Publicidade

Estado de Minas MERCADO S/A

'Para privatizar Petrobras, será preciso educar a população'

"Bastou o governo anunciar a lista de estatais que poderão ser privatizadas para que os investidores corressem atrás de ações de empresas de capital misto listadas na B3"


postado em 22/08/2019 04:00 / atualizado em 22/08/2019 07:21

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro: na lista de privatização do governo(foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo RJ/Divulgação %u2013 11/4/14)
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro: na lista de privatização do governo (foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo RJ/Divulgação %u2013 11/4/14)
Poucos setores prezam tanto pelo pragmatismo quanto o financeiro. Bastou o governo anunciar a lista de estatais que poderão ser privatizadas para que os investidores corressem atrás de ações de empresas de capital misto listadas na B3, a bolsa brasileira. O destaque ficou com as ações da Eletrobras. Os papéis ordinários (que dão direito a voto) da estatal subiram 12,39%. A reboque vieram as ações preferenciais da Eletrobras (alta de 11,80%) e da Petrobras (+5,95%). Os papéis do Banco do Brasil subiram 5,72%. O economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale, porém, recomenda cautela aos investidores. Ele vê com ceticismo o governo conseguir privatizar a Petrobras até 2022. “A população é contra a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal”, diz Vale. “Para mudar isso, será preciso fazer um bom trabalho de educação e convencimento, como o governo fez para aprovar a reforma da Previdência.”

Playlist de investimentos
 
A Easynvest, uma das maiores corretoras independentes do país, lança, na segunda-feira (26), uma plataforma de renda variável voltada para investidores iniciantes. O novo ‘home broker’ (como a ferramenta é chamada no mercado financeiro) quer descomplicar o processo de compra e venda de ações. A plataforma vai imitar uma playlist de um aplicativo, como o Spotify. Uma delas terá as empresas que mais pagaram dividendos aos acionistas. Outra listará as ações que mais se valorizaram nos últimos meses.

Nas crises, empresas se tornam mais eficientes
 
Recessões são devastadoras para as empresas, certo? Nem tanto. Um estudo da consultoria Bain & Company mostrou que empresas eficientes conseguem aumentar sua participação de mercado nos períodos de baixa. A análise, com 3,9 mil companhias, mostrou que as melhores cresceram a uma taxa anual de 17% durante recessões. Após a crise, o crescimento foi de 13%. O segredo: reestruturar custos, colocar as finanças em ordem e investir em crescimento durante a crise, incluindo a compra de rivais.

Best-seller em 12 minutos
 
Lançado em janeiro de 2017, o aplicativo 12 minutos traz uma proposta inovadora: resume, em textos e áudios que podem ser lidos e ouvidos em 12 minutos, o conteúdo de livros de não-ficção, como carreiras, negócios e desenvolvimento pessoal. A plataforma tem pouco mais de 900 obras resumidas em português, inglês e espanhol. Em português, as três obras mais lidas pelos usuários foram Os segredos da mente milionária, Como fazer amigos e influenciar pessoas, e Pai rico pai pobre.

Rapidinhas

A DHL, maior grupo logístico do mundo, vai fazer um treinamento de voluntários neste fim de semana, em Cotia (Grande São Paulo), como parte do chamado “Disasters Response Team – DRT”. O programa fornece suporte logístico profissional em aeroportos, após desastres naturais.

Os pagamentos feitos por aproximação avançam no país. No Rio de Janeiro, o metrô implantou a novidade no fim de abril. Até julho, segundo dados da VisaNet, as transações com essa tecnologia, realizadas nas 41 estações da cidade, cresceram 58%. O uso do celular para o pagamento é o meio escolhido por 56% dos passageiros.

O site de comércio eletrônico Mercado Livre inaugurou ontem uma seção destinada à venda de produtos sustentáveis. A categoria deverá reunir 5 mil itens que se propõem a ter impacto ambiental e social positivo. Entre eles, painéis solares para a geração de energia e geladeiras de baixo consumo de eletricidade.

A Coluna errou. Ao contrário do que foi publicado, a Dentalis é uma empresa de softwares para clínicas odontológicas, e não uma rede de franquias.

Sobre a nota “Minalba ganha batalha na Justiça contra Danone”, publicada neste espaço, a Coluna recebeu o seguinte esclarecimento: “A Danone Águas respeita e não comenta decisões da Justiça. A companhia confia nos seus argumentos e, por isso, vai apresentar recurso aos tribunais superiores.”


Publicidade