A viagem pela rota gastronômica se tornou um dos principais desejos dos brasileiros, mas o prato imperdível pode vir acompanhado de riscos. Um levantamento exclusivo da Coris, que atua em assistência e seguro viagem, mostra que os sinistros relacionados ao consumo de alimentos que “não fizeram bem” cresceram 48,6% entre 2024 e 2025.

O aumento engloba casos como intoxicação alimentar, dores abdominais, diarreia e episódios de vômito, registrados tanto em viagens nacionais quanto internacionais.

“O turismo gastronômico cresceu muito, e isso é ótimo. Mas o viajante precisa estar atento, porque uma refeição mal escolhida pode interromper totalmente o roteiro. Estamos vendo um avanço expressivo nas ocorrências ligadas à alimentação”, afirma Claudia Brito, diretora comercial e marketing da Coris.

O levantamento reforça uma tendência global: a culinária local virou um dos principais fatores de decisão para escolha do destino, especialmente entre jovens e famílias. Lugares como México, Tailândia, Peru, Portugal e norte do Brasil têm atraído turistas justamente pela intensidade dos temperos, ingredientes frescos e tradições culinárias fortes, características que, se de um lado enriquecem a experiência cultural, de outro podem desafiar o organismo do viajante.

“O corpo nem sempre reage bem a temperos fortes ou ingredientes muito diferentes da rotina. Isso não impede a experiência gastronômica, mas exige cuidados”, explica Claudia.

Segundo a Coris, problemas gastrointestinais são responsáveis por:

- Interrupção de até 48h da viagem, em média

- Gastos extras com remédios, hidratação, consultas e, em casos mais graves, internações

- Perda de passeios e reservas em restaurantes, impactando a economia da viagem

- Em destinos internacionais, uma consulta emergencial pode custar até US$ 2 mil, enquanto em países da Europa a média fica em €150 a €400

A Coris orienta cuidados simples para quem pretende explorar a culinária local:

- Atenção a barracas de rua e alimentos crus, especialmente frutos do mar

- Hidratação reforçada, já que quadros gastrointestinais aceleram a perda de líquidos

- Cautela com pimentas fortes, molhos fermentados e especiarias intensas

- Evitar pratos muito diferentes da rotina logo nos primeiros dias da viagem

- Em viagens longas, optar por refeições leves antes de deslocamentos e passeios longos

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“É importante analisar a condição do seguro adquirido, pois muitos deles tratam intoxicações alimentares como exclusão contratual. Em casos de seguros que cobrem este item, consultas, medicação e atendimento imediato são, muitas vezes, garantidos. É uma pesquisa que deve ser feita com cautela, mas apresenta uma proteção essencial para quem vai explorar temperos e culinárias muito particulares”, complementa Claudia.

compartilhe