O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) tem emitido sinais nos bastidores de que vai desistir de se candidatar nas eleições deste ano e se engajar na campanha pela reeleição de Lula. Até o início do mês, ele indicava intenção de se lançar ao Senado ou ao governo de Minas Gerais. A mudança de posição facilita a montagem de palanque do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome preferido do presidente para o governo do estado, que negocia as outras vagas na chapa com partidos de centro.
Também filiado ao PSD, Silveira recebeu acenos de Lula de que pode coordenar sua campanha e, por isso, pensa em se retirar do pleito. Políticos mineiros também apontam que o ministro, que foi suplente de senador, possui potencial eleitoral limitado e teria dificuldades para vencer uma disputa majoritária. Ele se colocava como uma alternativa a Pacheco, mas o senador indica disposição de concorrer ao governo.
Para confirmar a candidatura, Pacheco busca resolver sua questão partidária. Ele tem conversado com o MDB e o União Brasil. Aliados políticos dele também têm buscado o PSB para conversar sobre filiação. No caso de um sinal positivo a Lula, o senador vai exigir ser o “dono do palanque”, ou seja, escolher os demais ocupantes da chapa. Para o PT, a única exigência é ter a prefeita de Contagem, Marília Campos (PPT), como candidata ao Senado, mesmo que ela fique fora da chapa do senador.
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Embora sejam do mesmo estado e filiados ao mesmo partido, Silveira e Pacheco já tiveram estranhamentos na relação política. Os dois mineiros já disputaram espaço político e indicações de agências reguladoras. Até tempos atrás, rumores de que Pacheco poderia substituir Silveira na pasta de Minas e Energia também contribuíram para o distanciamento entre eles.
