Oficinas terapêuticas para crianças para desenvolvimento social e emocional
Atividades lúdicas trabalham interação social, autonomia e autoconhecimento
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Em tempos em que as crianças passam horas diante das telas, uma psicóloga mineira decidiu criar uma proposta diferente: uma “colônia das emoções”. Mais do que apenas entreter, o objetivo é ajudar essa turma a desenvolver ou resgatar habilidades sociais e emocionais fundamentais para a vida. Entre as atividades organizadas pela psicóloga, além da Colônia de Férias das Emoções realizada em janeiro, já estão programadas oficinas para o Carnaval, Páscoa e Semana das Crianças.
De acordo com a idealizadora do projeto, a psicóloga Ana Luísa Bolívar, a ideia surgiu a partir da observação de mudanças no cotidiano das crianças. “Percebi, no consultório, que elas estavam perdendo oportunidades de se desenvolver em espaços comunitários fora da escola. Fatores como moradias menores, restrições de circulação e maior permanência em ambientes fechados reduziram experiências de socialização”, afirma a profissional, que é especializada em psicologia da infância e adolescência.
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No contraponto a esses espaços, as oficinas entregam atividades em grupo que favorecem a convivência, a criatividade e a resolução de conflitos de forma lúdica. “Buscamos ampliar as oportunidades de interação entre pares e criar um ambiente seguro para expressão emocional.” As vivências acontecem em espaço específico para atendimento infantil, no bairro Salgado Filho, e a faixa etária atendida varia entre 4 e 11 anos.
Sem caráter clínico, as crianças participam de atividades lúdicas, exercícios cognitivos e do lanche coletivo, acompanhadas pessoalmente pela psicóloga infanto-juvenil e por uma pedagoga. “Usamos histórias, jogos e desafios temáticos para trabalhar autoestima, autonomia e identidade”, descreve Ana Luísa.
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Outras habilidades trabalhadas na colônia incluem comunicação, tomada de decisão, memorização, resolução de conflitos, empatia e autogestão emocional. Segundo a psicóloga, esses aspectos são desenvolvidos de forma integrada às brincadeiras e às interações em grupo. “Não é uma aula sobre emoções, mas uma vivência em que a criança aprende a lidar com o outro e consigo mesma, um aprendizado para os desafios sociais e emocionais da adolescência e da vida adulta”.
Mãe de João Paulo, de 8 anos, e Laura, de 5, a administradora Marina Suppa relata que decidiu incluir os filhos nas oficinas por já conhecer o trabalho de Ana Luiza como psicóloga e pela expectativa de desenvolver aspectos emocionais e de convivência. “Eu sabia que a Ana iria trabalhar as emoções e as interações, e isso foi muito importante para a Laura, por exemplo, que é muito tímida e encontrou no grupo uma oportunidade de entrosamento com outras crianças”, conta.
Ao longo da experiência, Marina percebeu mudanças no dia a dia dos filhos, especialmente na autoconfiança e na iniciativa social. A mãe conta que eles passaram a demonstrar mais segurança em ambientes novos e com pessoas que não conheciam. “O formato lúdico também favoreceu o envolvimento do João, que se identificou com as atividades propostas.”
Ao longo das oficinas, os profissionais observam os comportamentos. Ao fim da vivência, as famílias recebem um retorno qualitativo, mas sem fins diagnósticos. “É um feedback para orientar os pais sobre aspectos de interação e atenção percebidos ao longo das atividades”, diz Ana Luisa.
Oficina terapêutica no Carnaval
Quando: 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira)
Horário: das 8h às 11h30
Oficina terapêutica na Páscoa
Quando: 4 de abril (sábado)
Horário: das 8h às 12h
Oficina terapêutica na Semana das Crianças
Quando: de 15 a 17 de outubro (de quinta-feira a sábado)
Horário: das 8h às 12h
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Inscrições: Ana Luisa Bolívar (31) 9355-5555
Informações adicionais: @analuisa_psicologa (instagram)