Bem Viver

O que é polilaminina? A substância que pode ajudar na lesão medular

Entenda como funciona o medicamento experimental aplicado pela primeira vez no SUS em Barbacena, seu potencial para regenerar nervos e os próximos passos da pesquisa

Publicidade
Carregando...

Um procedimento inédito realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais traz uma nova esperança para pacientes com lesão medular. A aplicação ocorreu em 23 de junho de 2026 no Complexo Hospitalar de Barbacena (CHB), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), e foi a primeira vez que uma pessoa foi tratada com polilaminina na rede pública. O paciente, de 28 anos, sofreu um acidente de moto em 19 de junho, e o uso da substância experimental representa um marco para a pesquisa neurológica no Brasil.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

A polilaminina é, em termos simples, uma versão otimizada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo humano. Quando polimerizada, ela forma um hidrogel biocompatível que atua como um andaime molecular para as células nervosas danificadas na medula espinhal. Após uma lesão grave, forma-se uma cicatriz no local, que impede a reconexão dos nervos e a transmissão de sinais entre o cérebro e o corpo.

Leia Mais

O objetivo do medicamento é criar uma ponte sobre essa falha. A substância é aplicada diretamente na área afetada, onde forma um gel que preenche o espaço vazio. Essa estrutura não só oferece suporte físico para que as fibras nervosas (axônios) possam crescer, mas também libera sinais químicos que estimulam esse processo de regeneração.

Como a polilaminina funciona no corpo?

Uma vez aplicada, a polilaminina cria um ambiente favorável para que as células nervosas sobrevivam e se reconectem. A ideia é que, ao fornecer esse caminho guiado, o hidrogel ajude a restaurar parcialmente a comunicação neural que foi interrompida pelo trauma. Com isso, busca-se a recuperação de funções motoras e sensoriais perdidas.

O tratamento é considerado promissor, pois ataca uma das principais dificuldades na recuperação de lesões medulares: a incapacidade natural do sistema nervoso central de se regenerar de forma eficaz. A substância foi desenvolvida para ser absorvida pelo corpo ao longo do tempo, à medida que o novo tecido nervoso se estabelece.

Quais os próximos passos da pesquisa?

A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o laboratório Cristália. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início dos estudos clínicos de fase 1. A aplicação em Barbacena foi realizada sob um protocolo de uso compassivo, também autorizado pela agência e destinado a casos graves sem alternativas terapêuticas.

O paciente será acompanhado de perto para que os pesquisadores possam monitorar sua evolução. Os estudos de fase 1 preveem a avaliação da segurança do tratamento em até cinco voluntários com lesão completa da medula torácica. Os resultados serão fundamentais para determinar se a terapia poderá ser aprovada, mas o caminho até que a polilaminina se torne um tratamento padrão ainda exige mais tempo e observação.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay