Mesmo após o encerramento do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda, em 29 de maio, criminosos continuam aplicando golpes usando o nome da Receita Federal. A estratégia busca enganar contribuintes com promessas de restituições ou alertas sobre pendências para roubar dados pessoais e informações bancárias.

As fraudes ocorrem principalmente por e-mail, SMS e mensagens de WhatsApp. Os golpistas enviam comunicações falsas que imitam o visual do órgão oficial, informando sobre supostos erros na declaração ou valores a serem recebidos. As mensagens costumam conter links que direcionam a vítima para páginas falsas, onde são solicitados dados como CPF, senhas e números de cartão.

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Segundo empresas de cibersegurança, mais de 120 sites falsos relacionados ao Imposto de Renda foram identificados em 2026, com o número praticamente dobrando desde março. Muitos desses sites fraudulentos aparecem como anúncios patrocinados em buscadores, enganando até os usuários mais atentos.

Esses sites maliciosos são projetados para se parecerem com o portal da Receita Federal. Ao inserir suas informações, o contribuinte as entrega diretamente aos criminosos, que podem usá-las para cometer fraudes financeiras, abrir contas ou solicitar empréstimos em nome da vítima.

Como a Receita Federal se comunica?

É fundamental entender que a Receita Federal não entra em contato por e-mail ou mensagem para solicitar dados pessoais. A comunicação oficial e segura sobre o Imposto de Renda é feita exclusivamente pelo Portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), acessado com a conta Gov.br, ou por meio dos canais oficiais, como o programa IRPF 2026 e o aplicativo "Meu Imposto de Renda".

Em raríssimas exceções, o órgão pode enviar um e-mail institucional apenas para avisar que existe uma mensagem nova na sua caixa postal dentro do e-CAC, mas nunca incluirá links diretos para consulta ou para o download de arquivos. Qualquer solicitação de atualização cadastral ou de dados bancários por canais não oficiais é um forte indício de golpe.

Sinais de alerta para identificar o golpe

Para se proteger, fique atento a alguns detalhes que entregam a fraude. Desconfie sempre de mensagens que apresentem as seguintes características:

  • Senso de urgência: expressões como “última chance”, “regularize imediatamente” ou “clique agora” são usadas para pressionar a vítima a agir sem pensar.

  • Erros de português: mensagens fraudulentas frequentemente contêm erros de gramática, ortografia ou concordância, algo incomum em comunicados oficiais.

  • Remetente e domínio suspeitos: verifique o endereço de e-mail do remetente e o domínio do site. Criminosos usam domínios que parecem oficiais, mas o endereço correto sempre terminará em “gov.br”.

  • Links e anexos: nunca clique em links nem baixe anexos de e-mails ou mensagens que pareçam ser da Receita Federal. O acesso deve ser feito sempre digitando o endereço oficial no navegador.

Para quem perdeu o prazo, a orientação é utilizar os canais oficiais para enviar a declaração em atraso, que gera multa, ou para fazer retificações. Todo o processo deve ser realizado diretamente no programa da Receita Federal ou pelo Portal e-CAC, garantindo a segurança das suas informações.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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