Ao longo deste sábado (24/10), véspera do segundo turno e um dia após o debate da Globo, serão divulgadas 14 pesquisas registradas no TSE.

A grande questão será observar se houve crescimento expressivo de Lula. Se não, Flávio Bolsonaro chegará ao dia decisivo com o favoritismo confirmado, na avaliação do cientista político Leonardo Barreto.

Até aqui, Lula aparece atrás em 17 das 18 pesquisas disponíveis. Em três modelos preditivos (Polling Data, Plano Político e Global Elections Simulator), o presidente está em desvantagem.

“Não há empate. A principal demonstração de que nem Lula trabalha com o cenário de empate é o fato de o presidente ter mantido uma linha de campanha negativa contra seu adversário no debate. Privilegiar a desconstrução de Flávio em detrimento de falar das suas propostas é uma escolha típica de quem está atrás”, comentou Barreto.

Eleitores independentes

O cientista político argumentou, ainda, que “independentes não decidem mais esta eleição” de 2026.

“Durante toda a eleição, foi colocado que os eleitores independentes definiram a eleição. Eles seriam aproximadamente 30%, segundo a pesquisa Quaest. Essa percepção, no entanto, só valeu até pouco depois do primeiro turno. Os independentes se alinharam e foram, em sua maior parte, em direção à oposição. Os que sobraram não são suficientes para mudar o jogo. Nessa reta final, incluindo aí o debate, Lula tem pouquíssimos indecisos com quem conversar. Ele precisa é atrair eleitores independentes que escolheram Flávio. Sua tarefa, portanto, é mais difícil.”

O PT aposta na força do movimento vermelho das três últimas semanas e segue acreditando que a onda pró-Lula possa reverter o resultado nas urnas, o que seria inédito e histórico.

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“A depender da leitura que se faz de pesquisas recentes, é possível dizer que há um encurtamento da diferença entre Flávio e Lula. É uma hipótese plausível”, ponderou Barreto.

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