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Estado de Minas MERCADO S/A

Gigantes da tecnologia são inovadoras, mas não sabem ganhar dinheiro

'Nos primeiros seis meses, a WeWork, que há pouco tempo trocou de nome para The We Company, perdeu US$ 904,6 milhões'


postado em 15/08/2019 06:00 / atualizado em 15/08/2019 08:33

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press %u2013 22/11/18 )
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press %u2013 22/11/18 )

Uma característica comum une as grandes empresas de tecnologia do século 21: a inescapável capacidade para perder dinheiro. Ontem, a WeWork, que disseminou o conceito de escritórios compartilhados, finalmente abriu os seus números – e eles são péssimos. No ano passado, os prejuízos somaram R$ 1,9 bilhão, o dobro de 2017 e 300% acima de 2016. Neste ano, a situação continua ruim. Nos primeiros seis meses, a WeWork, que há pouco tempo trocou de nome para The We Company, perdeu US$ 904,6 milhões. Desempenhos como esse parecem ser a regra. As gigantes de tecnologia conquistaram milhões de clientes (que se comportam como fãs), mas não conseguem transformar a idolatria em negócios saudáveis. Maior exemplo disso é a Uber, que se tornou uma máquina de perder dinheiro. Há inúmeros casos. Empresas como o aplicativo de transportes Lyft, a rede social de imagens Pinterest e o chat corporativo Slack são tão inovadoras quanto incompetentes no quesito financeiro.

Na Kalunga, o negócio é papel
 
(foto: Manaira Shopping/Divulgação)
(foto: Manaira Shopping/Divulgação)
Na contramão do mercado de livrarias, o setor de papelarias e material escolar vai bem. Maior varejista do segmento no país, a rede Kalunga estabeleceu como meta inaugurar 50 lojas nos próximos 12 meses, chegando a 250 unidades até 2020. Segundo Paulo Garcia, copresidente da empresa e filho do fundador, Damião Garcia, a Kalunga vive seu melhor ciclo de expansão. A empresa não revela as cifras dos investimentos, mas estima-se que cada loja gere faturamento de R$ 300 mil a R$ 1 milhão por mês.
 
O panetone da Bauducco não para de crescer
 
A Casa Bauducco, rede de lojas pertencente à Pandurata Alimentos, dona da Bauducco, definiu uma nova estratégia de expansão, com a abertura de pelos menos 25 unidades em 2019. Atualmente, a rede conta com 60 lojas em operação, sendo sete unidades próprias e 53 franquias. A meta é alcançar 85 lojas até o fim de 2019 e 300 até 2024. Em receita, a companhia cresceu 62% no ano, saindo de R$ 37 milhões em 2017 para R$ 60 milhões em 2018.

O plano autônomo da DiDi
 
A chinesa DiDi, líder global em transporte por aplicativo e dona da 99 no Brasil, anunciou que sua unidade de veículos autônomos, criada em 2016, será transformada em uma empresa independente. Segundo a empresa, a inesperada decisão foi tomada para acelerar o desenvolvimento de produtos. O atual chefe de tecnologia da DiDi, Bo Zhang, será CEO da nova companhia e vai liderar as equipes de engenheiros na China e nos Estados Unidos.

(foto: Alexandre Rezende/Divulgação %u2013 7/4/18)
(foto: Alexandre Rezende/Divulgação %u2013 7/4/18)
 
.João Vitor Menin, presidente do Banco Inter, em postagem no Twitter que fez barulho no mercado. A ideia de Menin é lançar, no início de 2020, um aplicativo de adquirência, que dispensa as tradicionais maquininhas de pagamento

RAPIDINHAS

  1. O Brasil voltará a ser um dos principais produtores de cacau do mundo. “A região de Ilhéus, na Bahia, está começando a aproveitar as novas tecnologias para resgatar a pujança da atividade”, diz a consultora francesa Chloé Doutre-Roussel, referência no assunto. Durante mais de 100 anos, a Bahia foi um grande produtor de cacau, mas a praga vassoura-de-bruxa dizimou as lavouras.

  2. Apesar dos céticos, as moedas virtuais estão cada vez mais presentes no sistema financeiro tradicional. A Nova Zelândia se tornou o primeiro país a legalizar o pagamento de salário em criptomoedas, permitindo ao funcionário escolher a forma de remuneração. A medida começa a valer a partir de 1º de setembro.

  3. Está difícil para as sedes de multinacionais que atuam no Brasil entenderem o governo Bolsonaro. Um executivo da alemã Volkswagen diz que as mudanças do Estado brasileiro – reforma da Previdência, reforma tributária, privatizações – animam os estrangeiros, que apostam em um novo ciclo de crescimento.
  4. O problema, diz o profissional da Volks, está na agenda radical. “Quando Bolsonaro defende o desmatamento da Amazônia, os europeus ficam boquiabertos”, afirma. “O discurso pega mal e atrapalha a captação de investimentos. Para que incendiar os ânimos se a economia tem tudo para deslanchar?”

 


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