O dia em que Colin Hay, do Men at Work, sambou em Belo Horizonte
Ao lado da mulher, Cecilia Noel, e uma banda de músicos latinos, o líder do grupo australiano cantou seus grandes sucessos na capital mineira, no domingo (10/5)
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Se fosse possível uma viagem no tempo, em quantas horas um saudosista voltaria às décadas de 1980 e 1990? Resposta impossível. Mas, se estes mesmos saudosistas estivessem concentrados, domingo passado (10/5) no Befly Hall, na Zona Sul de Belo Horizonte, essa viagem levaria mais ou menos uma hora e meia.
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Foi o tempo entre o início do show do Men at Work na capital mineira e o momento em que Colin Hay, o vocalista da banda australiana, cantou “Overkill” e, na sequência, grandes sucessos, como “It's a mistake” (ambos do disco “Cargo”, 1983), “Who can it be now”, “Down under” e “Be good Johnny” – todas do disco de estreia, “Business as usual”, de 1981.
KARAOKÊ
Antes que alguém compare o grupo àquelas bandas de um sucesso só, é bom fazer outra comparação. O público que lotou a casa poderia ser dividido em dois grupos. Havia os fãs dos sucessos que estouraram na década de 1980 e a turma raiz.
Essa é a que que curte e sabe de cor músicas como “Touching the untouchables”, “Down by the sea”, “Catch a star”, que também estão no primeiro álbum da banda. Tinha até música que fez parte de trilha de novela: “Into my life” foi de “Rainha da Sucata” (1990), e “Everything I need”, de “A gata comeu” (1985).
Certo é que a multidão se jogou mesmo naqueles grandes sucessos, garantindo assim momentos inesquecíveis daquela noite.
VIAGEM DE 7 HORAS
Se já sabemos quanto tempo os saudosistas gastaram para voltar aos anos 1980, a pergunta agora é: o que é capaz de fazer um fã para ver uma de suas bandas preferidas? Enrico Masiero, de 43 anos, empresário e DJ que mora em Salvador, comprou o ingresso em setembro do ano passado.
Viria com a noiva arquiteta, que, às voltas com projeto na capital baiana, ficou por lá. O rapaz veio sozinho numa viagem digna de fã. Na última hora, o voo direto Salvador para BH teve horário alterado. Enrico, para não perder a apresentação, comprou outra passagem que o trouxe em um voo com escala e duração de sete horas.
O empresário volta para casa nesta quarta-feira (13/5). Leva na bagagem, além da emoção de ver um dos nomes que ajudaram em sua formação musical, o set list usado por Collin durante a apresentação em Belo Horizonte. O papel com a ordem das canções foi entregue por um dos produtores do grupo australiano.
BATUCADA “DOW UNDER”
Já a peruana Cecilia Noel, mulher de Colin, levou para casa o título de a mais simpática. Trocou algumas palavras com a plateia em um português claro e foi a figura mais animada no palco.
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A tal ponto de puxar o marido para uma sambadinha nos arranjos percussivos de “Down under”. Mesmo sem falar quase nada além de citar nomes de algumas músicas, apresentar os seus músicos – todos latinos – e, quase ao final da apresentação perguntar se estava tudo bem com a plateia, no momento mais descontraído do show, Collin e Cecilia conquistaram de vez o público.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
