MÚSICA

Toninho Geraes prepara a comemoração de seus 40 anos de carreira

Mineiro planeja gravar álbum cheio de convidados e projeto audiovisual em torno de uma roda de samba. Enquanto isso, ação contra Adele se arrasta na Justiça

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Cheio de planos para 2026, quando completa 40 anos de carreira, o cantor e compositor Toninho Geraes, autor de “Mulheres”, sucesso na voz de Martinho da Vila, anuncia a gravação de um audiovisual comemorativo e show com vários convidados. As datas estão sendo fechadas.

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 “Será diferente de tudo o que já fiz até hoje, naquela linha mais classuda do Wilson das Neves, com baixo acústico, piano, uma coisa mais requintada. Estou com o repertório quase pronto, falta pouca coisa. O disco terá no máximo 12 faixas, acho até que 10 é o ideal. Tem parcerias minhas com o Paulo César Feital e o Chico Alves”, adianta o músico mineiro.



O projeto audiovisual vai trazer uma roda de samba. “Ainda não defini o formato, se será em lugar aberto ou fechado no Rio de Janeiro, com a maioria dos meus sucessos enquanto autor”, planeja. “Também há a possibilidade de comemorar meus 40 anos de carreira no espaço Vivo Rio.”

A ideia é convidar artistas que gravaram suas canções, como Zeca Pagodinho, Alcione, Diogo Nogueira, Maria Rita e Xande de Pilares, entre muitos outros. 

“Já comecei algumas conversações, pois tenho de fazer isso agora para fazermos o show lá no Vivo Rio. Tenho de ver se vou transformar o show em audiovisual. Acredito que sim, porque fazer o registro dos 40 anos é muito importante. Não sei ainda quem dirigirá, talvez o Paulo César Feital ou o próprio Diogo Nogueira, que conheço desde garoto. Vamos ver, por enquanto é só conjectura.”

João, Benito e Chico

Ao comentar sua trajetória, Toninho relembra casos e ídolos. “João Nogueira me deu o melhor não da minha vida. Teve um projeto no Teatro Rival, cujo nome não me lembro mais. Ele era o convidado daquele dia. Peguei um folder que estavam distribuindo e fui até o camarim pedir para ele autografá-lo. O João disse: “Não. Um artista não pede autógrafo para outro artista’.”

Uma das maiores emoções do mineiro ocorreu com Benito di Paula. Geraes foi gravar programa de TV e, ao se despedir, ouviu do autor de “Retalhos de cetim”: ‘Você não cantou ainda. Só vou depois que você cantar. Quero lhe ver cantando’. Fiquei muito feliz”, relembra.

Outro momento especial veio de Chico Buarque, o “dono” do escrete Polytheama. “Estava com o Paulinho Piaba. Eu havia machucado o pé em outra pelada e não jogaria. Passei a distribuir as camisas, quando o Chico Buarque disse: ‘Toninho Geraes não vai jogar não?’. Falei: poxa, o Chico Buarque sabe o meu nome. Foi incrível.”

Sinfônica pop

O músico contabiliza seus 40 anos de ofício a partir de 1986, quando lançou coletânea pela EMI/Odeon. Porém, bem antes disso já se apresentava em bares de Belo Horizonte. Na cidade natal, aliás, teve uma das maiores alegrias de sua carreira. 

Toninho nunca imaginou que se apresentaria no Palácio das Artes, como ocorreu em fevereiro de 2024, quando cantou acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Coral Lírico de Minas Gerais, sob regência de Ligia Amadio, no espetáculo “Sinfônica pop: Abertura do carnaval da liberdade”. “Foi algo inesquecível, que levarei para o resto da vida”, diz.

Caso Adele



Desde 2021, o mineiro processa a estrela britânica Adele, acusando-a de plagiar “Mulheres” na canção “Million years a go”, lançada em 2015. Em 2024, a Justiça fluminense determinou a suspensão de reproduções da música de Adele, mas depois voltou atrás. 

Ano passado, a juíza Simone Chevrand transferiu o processo para uma vara empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, alegando que decisão anterior determinava que a jurisdição do caso não seria no Rio, mas em SP.

Além de Adele, Geraes processa as gravadoras Universal Music, Sony Music Entertainment e Greg Kurstin, autor de “Million years ago”. Todos negam o plágio. 

A defesa do mineiro contesta a transferência do processo para São Paulo, alegando que Geraes e a Universal têm domicílio na capital fluminense. 

O advogado Fredimio Trotta diz que a defesa apresentou testes apontando 85% de similaridade entre “Mulheres” e “Million years ago”.

Desgaste e horas de sono

Toninho afirma que se soubesse o aborrecimento que tudo isso lhe causaria, não teria entrado na Justiça. Diz ter perdido boas horas de sono por causa do processo.

Magoado, lamenta que as pessoas se esqueçam de sua carreira de 40 anos dedicados à música, ignorando seu trabalho, interessadas apenas em bombardeá-lo com perguntas sobre o caso Adele.

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“Isso me desgasta muito. Se soubesse o quanto é desgastante, não teria entrado com a ação. Agora até que as coisas acalmaram um pouco, graças a Deus, porém não quero nem falar a respeito, pois é uma coisa muito chata. Deixo nas mãos do meu advogado.”

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