Bem Viver

Polilaminina: o biomaterial brasileiro que promete tratar lesões medulares

Desenvolvida na UFRJ, a substância sintética derivada da proteína laminina avança para testes clínicos e pode revolucionar o tratamento de traumas na medula.

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Você provavelmente nunca ouviu falar em polilaminina, e há um bom motivo: ela não é uma proteína natural do nosso corpo. Trata-se de um biomaterial sintético, desenvolvido em laboratório por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que representa uma grande esperança para o tratamento de lesões medulares agudas. A polilaminina é, na verdade, uma versão modificada e potencializada de uma proteína que, essa sim, é essencial para nós: a laminina.

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A laminina natural atua como uma espécie de "supercola" biológica, sendo um componente chave da matriz que sustenta nossas células e orienta sua organização. A polilaminina, por sua vez, foi criada em laboratório para mimetizar e ampliar essa função regenerativa, especificamente para atuar na recuperação de tecidos nervosos após um trauma grave.

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Uma esperança para lesões medulares

Após mais de 25 anos de pesquisa, a polilaminina demonstrou resultados promissores em testes para reparar a medula espinhal. O tratamento experimental consiste na aplicação do biomaterial diretamente no local da lesão, em uma janela crucial de até 72 horas após o acidente. O objetivo é criar uma ponte que ajude a reconectar os neurônios e a reduzir os danos inflamatórios, que costumam agravar o quadro.

O avanço da ciência brasileira nesse campo é tão significativo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos ensaios clínicos de fase 1 em humanos, previstos para começar em janeiro de 2026. Este é um passo fundamental para que a terapia, no futuro, possa ser oferecida de forma segura e regulamentada.

Diferente do que se pode encontrar em informações imprecisas, as pesquisas com polilaminina estão focadas exclusivamente neste campo revolucionário da medicina regenerativa para lesões na medula, e não em tratamentos para câncer ou na criação de enxertos de pele. É um avanço da ciência nacional com potencial para mudar a vida de muitas pessoas.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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