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Estado de Minas MERCADO S/A

Atraso na aprovação de projeto de lei impede avanço da banda larga

Agora, o cenário mudou e o usuário exige serviços melhores de banda larga


postado em 02/09/2019 04:00 / atualizado em 02/09/2019 09:16

 Marco regulatório das teles foi criado há 20 anos, durante a privatização das telecomunicações(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
Marco regulatório das teles foi criado há 20 anos, durante a privatização das telecomunicações (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

Aprovado em 2016 na Câmara, o projeto de lei que altera a Lei Geral de Telecomunicações está travado no Senado desde fevereiro de 2017. O atraso impede o avanço da banda larga e freia o desenvolvimento do setor. Essa é a avaliação de Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. O marco regulatório das teles foi criado há 20 anos, durante a privatização das telecomunicações, quando o principal serviço disponível no mercado era a telefonia fixa. Agora, o cenário mudou e o usuário exige serviços melhores de banda larga e telefonia celular. Segundo Tude, com a mudança no regime de concessão da telefonia fixa, as empresas se livram de algumas obrigações e, como contrapartida, são obrigadas a fazer investimentos específicos – o que é ótimo para o país. O presidente da consultoria ressalta que o avanço do projeto pode gerar investimentos de bilhões de reais no setor. Ele, porém, faz um alerta. “Quanto mais tempo demorar, menor será o investimento, já que as concessões acabam em 2025.”

A legislação brasileira tem regras carcomidas pelo tempo. Maior operadora de telefonia fixa do país, a Oi ainda hoje precisa cumprir o contrato de concessão que a obriga a fazer manutenção de orelhões. A empresa também não pode vender escritórios ociosos. “Isso tudo estava previsto na época das desestatizações, mas ganhou interpretações diferentes e gerou insegurança jurídica”, diz Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. “Não à toa, a empresa entrou em recuperação judicial.”

Com crise na Argentina, empresas de alumínio buscam outros mercados
A crise na Argentina afetou muitas empresas brasileiras. No setor de alumínio não foi diferente. Em 2018, a Argentina foi o segundo país que mais comprou alumínio do Brasil, atrás dos Estados Unidos. Das 154 mil toneladas exportadas, 20% foram para os vi-zinhos. “Como a Argentina enfrenta dificuldades há tempos e suas compras diminuem mês a mês, os fabricantes nacionais começaram a destinar a produção para outros mercados”, diz Milton Rego, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
 

"Devemos olhar para os desempregados e capacitá-los da maneira certa para que consigam vagas melhores. Podemos aproveitar a oportunidade para dar um salto e queimar etapas"

Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central, durante a conferência "The future of work", realizada em São Paulo

 
 
Falência da Forever 21 pode afetar shoppings brasileiros
O i minente pedido de recuperação da rede americana de fast fashion Forever 21 pode afetar os negócios da administradora brasileira de shoppings Multiplan, dona de empreendimentos como BH Shopping, em Belo Horizonte, Park Shopping, em Brasília, Morumbi Shopping, em São Paulo, e Barra Shopping, no Rio de Janeiro. A Forever 21 tem 11 lojas no portfólio da Multiplan. Outra administradora que pode ter problemas é a BR Malls, com seis lojas Forever 21 em seus esta-belecimentos.

R$ 18 milhões
Foi o valor da multa que Google e Apple receberam do Procon de São Paulo por desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) na distribuição do aplicativo FaceApp, que envelhece rostos e viralizou entre os usuários brasileiros. Segundo o Procon, as empresas lançaram um aplicativo que não tem “Política de Privacidade” e “Termos de Uso” em português.

RAPIDINHAS

• Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ganharam peso no cenário de crédito. Dados da One7, especializada no segmento, mostram o crescimento de 10% entre julho e agosto. Segundo João Paulo Fiuza, sócio na One7, o melhor está por vir, já que o segundo semestre costuma registrar alta nas demandas.

• Maior feira agrícola da América Latina, a Expointer é o retrato da força do setor. A 42ª edição do evento, realizada em Esteio (RS) e encerrada no último fim de semana, movimentou R$ 2,4 bilhões, valor 5% acima de 2018. A feira reuniu 140 expositores especializados em implementos e máquinas e agrícolas.

• Se havia alguma dúvida a respeito das mudanças no mercado financeiro impostas pela tecnologia e pelo surgimento das fintechs, os programas de demissão voluntária anunciados pelos maiores bancos do país derrubam qualquer questionamento. Depois de Itaú e Banco do Brasil, o Bradesco apresentou, nos últimos dias, seu projeto de redução do quadro de funcionários.

• Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América Latina, disse, em sua página no LinkedIn, que a empresa estuda trazer para o mercado brasileiro o conceito de compartilhamento de carros. Na Europa, estima-se que 3,8 milhões de pessoas vão usar o serviço até 2022. A ideia da Volks é colocar veículos elétricos no projeto.


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