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Como o etilômetro passivo consegue identificar álcool em segundos

Conheça os sensores de alta precisão usados na triagem rápida e entenda a diferença técnica para os aparelhos tradicionais de bafômetro

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A fiscalização da Lei Seca no Brasil ganhou uma nova ferramenta para agilizar a identificação de motoristas sob efeito de álcool. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou o uso do etilômetro passivo, um aparelho que detecta a presença de álcool no ar em segundos, sem a necessidade de sopro, otimizando as abordagens em blitze.

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O que é o etilômetro passivo?

O etilômetro passivo é um dispositivo de triagem que funciona por aproximação. Equipado com sensores de alta sensibilidade, ele analisa o ar próximo à boca do condutor para identificar moléculas de álcool, indicando rapidamente se há ou não a presença da substância no organismo. De acordo com a Resolução nº 1.031/2026, o pré-teste é um procedimento não obrigatório e tem caráter apenas indicativo.

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Como funciona o teste rápido?

A aplicação do teste é simples e não invasiva, tornando a fiscalização mais dinâmica. O procedimento geralmente segue três passos básicos para uma verificação inicial.

  • O agente de trânsito posiciona o aparelho a uma curta distância do rosto do motorista, que precisa apenas falar ou respirar normalmente.

  • Os sensores do dispositivo coletam uma amostra do ar ambiente e, em poucos segundos, uma luz ou um aviso sonoro indica se há vestígios de álcool.

  • Caso o resultado seja positivo para a presença de álcool, o condutor é então convidado a realizar o teste com o bafômetro tradicional, que exige o sopro em um bocal descartável.

Qual a diferença para o bafômetro tradicional?

Embora ambos os aparelhos detectem álcool, suas funções e precisão são distintas. A principal diferença está no propósito de cada um durante uma abordagem da Lei Seca.

O etilômetro passivo serve apenas como uma triagem inicial. Por ter caráter indicativo, o aparelho usado no pré-teste não precisa observar as exigências legais de certificação e verificação metrológica do Inmetro, definidas para os bafômetros tradicionais. Ele não mede a concentração exata de álcool no organismo e, por isso, seu resultado não pode ser usado como prova para aplicar multas ou outras penalidades. Sua função é otimizar o tempo e identificar rapidamente motoristas que precisam de uma verificação mais detalhada.

Já o bafômetro convencional, ou etilômetro com bocal, é o aparelho de confirmação. Ele mede o valor exato de álcool por litro de ar alveolar expelido. O resultado deste teste tem validade legal e é utilizado como prova para a autuação do condutor por embriaguez ao volante, conforme previsto no Conselho Nacional de Trânsito Brasileiro.

O que diz a nova regulamentação?

Publicada em 18 de agosto de 2026, a Resolução nº 1.031 do Contran formaliza o uso do aparelho passivo em todo o território nacional. A resolução, que revoga normativos de 2013, prevê que a atualização completa das fichas de fiscalização e códigos de enquadramento entre em vigor em 60 dias. A norma também garante ao motorista o direito de solicitar contraprova em caso de discordância com o resultado do teste ativo (bafômetro tradicional), garantindo mais segurança jurídica ao processo de autuação.

As novas regras já são aplicadas em operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e por órgãos de trânsito em estados como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que já utilizavam o equipamento em caráter experimental.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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