viagem para sentir

Quatro símbolos que traduzem o prazer de viajar pela Suíça

Dos Alpes ao chocolate, passando pelo canivete e pela alta relojoaria, o país transforma tradição, precisão e paisagens extraordinárias em experiências que fazem da viagem uma descoberta permanente

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Há países que se visitam. E há países que permanecem na memória por aquilo que conseguem despertar nos sentidos. A Suíça pertence à segunda categoria. Entre montanhas cobertas de neve, lagos cristalinos, cidades elegantes e pequenas vilas que parecem ter saído de um cenário de cinema, o país construiu uma identidade reconhecida mundialmente por quatro símbolos: os Alpes, o canivete suíço, os relógios e os chocolates.

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Mais do que produtos ou paisagens, eles representam uma maneira suíça de fazer as coisas: com precisão, qualidade, tradição e uma certa obsessão pela perfeição.

1. Os Alpes: a grandiosidade que se contempla

Titlis Rotair, o primeiro teleférico giratório do mundo, realiza uma rotação completa, proporcionando vistas panorâmicas dos Alpes suíço
Titlis Rotair, o primeiro teleférico giratório do mundo, realiza uma rotação completa, proporcionando vistas panorâmicas dos Alpes suíço Titlis Tour/Divulgação

É impossível pensar na Suíça sem imaginar os Alpes. Eles estão presentes no horizonte, nas viagens de trem, nas estações de montanha e nas experiências que fazem o visitante perceber a dimensão da natureza.

No Monte Titlis, por exemplo, a experiência ganha uma dimensão ainda mais impressionante. A nova Titlis Tower, a 3.020 metros de altitude, reúne arquitetura contemporânea, restaurante, mirante panorâmico e uma vista de 360 graus para o universo alpino.

Ali, a montanha deixa de ser apenas paisagem e passa a ser protagonista. Subir de teleférico, caminhar diante das geleiras, observar os picos e sentir a mudança da luz sobre a neve são experiências que dificilmente cabem em uma fotografia.

É justamente essa combinação entre natureza e infraestrutura que torna a Suíça tão especial: o país permite chegar muito perto de cenários que, em outros lugares, pareceriam inacessíveis.

2. O canivete suíço: a inteligência de caber no bolso

Com lâmina, abridor, chave de fenda, saca-rolhas e outras ferramentas, o canivete representa uma ideia muito suíça: ser preparado para qualquer situação
Com lâmina, abridor, chave de fenda, saca-rolhas e outras ferramentas, o canivete representa uma ideia muito suíça: ser preparado para qualquer situação Victor Inox/Reprodução

Pequeno, vermelho e reconhecível em qualquer parte do mundo, o canivete suíço é quase uma síntese do espírito do país.

Sua história remonta a 1884, quando Karl Elsener abriu uma oficina de cutelaria em Ibach. Em 1891, sua empresa forneceu os primeiros canivetes de soldado ao Exército suíço e, em 1897, foi patenteado o modelo que se tornaria mundialmente conhecido como o Swiss Army Knife.

Com lâmina, abridor, chave de fenda, saca-rolhas e outras ferramentas, ele representa uma ideia muito suíça: ser preparado para qualquer situação.

Virou souvenir, objeto de design e ícone cultural. Está, inclusive, na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York.

Para o viajante, comprar um canivete na Suíça é levar para casa muito mais do que uma lembrança. É carregar no bolso uma pequena peça da história do país.

3. Os relógios: quando o tempo vira patrimônio

A Rolex abriu a boutique de relógios mais alta do mundo, na Torre Titlis, a 3.020 metros de altitude
A Rolex abriu a boutique de relógios mais alta do mundo, na Torre Titlis, a 3.020 metros de altitude Rolex/Divulgação

Na Suíça, o tempo parece ter outro valor.

A tradição relojoeira suíça remonta ao século XVI, quando a fabricação de relógios ganhou força em Genebra. Ao longo dos séculos, a atividade transformou-se em uma das maiores expressões da excelência artesanal do país. Hoje, a indústria relojoeira suíça é fortemente associada ao segmento de luxo e a Suíça é a maior exportadora mundial de relógios clássicos em valor.

Entre os nomes que ajudaram a transformar o relógio suíço em objeto de desejo está a Rolex. E, em 2026, a marca levou essa relação entre alta relojoaria e montanha a um novo patamar.

No alto do Monte Titlis, dentro da recém-inaugurada Titlis Tower, a Rolex abriu a boutique de relógios mais alta do mundo, a 3.020 metros de altitude.

A experiência é quase cinematográfica: chegar à loja exige subir pela montanha e, lá dentro, os relógios dividem espaço com enormes janelas que enquadram geleiras e os Alpes.

É uma metáfora perfeita para a própria Suíça: onde o tempo encontra a montanha.

4. O chocolate: o prazer que derrete na boca

Visite a loja da Lindt em Lucerna e experimente a variedade da fábrica de chocolates mais famosa da Suíça
Visite a loja da Lindt em Lucerna e experimente a variedade da fábrica de chocolates mais famosa da Suíça TripAdvisor

Se os Alpes impressionam os olhos e os relógios representam a precisão, o chocolate conquista outro sentido: o paladar.

A Suíça construiu uma reputação mundial pela qualidade de seus chocolates, e a Lindt é um dos nomes mais conhecidos dessa história. Desde 1845, os Maîtres Chocolatiers da marca desenvolvem produtos que se tornaram símbolos do chocolate suíço, entre eles os famosos LINDOR e EXCELLENCE.

Em Kilchberg, próximo a Zurique, o Lindt Home of Chocolate transforma essa tradição em atração turística. O espaço conta com uma fonte de chocolate de mais de nove metros de altura e uma loja de 500 metros quadrados, considerada a maior loja Lindt do mundo.

Ali, chocolate deixa de ser apenas alimento e vira experiência. É possível conhecer a história da produção, acompanhar demonstrações dos chocolatiers e, naturalmente, provar diferentes criações.

Porque há uma regra não escrita para quem visita a Suíça: não basta fotografar o chocolate. É preciso experimentá-lo.

Uma viagem para sentir

No calor, Lago de Zurique se transforma em balneário na Suíça
No calor, Lago de Zurique se transforma em balneário na Suíça Carlos Altman/EM

Talvez seja justamente isso que torne a Suíça tão extraordinária. Seus símbolos não estão isolados. Eles se encontram.

Os Alpes oferecem o cenário. O relógio marca o tempo. O canivete traduz a praticidade. O chocolate acrescenta prazer.

E, entre eles, surge uma experiência de viagem que vai muito além dos cartões-postais. É possível começar o dia diante de uma geleira, atravessar uma paisagem alpina de trem, caminhar por uma cidade histórica, descobrir uma relojoaria, provar um chocolate e terminar a tarde diante de um lago cercado por montanhas.

Na Suíça, viajar é experimentar uma espécie de equilíbrio raro entre natureza, tradição, design, luxo e simplicidade.

Talvez por isso o país deixe uma sensação tão particular em quem o visita. A vontade não é apenas de voltar para a Suíça.

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É de voltar a sentir a Suíça.

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