As ondas de calor que marcaram o início de 2026 acenderam um alerta para a saúde pública em diversas regiões do Brasil. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os termômetros chegaram perto dos 40 °C, cenário que se repetiu em capitais e municípios do interior.
Além do desconforto térmico, as altas temperaturas representam um risco real para a saúde cardiovascular, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e quem faz uso contínuo de medicamentos.
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“O calor afeta bastante a saúde cardiovascular, principalmente para as pessoas que sofrem de alguma doença prévia. Por isso, é importante tomar alguns cuidados”, alerta o cardiologista Roberto Yano.
Perigos
De acordo com o médico, o organismo precisa trabalhar mais para regular a temperatura corporal em ambientes muito quentes e isso pode ser o responsável por alguns efeitos negativos no organismo. “O calor intenso pode provocar uma dilatação dos vasos sanguíneos, e isso pode levar a uma queda da pressão arterial, o que aumenta a frequência cardíaca e também gera um maior risco de desidratação”, explica.
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“Em pessoas que já possuem um histórico de hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças coronarianas, esse desequilíbrio pode desencadear complicações mais graves, como mal-estar, tonturas, desmaios e até eventos cardíacos”, alerta.
Cardiologista Roberto Yano
A importância da hidratação adequada
Outro ponto de atenção durante os períodos de calor intenso como o atual é a perda excessiva de líquidos e sais minerais através do suor, o que facilita a desidratação e pode alterar o funcionamento do coração.
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Segundo o especialista, “a desidratação deixa o sangue mais espesso, o que aumenta a sobrecarga cardíaca e o risco de tromboses. Por isso, a hidratação constante, mesmo sem sensação de sede, é uma das principais medidas de proteção durante períodos de calor extremo”.
“Também deve-se evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia, priorizar ambientes ventilados ou climatizados e manter uma alimentação leve”, orienta Roberto.
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“Pessoas que utilizam medicamentos como diuréticos e anti-hipertensivos devem redobrar a atenção e, em caso de sintomas incomuns, procurar orientação médica”, alerta o cardiologista.
