Mãe revela que Cinthia pretendia deixar o país por escapar de ameaças do ex
Corpo de Cinthia Micaeli será sepultado às 17h, no Cemitério Parque da Colina. Ela foi morta com seis tiros no rosto na frente da filha de 5 anos
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“Minha filha planejava sair do Brasil, levando minha neta, isso para sair da mira do Alex, que sempre a ameaçava. Assim, ela iria escapar da mira dele”. A fase é de Ângela Fernandes Soares, de 48 anos, mãe de Cinthia Micaelli Soares Roliz, de 26, assassinada pelo ex-companheiro, o traficante Alex Oliveira de Souza, de 18, com seis tiros no rosto, na frente da filha do casal, uma menina de 5 anos.
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Cinthia estava morando na casa da avó na Rua Boturobi, Bairro Jardim América, para tentar escapar da perseguição do ex-companheiro. Seu corpo será sepultado às 17h desta quinta-feira (1º/1), no Cemitério Parque da Colina, onde também acontecerá o velório, a partir das 13h.
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O autor do crime, Alex, segue foragido. A Polícia Militar está no seu encalço, vigiando áreas que eram frequentadas pelo traficante, que está sob condicional pelo crime de tráfico de drogas.
Revolta
Ângela fez uma revisão sobre o relacionamento da filha. “Ela era uma ótima filha, nunca tinha me dado qualquer problema. Seu único erro foi ter se relacionado como esse homem, um criminoso”.
Ela conta que, desde o início do relacionamento de Cinthia e Alex, a vida da filha se tornou conturbada. “Ela engravidou dele e decidiu que iria viver junto. Só que ele era muito ciumento e, por várias vezes, chegou a agredi-la. Era uma situação insustentável, até que ela resolveu se separar, achando que estaria livre dele e que sua vida seria mais tranquila”.
A mãe conta que aconteceu justamente o contrário, pois Alex passou a perseguir Cinthia. “Ele ligava pra ela o tempo todo. Descobriu onde estava morando e passou a ir na casa, mas ela não abria a porta”.
A residência do Bairro Jardim América não era o único lugar de perturbação, segundo Ângela. “Ele ia até o local de trabalho dela, um salão de beleza, no Barreiro. Até para sair de casa, minha filha tinha cuidado, pois temia que ele aparecesse. Por isso, olhava muito as redondezas para ter certeza de que ele não estava lá. Mas sempre ia ao serviço e fazia ameaças de que o mataria”.
Não era só Cinthia que recebia ameaças, Segundo Ângela, suas colegas de trabalho também eram ameaçadas. “Agora tudo acabou. Ele matou minha filha. Cadê a Justiça?”.
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Ângela se revolta com a falta de proteção, apesar da Lei Maria da Pena. “Essa lei existe apenas no papel. Lá ela é bonita. Mas na prática não funciona, pois nunca a polícia ajudou minha filha. Uma medida protetiva foi dada, mas apesar de várias denúncias de que ele estaria descumprido as medidas foi feita e nada foi feiro”.