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Estado de Minas COLUNA

Caso de fura-filas da vacinação remete à formação da cidadania no país

Além da condenação à prática da desonestidade, respeito a leis e direitos reflete educação e exemplos que devem começar a ser dados pela família


27/01/2021 04:00 - atualizado 27/01/2021 07:21

Primeira responsabilidade de coibir a prática de furar a fila dos grupos prioritários na campanha de imunização é do próprio cidadão (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press 19/1/21)
Primeira responsabilidade de coibir a prática de furar a fila dos grupos prioritários na campanha de imunização é do próprio cidadão (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press 19/1/21)

Recém-iniciada a vacinação e já são muitas denúncias de fura-filas, gente sem caráter, sem cidadania, sem princípios, egoísta sem ter aprendido a conviver. Assim foi no alistamento de 68 milhões de brasileiros para o auxílio emergencial. Com base no TCU, dos 273 bilhões pagos, é possível que 45 bilhões tenham sido destinados a quem não precisava, tinha emprego, renda, patrimônio e até cargo público.
 
Eles fazem parte dessa turma de oportunistas que se aproveitam até de tragédias. A Polícia Federal está ocupadíssima com investigações de desvios de dinheiro em hospitais de campanha, respiradores, material de proteção, facilitados a estados e municípios pela emergência que dispensa licitação. Comprou-se até respirador em adega, que vende aerador para vinho. Contratos superfaturados somam bilhões. Usam a morte para ganhar dinheiro.
 
A apenas dois ou três anos havíamos saído da corrupção institucionalizada – um período em que estatais como Petrobras e Caixa Econômica eram usadas pelos partidos no governo para levar dinheiro para bolsos particulares e cofres de partidos, estes com o intuito de financiar campanhas para permanecer no poder e continuar usufruindo do que é do povo pagador de impostos. Houve condenações – do maior empreiteiro, de presidente da Câmara, de Presidente da República – mas mesmo assim elas não foram suficientes para um ajuste de conduta dos contumazes dilapidadores.
 
No escândalo anterior, o do Mensalão, embora com condenações de mais de 30 anos de prisão, ninguém está atrás das grades. Se olharmos para trás, essa fila de sem-caráter vai longe, passando pelos Anões do Orçamento. Leis protegem os criminosos e não as vítimas. E parte de nossa cultura elogia como esperto o desonesto que fura-fila, usurpando o direito de outros. Mas como evitar fura-filas em 5.570 municípios? Não podemos ficar à espera do estado, porque a primeira responsabilidade é nossa. É antes de tudo uma questão doméstica, responsabilidade dos pais na formação da cidadania, do caráter. Respeitar as leis e os direitos dos outros se ensina em casa, inclusive com o exemplo.

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