Demitida de multinacional aos 59 anos, mulher muda de vida e vai morar na Antártica
Após demissão, May Lee revela como é a rotina de trabalho e lazer em McMurdo: de controlar estoques a apresentar um programa de rádio e ir a festas
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Após uma demissão da HP em 2025, May Lee, aos 59 anos, decidiu mudar de vida e aceitou um emprego como técnica de suprimentos na Antártica. Hoje, com 60 anos, ela revela como é a rotina na Estação McMurdo, onde planeja retornar este ano para uma nova temporada.
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A jornada de trabalho na estação, conhecida como “horário da cidade”, vai das 7h30 às 17h30, de segunda a sábado. Para May Lee, acostumada com a flexibilidade do Vale do Silício, o cronograma rigoroso e sem margem para atrasos foi uma grande mudança. Seu dia começa às 6h30, e a locomoção é a pé, eliminando a preocupação com o trânsito.
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Trabalho e logística no gelo
As tarefas diárias de May Lee como técnica de suprimentos envolviam desde remover neve de até 60 centímetros para acessar o armazém até gerenciar o inventário. Ela era responsável por atender às solicitações de outros trabalhadores, localizar itens, controlar o estoque para evitar discrepâncias e receber cargas.
O trabalho incluía operar uma empilhadeira para transportar a carga para dentro do depósito e registrar tudo em um banco de dados. Os suprimentos chegavam em jatos C-17 até meados de novembro, quando aviões menores assumiam o transporte devido ao enfraquecimento do gelo com o aumento da temperatura.
Comida e vida comunitária
O refeitório em McMurdo se assemelha ao de uma universidade, com estações de pizza e hambúrgueres, além de um buffet. A oferta de alimentos frescos, chamados de “freshies”, é maior quando os jatos C-17 estão operando. Nesse período, os moradores costumavam guardar itens como bananas em suas próprias geladeiras para que durassem mais tempo.
Com o avanço da temporada, a disponibilidade de certos produtos, como ovos, se tornava limitada. Ainda assim, a comida era considerada boa e variada. A vida social é intensa, em parte pela conexão de internet limitada, o que incentiva conversas no refeitório.
Um quadro de avisos anuncia atividades diárias, que vão de artesanato a dança. May Lee se voluntariou na biblioteca e apresentou um programa de rádio. Outros moradores formaram bandas para tocar no “Icestock”, o festival de Ano Novo da estação. Aos sábados, as boates são populares, e a luz do dia constante permite sair para dançar às duas da manhã sem a sensação de ser noite.
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Aos domingos, a programação é livre. May Lee costuma dormir até mais tarde e aproveitar o brunch especial, com queijos e outras variedades. Muitos aproveitam o dia para fazer caminhadas, enquanto ela se dedica a preparar a semana e seu programa de rádio. À noite, participa das palestras científicas realizadas no refeitório principal.