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Vale diz que 80% do Rio Doce está degradado e anuncia plano de recuperação

Mineradora, entretanto, ainda não informou quanto vai custar a revitalização do rio nem quanto tempo será necessário para o meio ambiente ser totalmente recuperado

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postado em 27/11/2015 13:46 / atualizado em 27/11/2015 15:02

Rafael Passos

Leandro Couri/EM/D.A press
Os danos causados pelo rompimento da barragem da Samarco em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana, na Região Central de Minas, degradaram pelo menos 80% do Rio Doce e não há previsão de quanto tempo vai demorar a recuperação ambiental de um dos principais cursos d'água do Sudeste do país. A afirmação foi feita nesta sexta-feira pelo diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira. Três semanas após a tragédia humana e ambiental, a Vale se pronunciou oficialmente a respeito da tragédia de Mariana. A empresa é detentora de 50% da Samarco. Os outros 50% pertencem ao grupo australiano BHP Billinton.

Murilo Ferreira também anunciou a criação de um fundo voluntário, com a participação da Vale, da BHP Billinton e de outras empresas que queiram ajudar na completa revitalização do Rio Doce e da região atingida pela lama de rejeitos que vazou da barragem do Fundão. Entretanto, não informou qual o valor do fundo nem que medidas serão postas em prática  para a recuperação.

Com a voz embargada, lo executivo admitiu que não tinha a real dimensão da tragédia, especialmente quando a lama de rejeitos atingiu o mar. Reportagem desta sexta-feira do jornal Estado de Minas mostra que a enxurrada de minério de ferro já dizimou 11 tonelas de peixes e ameaça a vida de animais terrestres na região da foz do Doce.

Vania Somavilla, diretora de RH, Saúde e Segurança, Sustentabilidade e Energia da Vale informou que as prioridades do fundo são a recuperação das nascentes e das matas ciliares. Apesar da gravidade da situação, Somavilla acredita que empresa tem condições revitalizar o rio. "Precisamos conversar com todos os agentes envolvidos."  Em relação à contaminação da água, Vania Somavilla afirmou que não houve dissolução de metais pesados e que a empresa tem diagnóstico da situação do Doce.

CAUSAS O diretor do setor de ferrosos da Vale, Peter Poppinga, afirmou que a empresa aguarda o resultado das investigações sobre o rompimento da barragem. Ele ressaltou que não acredita que tenha ocorrido negligência por parte da Samarco. Poppinga considera que o plano de emergência da mineradora segue a legislação, mas admitiu que as ações podem ser melhoradas.

PUNIÇÃO Sobre as multas aplicadas à Samarco, o consultor geral da Vale, Clóvis Torres, disse que, se a Samarco não tiver condições financeiras de pagá-las, os acionistas podem assumir o pagamento. 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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FERNANDO
FERNANDO - 27 de Novembro às 22:54
A REPORTAGEM ACIMA NÃO MENCIONA QUE O FUNDO ANUNCIADO PELO PRESIDENTE DA VALE, PARECE CONTAR COM RECURSOS FEDERAIS E ESTADUAIS, OU SEJA RECURSO PÚBLICO PARA RECUPERAR DESTRUIÇÃO PRIVADA. PODE???
 
Andre
Andre - 27 de Novembro às 15:03
VAI FICAR TUDO ASSIM.....É SÓ ESPERAR UNS DOIS MESES, TODOS ESQUECEM E A VIDA CONTINUA COM ESSA DEVASTAÇÃO. É MUITO BARULHO E POUCA ATUAÇÃO.