A ExitLag, empresa brasileira especializada em otimização de conexão para jogos on-line, anunciou um investimento na desenvolvedora independente SL Games, em um movimento que reflete o momento de reorganização do setor de games no Brasil. A iniciativa ocorre após a implementação do Marco Legal dos Games (Lei 14.852/24), que busca dar mais segurança jurídica à indústria.

A legislação, sancionada em 2024, tem contribuído para reduzir inseguranças jurídicas e aproximar a indústria de games de outros segmentos já consolidados no país. Desde então, o novo marco vem abrindo espaço para investimentos mais robustos e de longo prazo, especialmente em projetos autorais com potencial de alcance internacional.

A parceria prevê participação ativa da ExitLag na estrutura de governança da SL Games, incluindo assentos no conselho administrativo. A proposta é acelerar o amadurecimento operacional do estúdio e ampliar sua capacidade de produção em um mercado que, embora já consolidado como consumidor, ainda busca ampliar sua presença como exportador de tecnologia e entretenimento. 

Para Felipe “YoDa” Noronha, streamer e cofundador do estúdio, o investimento chega em um momento muito simbólico para a SL Games. “Estamos prontos para dar um passo maior, que passa pela entrega do melhor jogo possível para a comunidade, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para novos projetos e novos desenvolvedores dentro do estúdio.”

O cenário atual favorece esse avanço. Estúdios brasileiros têm recorrido a mecanismos como leis de incentivo à cultura e linhas de fomento à inovação para viabilizar projetos. No caso da SL Games, o investimento se soma ao desempenho do jogo eletrônico 'wYzards', título que arrecadou cerca de R$ 1 milhão em financiamento coletivo, indicando tração junto ao público e validação de mercado.

Com lançamento previsto em acesso antecipado para meados de 2026, "wYzards" se posiciona como um dos projetos centrais do estúdio. Paralelamente, a empresa também atua na distribuição de Raining Blood Hellfire 1.0, já disponível na plataforma Steam.

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Mais do que um investimento isolado, o movimento mostra que os estúdios brasileiros estão mudando a forma de trabalhar e trazendo empresas de tecnologia e serviços para mais perto da criação. “Desenvolver jogos relevantes exige conexão real com os jogadores desde as primeiras etapas do projeto”, afirma Pedro Gomes, cofundador da SL Games.

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