O planejamento de férias dos brasileiros para o exterior continua sendo impactado pelo câmbio em setembro de 2026. Cotado a R$ 5,14 no início do mês, o dólar, embora abaixo do pico de R$ 5,32 registrado em março, se mantém em um patamar que encarece custos de passagens aéreas, hospedagem e despesas em moeda estrangeira. Esse cenário força muitos viajantes a reavaliarem seus roteiros e orçamentos.
A cotação reflete um cenário de atenção nos mercados, influenciado por fatores como as reuniões do Federal Reserve (Fed) e do Copom, marcadas para os dias 15 e 16 de setembro, além das expectativas para as eleições presidenciais no Brasil. Para quem planeja uma viagem internacional, o momento exige um planejamento financeiro cuidadoso e a busca por estratégias para mitigar os efeitos do câmbio.
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Como a alta do dólar afeta sua viagem internacional?
A subida da moeda americana eleva os preços de quase todos os componentes de uma viagem ao exterior. Custos como bilhetes aéreos, diárias de hotéis, aluguel de carros e até mesmo a alimentação são, em sua maioria, cotados em dólar, o que encarece o valor final pago em reais.
Essa mudança no câmbio diminui o poder de compra do turista brasileiro lá fora. Um orçamento que antes era confortável pode se tornar apertado, exigindo cortes em passeios, compras ou na escolha de restaurantes. O impacto é sentido tanto por quem vai para os Estados Unidos quanto para destinos na Europa, onde o euro também tende a se valorizar.
Quais destinos estão em alta para economizar?
Diante do dólar em patamar elevado, destinos na América do Sul se consolidam como uma alternativa atraente para os brasileiros. Países vizinhos oferecem vantagens como a proximidade geográfica, que tende a baratear o transporte aéreo, e um custo de vida que pode ser mais favorável, permitindo um melhor aproveitamento do orçamento da viagem.
Entre as opções procuradas, destacam-se:
Chile;
Colômbia;
Uruguai;
Peru.
Nesses locais, os gastos com hospedagem, alimentação e atividades turísticas podem pesar menos no bolso, permitindo uma viagem completa sem comprometer o orçamento. Além disso, muitos desses países não exigem visto e possuem uma rica oferta cultural e de belezas naturais.
O que fazer para se proteger da variação cambial?
Para quem não abre mão de viajar para o exterior, algumas estratégias podem ajudar a minimizar os efeitos da volatilidade do câmbio. Adotar medidas preventivas é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e garantir maior controle sobre os gastos.
Confira algumas dicas práticas:
Fechar pacotes pré-pagos: agências de viagem oferecem pacotes que incluem passagens e hospedagem com valores fechados em reais, travando o custo e evitando o impacto de futuras altas da moeda;
Comprar a moeda aos poucos: em vez de adquirir todo o montante de uma vez, comprar dólares ou euros gradualmente ao longo dos meses que antecedem a viagem ajuda a obter uma cotação média mais favorável;
Usar contas globais: abrir uma conta em dólar em bancos digitais permite enviar dinheiro quando a cotação estiver mais baixa e usar um cartão de débito no exterior, geralmente com taxas de conversão mais vantajosas que as do cartão de crédito;
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Monitorar a cotação: acompanhar o mercado de câmbio diariamente ajuda a identificar os melhores momentos para comprar a moeda estrangeira.
