dos homens. Outra pesquisa, da americana Fidelity, chegou a conclusão parecida. No Brasil, as mulheres correspondem a apenas 28% do número total de investidores na B3.

Rapidinhas


bitcoin
bitcoin (foto: REPRODUÇÃO)

Em outubro, o bitcoin foi o principal destaque entre diversos tipos de investimentos. A moeda teve valorização de 47,12%, muito acima do ouro (4,77%), dólar (3,67%), CDI (0,52%) e poupança (0,45%). No campo oposto ficaram o Ibovespa (desvalorização de 6,74%) e os fundos imobiliários (queda de 1,47%).

A série sul-coreana Round 6, o maior sucesso da história da Netflix, começa a gerar negócios em diversas áreas. Um deles é a moeda virtual Squid. Lançada em 20 de outubro, a criptomoeda teve valorização de 3.000% em uma semana. Mas, cuidado: nos Estados Unidos, muitos investidores não conseguiram vender os ativos para embolsar o lucro.

A mudança de nome do Facebook para Meta causou grande repercussão em Israel. E por um motivo insólito: em hebraico, a nova marca da empresa significa “morta.” Há outros casos de empresas que sofreram por adotar nomes inadequados. A britânica Rolls-Royce chegou a mudar o nome de seu carro Silver Mist, que em alemão remetia a “excremento”.

A inflação está em todos os lugares. Em janeiro, o preço do frete transoceânico para despachar um baú de tamanho padrão estava em torno de US$ 1,4 mil. Em outubro, o valor quase dobrou, chegando a U$ 2,6 mil. Como não poderia deixar de ser, a alta acaba chegando na ponta mais frágil: o bolso dos consumidores.

''O desemprego, a inflação e a alta dos juros são as consequências econômicas da perda de credibilidade do atual governo''

Roberto Giannetti da Fonseca, economista


250 mil

brasileiros estão na fila para tirar visto americano. Antes da pandemia, o processo entre o agendamento e a entrevista no consulado demorava 15 dias. Agora, são 14 meses

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade